Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Radicais sírios estariam recebendo armamento dos EUA através da fronteira com Jordânia

Enquanto o exército sírio parece estar pronto para uma grande ofensiva na província de Daraa, os grupos radicais que operam na região estariam recebendo grandes remessas de material bélico "Made in USA".
Sputnik

Os grupos militantes que atuam no sul da Síria receberam uma grande quantidade de armas e munições fabricadas nos EUA, incluindo mísseis antitanque TOW, informou a agência de notícias FARS.

De acordo com a FARS, o armamento foi entregue através da fronteira com a Jordânia no âmbito de um novo plano dos EUA para assegurar mais apoio a estes grupos na Síria.

A agência informou também que os grupos militantes na província de Daraa começaram a se preparar para impedir a ofensiva do exército sírio.

No início deste mês, o exército sírio intensificou as ações no sudoeste do país, controlado por radicais, perto da fronteira com a Jordânia e as Colinas de Golã, ocupadas por Israel.

O Ministério da Defesa da Rússia acrescentou que as forças do governo sírio, apoiadas por um grande a…

'Segurança global é a mais instável desde o colapso da URSS'

Chefe da Conferência de Segurança de Munique, Wolfgang Ischinger, adverte sobre crescente instabilidade mundial em entrevista à DW. Conflito na Síria, com seus muitos atores poderosos, é o mais preocupante.


Deutsch Welle


Cerca de 500 políticos e especialistas se encontram na Alemanha para a Conferência de Segurança de Munique 2018, que começa nesta sexta-feira (16/02) e vai até domingo. Entre eles, 20 chefes de Estado e de governo, além de dezenas de ministros. Em debate estão temas como política externa, questões de defesa e crises internacionais – todos assuntos como uma necessidade urgente de discussão, segundo o chefe da conferência, Wolfgang Ischinger.


Syrien Manbij US-Truppen (picture-alliance/AP Photo/S. George)
Parceiros na Otan, tropas americanas (foto) e turcas podem entrar em perigoso choque na Síria

"Estou preocupado", disse Ischinger em entrevista exclusiva à DW antes da abertura da conferência. "Acho que a situação de segurança global é a mais instável desde o colapso da União Soviética." A comunidade internacional carece atualmente de um componente importante, segundo ele. "Um elemento-chave para a estabilidade global, paz e segurança é a confiança mútua", explicou. "Quando falta confiança, as pessoas não conversam mais e não acreditam mais naquilo que seus interlocutores lhes dizem."

De acordo com o especialista em segurança, esta tem sido a natureza da relação entre os Estados Unidos e a Rússia há bastante tempo. "É muito questionável", disse Ischinger. Quanto mais tempo os dois lados passarem sem constante troca, os riscos de erros de avaliação e mal-entendidos tendem a crescer.

Conflito na Síria afeta comunidade de Otan

Acima de tudo, o conflito na Síria segue como fato preocupante, segundo Ischinger, especialmente porque tantos atores poderosos estão envolvidos. "Devemos ponderar, em particular, que esta é uma situação extremamente incomum, na qual um membro da Otan parece estar organizando um confronto militar com outro membro", afirmou Ischinger à DW. Ele diz ser difícil de imaginar o que aconteceria no caso de choque entre tropas turcas e americanas na região.

Mas não se pode identificar os riscos globais de segurança com uma única ameaça. "Há várias", garantiu Ischinger. A instabilidade no Oriente Médio e os riscos de um conflito internacional são um exemplo, o problema nuclear com a Coreia do Norte é outro. "Isso também não vai mudar apenas porque agora recebemos belas fotos dos Jogos Olímpicos de Inverno."

Como o Ocidente deve se comportar perante Moscou?

Ainda não está claro como os países ocidentais deveriam agir em relação à Rússia no que tange o conflito com a Ucrânia e a anexação da Crimeia. "E todos os dias morrem pessoas nesses conflitos", apontou Ischinger.

Por isso, a Conferência de Segurança de Munique é importante para que se tenha a oportunidade de debater essas questões. "Espero que os russos estejam conversando com os americanos, e que [o primeiro-ministro de Israel, Benjamin] Netanyahu se encontre com atores locais de quem ele talvez não goste, mas com os quais ele deveria dialogar. Espero também que eles dialoguem com ele", disse Ischinger.

O desejo do especialista em segurança é que haja um debate entre Arábia Saudita e o Irã, seguido de perto por um diálogo entre Irã e Israel. "Mas isso é apenas esperança, não uma expectativa concreta", disse Ischinger. E o que ele espera de seu evento? "Não espero que a Conferência de Segurança de Munique seja o lugar onde, milagrosamente, tudo se torna melhor". Mas, que ao menos haja um diálogo entre os participantes.

Postar um comentário

Postagens mais visitadas