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Novo corte na verba do PROSUB preocupa Comando da Marinha do Brasil

O Comandante da Marinha, almirante de esquadra Eduardo Leal Ferreira, está seriamente preocupado com as consequências negativas de um novo e importante corte nos recursos do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB), previstos para o orçamento de 2019.
Por Roberto Lopes e Alexandre Galante | Poder Naval

O Programa, cujos termos foram ajustados em 2009, estabelece a produção, no complexo industrial naval de Itaguaí (RJ), de quatro submarinos de ataque convencionais (propulsão diesel-elétrica) da classe Scorpène, e a assistência técnica francesa para a construção do primeiro submarino nuclear brasileiro.

O primeiro submarino convencional, batizado Riachuelo, deve ser lançado ao mar na manhã da quarta-feira 12 de dezembro.

Em novembro de 2016, reunido com lideranças da Base Industrial de Defesa, em São Paulo, o então ministro da Defesa, Raul Jungmann, estimou o valor total do investimento brasileiro no PROSUB em 30 bilhões de Reais.

O Poder Naval não teve acesso aos valores da reduçã…

Autoridades de Portugal tentam salvar Açores de contaminação provocada por base americana

O parlamento português deve votar, no próximo dia 23, cinco projetos de resolução que recomendam ao governo ações imediatas para solucionar o problema causado pela atividade da Base das Lajes, na Ilha Terceira, arquipélago dos Açores.


Caroline Ribeiro | Sputnik

O centro da Força Aérea norte-americana é apontado como responsável pela contaminação da área com substâncias tóxicas.


Aviões da Força Aérea dos EUA na Base das Lajes, nos Açores (foto de arquivo)
Base das Lajes, Açores, Portugal © AFP 2018/ JOSE ANTONIO RODRIGUES

As medidas propostas pelos partidos já passaram pela comissão do parlamento específica para assuntos de meio ambiente. O presidente da comissão, deputado Pedro Soares, explica que "tem havido reconhecimento, por parte das autoridades dos Estados Unidos, sobre o problema, mas não tem havido ainda uma resposta afirmativa e concludente sobre a necessidade de se avançar com um processo de descontaminação".

De acordo com o professor António Félix Rodrigues, da Universidade dos Açores, a contaminação "atinge o solo de algumas áreas residenciais, parte do aquífero basal da zona leste da ilha e já contaminou pelos menos dois furos de captação da água da cidade próxima da base, bem como os poços de várias habitações". As substâncias poluentes identificadas até agora são vários hidrocarbonetos e metais pesados, como chumbo, zinco e cobre.

A presença destes tóxicos tem sido associada a um aumento do número de casos de câncer na ilha. O professor explica que são substâncias que podem entrar no organismo através da respiração, do contato com a pele e por via oral. Ainda de acordo com Félix Rodrigues, a contaminação do solo e aquífero da ilha "ocorreu por acidente em alguns casos, por aterro intencional de substâncias perigosas, por atividades relacionadas com treinos militares, por atividades industriais norte-americanas de caráter comercial e, em outros casos, por incompetência técnica".

O presidente da comissão do meio ambiente do parlamento é claro sobre a urgência de uma solução. "No caso de as autoridades norte-americanas não se disponibilizarem a curto prazo para enfrentar o processo de descontaminação, que sejam as autoridades portuguesas a fazê-lo, sem prejuízo de virem a reclamar o ressarcimento das despesas às autoridades americanas. O que não podemos é ficar impotentes perante uma situação que é grave em termos ambientais, sociais e econômicos", afirma o deputado Pedro Soares.


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