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Super Tucano em teste pela Força Aérea dos EUA sofre acidente

Queda sem causa ainda definida é má notícia para a fabricante brasileira, que disputa concorrência com americanos
Igor Gielow | Folha de S.Paulo

Um turboélice A-29 Super Tucano, fabricado pela Embraer, caiu durante um exercício de ataque leve conduzido pela Força Aérea dos EUA em um campo de provas do Novo México, na sexta (22).

Dois tripulantes conseguiram se ejetar. Segundo comunicado da base de Holloman, um dele se feriu levemente e foi medicado, enquanto não há detalhes do estado do segundo. A causa do acidente não foi divulgada.

O avião participa da fase final da competição para fornecimento de aviões leves para missões de ataque a solo e reconhecimento. Inicialmente, os EUA querem adquirir 15 unidades, para depois expandir a até 120. Elas servirão para substituir o famoso A-10 Warthog (Javali, em inglês), um modelos subsônico a jato fortemente armado e blindado que opera desde 1977.

Os americanos estão procurando opções mais econômicas para a missão. Enquanto um A-10 tem sua hora-voo…

Analista: exército ucraniano será completamente derrotado em Donbass

O Departamento da Defesa dos EUA afirmou que as declarações do presidente ucraniano, Pyotr Poroshenko, sobre os fornecimentos de armas à Ucrânia nas próximas semanas são prematuras. Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, o analista Vladislav Gulevich explicou porque o líder ucraniano tinha pressa com suas afirmações.


Sputnik

Na quarta-feira (28), na coletiva de imprensa o presidente ucraniano afirmou que a primeira remessa de armas norte-americanas de defesa iria chegar à Ucrânia em algumas semanas. De acordo com ele, neste ano espera-se uma série de entregas.


Soldados ucranianos (foto de arquivo)
Militares ucranianos © AP Photo/ Evgeniy Maloletka

O Departamento de Defesa norte-americano acha que as declarações do presidente ucraniano, Pyotr Poroshenko, sobre os fornecimentos de armas à Ucrânia nas próximas semanas são prematuras.

A autorização de venda de armas à Ucrânia foi dada pela Casa Branca no fim de 2017. Em particular, pode se tratar dos complexos antitanque Javelin e de fuzis Sniper. Antes, Kiev anunciou repetidas vezes o envio de remessas de armas norte-americanas.

Especialista em ciências políticas, Vladislav Gulevich em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, explicou porque o presidente ucraniano se apressou com suas afirmações.

"O presidente da Ucrânia com sua declaração deseja aumentar o nível de sua aprovação aos olhos da população, mostrando ser um político que consegue convencer Washington em fazer concessões em relação à Ucrânia", assinalou.

"Ele quer demonstrar às forças nacionalistas na Ucrânia que está levando o país pelo caminho que os nacionalistas exigem. Do ponto de vista prático, as remessas esperadas dificilmente trarão algum benefício para a Ucrânia — neste país, como se sabe, já têm armamentos mais do que necessário. Sendo assim, as remessas de armas norte-americanas é apenas um ato simbólico de apoio de Washington ao regime de Kiev", acredita Vladislav Gulevich.

Enquanto isso, o analista não descartou que as remessas esperadas podem estimular Kiev a novas provocações em Donbass.

"É claro que o exército ucraniano não poderá vencer naquele território, uma vez que Kiev percebe muito bem que as tropas irregulares de Donbass, que já não são mais tropas irregulares, mas sim um exército potente. Assim, a derrota seria colossal. Em minha opinião, caso Kiev se atreva em uma ofensiva de grande escala em Donbass, o nível de aprovação dos políticos ucranianos cairia em poucos dias, pois em dias estaria bem claro que o exército ucraniano não atingiria êxito nesta operação", ressaltou Gulevich, acrescentando que em vez disso, as forças ucranianas podem drasticamente agravar a situação em Donbass.

O conflito em Donbass começou em 2014, quando as autoridades ucranianas lançaram uma operação militar contra as repúblicas populares de Donetsk e Lugansk que se recusaram a reconhecer o novo governo em Kiev, que chegou ao poder depois do que consideraram um golpe.

Em fevereiro de 2015, as partes em conflito assinaram os acordos de paz de Minsk para acabar com os combates na região, mas a situação permaneceu tensa, com as duas partes acusando-se mutuamente de violações do cessar-fogo.


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