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Putin passa para Trump a responsabilidade de resolver conflito na Síria

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, passou a bola para que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seja o responsável por resolver o conflito na Síria.
EFE

Helsinque - Em entrevista coletiva conjunta realizada nesta segunda-feira, em Helsinque, após a primeira cúpula entre os dois líderes, Putin também deu para Trump uma bola oficial da Copa do Mundo.

"No que se refere ao fato de a bola da Síria estar no nosso telhado, senhor presidente, o senhor acaba de dizer que organizamos com sucesso o Mundial de Futebol. Portanto, quero agora entregar esta bola. Agora, a bola está do seu lado", disse Putin.

O presidente russo fazia uma referência a uma frase do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, que havia afirmado que a bola para resolver o conflito na Síria estava no telhado do Kremlin.

Trump agradeceu pelo presente e disse estar confiante de que EUA, México e Canadá organizarão em 2026 uma Copa do Mundo tão bem-sucedida como a da Rússia.

Na sequência, o presidente americ…

Você sabia que a Marinha russa possui um dinossauro?

Construída na época do Império Russo, embarcação continua em uso.


Boris Egorov | Russia Beyond

É inacreditável, mas esse navio de 104 anos não só pertence formalmente à Marinha russa, mas continua servindo ativamente o país. Conhecido como Volkhov (atual Kommuna), essa embarcação de resgate de submarinos foi construída em 1912, lançada ao mar no ano seguinte e juntou-se à Frota Báltica em 1915.


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Volkhov (atual Kommuna) | Reprodução

A construção do navio foi um processo único. Graças ao aço especial usado pela fabricante Putilov, o casco do navio permanece em condições perfeitas até hoje, mais de um século depois de seu lançamento. Infelizmente, esse método de produção de aço se perdeu em meio aos tumultos da Revolução Russa e da guerra civil no país.

O Volkhov não foi concebido para participar de guerras nem possuía armas. O objetivo principal desse barco tipo catamarã era resgatar, sobretudo, submarinos e prover assistência nas águas abertas.

Durante a Primeira Guerra Mundial, o Volkhov serviu como base flutuante para submarinos no mar Báltico. Levava até dez torpedos extra e reservas de combustível. Além disso, podia prover acomodação para 60 marinheiros.

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Volkov em construção | Reprodução

Entre as embarcações resgatadas pelo navio estão os submarinos AG-15 (em condições muito difíceis) e submarino da classe Bars Unicórnio. Também resgatou o submarino britânico HMS L55, que afundou em 1019 no golfo da Finlândia durante uma colisão com os destróieres soviéticos Gavril e Azard.

Em 1922, o navio foi rebatizado como Kommuna, nome que sobreviveu à queda da URSS. Durante a Segunda Guerra Mundial, serviu como base para conserto de submarinos e permitiu atracação de submarinos soviéticos classe M (classe Malyutka).

Resultado de imagem para Volkhov (atual Kommuna)
Kommuna | Reprodução

Desde 1967, o Kommuna faz parte da frota do Mar Negro, baseada em Sevastopol, na Crimeia. Sua equipe aumentou de 23 para 41 pessoas em serviço.

O Kommuna já resgatou mais de 150 embarcações, mas os submarinos não são seu único foco. Em 1977, ele salvou uma aeronave Su-24 que afundara.

O tempo não tem sido favorável com o Kommuna, e hoje ele precisa passar por constantes renovações e modernizações. O navio era equipado com o sistema subaquático ROV Saab Seaeye Panther Plus, que pode estudar objetos a uma profundidade de até 1 km. Até mesmo o velho piano que foi dado ao navio em 1914 foi consertado e está funcionando de novo.

O Kommuna viveu até uma idade avançada. Mas alguns projetos navais russos não tiveram a mesma sorte. Sabia que a Rússia costumava desenhar navios “redondos” no século 19? Leia mais sobre o assunto.


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