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Análise: Brasil poderia se tornar 'vigilante' dos EUA na América Latina

O presidente norte-americano, Donald Trump, referiu a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN. O analista russo Pavel Feldman avaliou a possibilidade de entrada do Brasil na aliança, bem como que papel poderia desempenhar o Brasil no conflito na Venezuela.
Sputnik

Durante a visita oficial do presidente do Brasil Jair Bolsonaro aos EUA, foram discutidos os assuntos internacionais mais importantes, entre eles a cooperação bilateral entre os EUA e o Brasil e a situação na Venezuela.


Uma das declarações mais sensacionais foi a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN, referida pelo presidente dos EUA Donald Trump.

O vice-diretor do Instituto de Estudos Estratégicos e Prognósticos da Universidade Russa da Amizade dos Povos, Pavel Feldman, revelou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que os EUA são apenas um dos países da OTAN, há outros países cuja opinião deveria ser levada em conta nesse assunto.

Segundo ele, se o Brasil aderir à OTAN ele vai desempenhar o papel de vigilante d…

Analista: exército ucraniano será completamente derrotado em Donbass

O Departamento da Defesa dos EUA afirmou que as declarações do presidente ucraniano, Pyotr Poroshenko, sobre os fornecimentos de armas à Ucrânia nas próximas semanas são prematuras. Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o analista Vladislav Gulevich explicou porque o líder ucraniano tinha pressa com suas afirmações.


Sputnik

Na quarta-feira (28), na coletiva de imprensa o presidente ucraniano afirmou que a primeira remessa de armas norte-americanas de defesa iria chegar à Ucrânia em algumas semanas. De acordo com ele, neste ano espera-se uma série de entregas.


Soldados ucranianos (foto de arquivo)
Militares ucranianos © AP Photo/ Evgeniy Maloletka

O Departamento de Defesa norte-americano acha que as declarações do presidente ucraniano, Pyotr Poroshenko, sobre os fornecimentos de armas à Ucrânia nas próximas semanas são prematuras.

A autorização de venda de armas à Ucrânia foi dada pela Casa Branca no fim de 2017. Em particular, pode se tratar dos complexos antitanque Javelin e de fuzis Sniper. Antes, Kiev anunciou repetidas vezes o envio de remessas de armas norte-americanas.

Especialista em ciências políticas, Vladislav Gulevich em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, explicou porque o presidente ucraniano se apressou com suas afirmações.

"O presidente da Ucrânia com sua declaração deseja aumentar o nível de sua aprovação aos olhos da população, mostrando ser um político que consegue convencer Washington em fazer concessões em relação à Ucrânia", assinalou.

"Ele quer demonstrar às forças nacionalistas na Ucrânia que está levando o país pelo caminho que os nacionalistas exigem. Do ponto de vista prático, as remessas esperadas dificilmente trarão algum benefício para a Ucrânia — neste país, como se sabe, já têm armamentos mais do que necessário. Sendo assim, as remessas de armas norte-americanas é apenas um ato simbólico de apoio de Washington ao regime de Kiev", acredita Vladislav Gulevich.

Enquanto isso, o analista não descartou que as remessas esperadas podem estimular Kiev a novas provocações em Donbass.

"É claro que o exército ucraniano não poderá vencer naquele território, uma vez que Kiev percebe muito bem que as tropas irregulares de Donbass, que já não são mais tropas irregulares, mas sim um exército potente. Assim, a derrota seria colossal. Em minha opinião, caso Kiev se atreva em uma ofensiva de grande escala em Donbass, o nível de aprovação dos políticos ucranianos cairia em poucos dias, pois em dias estaria bem claro que o exército ucraniano não atingiria êxito nesta operação", ressaltou Gulevich, acrescentando que em vez disso, as forças ucranianas podem drasticamente agravar a situação em Donbass.

O conflito em Donbass começou em 2014, quando as autoridades ucranianas lançaram uma operação militar contra as repúblicas populares de Donetsk e Lugansk que se recusaram a reconhecer o novo governo em Kiev, que chegou ao poder depois do que consideraram um golpe.

Em fevereiro de 2015, as partes em conflito assinaram os acordos de paz de Minsk para acabar com os combates na região, mas a situação permaneceu tensa, com as duas partes acusando-se mutuamente de violações do cessar-fogo.


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