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Marinha do Brasil simula resgate de civis em área de conflito ou desastre natural (VÍDEO)

A Marinha do Brasil realizou entre os dias 6 e 14 de novembro a Operação Atlântico, na praia de Itaoca, no Espírito Santo. A simulação deste ano treinou os oficiais para casos em que houvesse resgate de civis em uma área de conflito armado ou que foram alvos de desastres naturais.
Sputnik

Era por volta de 5h40 do dia 10 de novembro, um sábado, ainda estava amanhecendo, quando o Almirante Paulo Martinho Zucaro, Comandante da Força de Fuzileiros da Esquadra, olhou e disse para a reportagem da Sputnik Brasil: "É guerra".


A declaração foi dada para explicar os motivos de se realizar um treinamento deste porte mesmo em condições extremamente desfavoráveis. A chuva era forte, as ondas na beira da praia atingiam 1,5 metros e os ventos chegaram a 20 km/h. O nível de dificuldade preocupava o alto comando, mas não foi um problema para os fuzileiros e marinheiros.

Antes do amanhecer, sete Carros Lagarta Anfíbios (CLAnf) chegaram à praia e deram início ao desembarque. Após eles chegarem foi…

Como é possível prevenir ataque dos EUA contra Damasco? Analista explica

A Rússia apelou para que os EUA abandonem os "planos irresponsáveis" quanto à Síria. Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, especialista Boris Dolgov comentou a situação.


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Moscou apela novamente para que Washington abandone os "planos irresponsáveis" em relação à Síria, que podem provocar um agravamento irreversível da situação, lê-se no anúncio da embaixada russa nos EUA.


Fumaça em Ghouta Oriental
Fumaça em Ghouta Oriental © AFP 2018/ Ammar Suleiman

"Poucos dias atrás, alertamos Washington da tentação de utilizar na Síria, perante as provocações regulares de militantes, o uso de armas químicas contra civis para realizar ataques contra Damasco. As ameaças da representante dos EUA na ONU [Nikki Haley] de realizar tais ações, bem como o aumento da pressão por parte da mídia ocidental devem, pelo visto, fazer com que o público aceite sua inevitabilidade", assinalou a embaixada, acrescentando que não está claro quem Washington apoia em Ghouta Oriental.

De acordo com diplomatas russas, é a Frente al-Nusra (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países) que controla toda a "resistência", que por anos continua atacando zonas residenciais da capital do país, incluindo as instalações diplomáticas russas.

"Estamos mais uma vez pedindo a Washington para abandonar declarações e planos irresponsáveis que podem levar a uma escalada irreversível do conflito. Enquanto isso, não será possível desviar nossa atenção da Síria por meio do 'caso britânico'. A Síria continua permanecendo no foco da diplomacia russa", frisou a embaixada.

Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, especialista em ciências políticas, Boris Dolgov explicou como é possível impedir os EUA de realizar ataque contra Damasco.

"Não se sabe se os EUA ouvirão ou não a advertência da embaixada russa. Estes já aplicaram tal tipo de interferência militar, ao realizar ataque com mísseis de cruzeiro contra a base síria militar, acusando Damasco no alegado uso das armas químicas", explicou o especialista, adicionando que todas as acusações de Washington eram absurdas e completamente infundadas.

"Contudo, […] EUA se acham uma potência hegemônica no palco internacional e um país a quem cabe decidir o que fazer e que métodos aplicar para resolver conflitos a seu favor. O interesse dos EUA na Síria é a eliminação do regime de Bashar Assad", assinalou.

"Em minha opinião, a interferência militar na Síria pode ser impedida por anúncios de diplomatas russos, bem como por anúncios já declarados por parte dos militares russos que prometeram responder em caso da ameaça à vida de pessoas", concluiu Boris Dolgov.

Nesta terça-feira (13), o chefe do Estado-Maior General da Rússia, general do exército Valery Gerasimov declarou que o Ministério da Defesa da Rússia está pronto para tomar medidas de retaliação contra um possível ataque de mísseis dos EUA a Damasco se os militares russos forem ameaçados.

"Em caso de ameaça à vida de nossos militares, as Forças Armadas da Federação da Rússia vão aplicar medidas de retaliação, tanto contra mísseis, como contra os portadores que vão usá-los", assinalou Gerasimov.

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