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Estratégia de defesa antimísseis dos EUA: Coreia do Norte é 'ameaça extraordinária'

O presidente dos EUA, Donald Trump, deve anunciar uma estratégia de defesa antimísseis renovada nesta quinta-feira, na qual A Coreia do Norte é classificada como uma "ameaça extraordinária".
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O fato ocorre mesmo sete meses depois do presidente norte-americano declarar que o risco nuclear de Pyongyang foi eliminado.


"Apesar de um possível novo caminho para a paz com a Coreia do Norte agora existir, o país continua a representar uma ameaça extraordinária e os Estados Unidos devem permanecer vigilantes", adverte o relatório, 2019 Missile Defence Review, em seu resumo executivo.

Além da Coreia do Norte, o documento destaca as preocupações sobre o avanço das capacidades da do Irã, da Rússia e da China.

"As capacidades de mísseis dos adversários dos EUA, como Coreia do Norte e Irã, continuam a desempenhar um papel significativo na estratégia de defesa dos EUA", disse o secretário de Defesa dos EUA, Patrick Shanahan, durante a apresentação do relatório.

Como é possível prevenir ataque dos EUA contra Damasco? Analista explica

A Rússia apelou para que os EUA abandonem os "planos irresponsáveis" quanto à Síria. Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, especialista Boris Dolgov comentou a situação.


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Moscou apela novamente para que Washington abandone os "planos irresponsáveis" em relação à Síria, que podem provocar um agravamento irreversível da situação, lê-se no anúncio da embaixada russa nos EUA.


Fumaça em Ghouta Oriental
Fumaça em Ghouta Oriental © AFP 2018/ Ammar Suleiman

"Poucos dias atrás, alertamos Washington da tentação de utilizar na Síria, perante as provocações regulares de militantes, o uso de armas químicas contra civis para realizar ataques contra Damasco. As ameaças da representante dos EUA na ONU [Nikki Haley] de realizar tais ações, bem como o aumento da pressão por parte da mídia ocidental devem, pelo visto, fazer com que o público aceite sua inevitabilidade", assinalou a embaixada, acrescentando que não está claro quem Washington apoia em Ghouta Oriental.

De acordo com diplomatas russas, é a Frente al-Nusra (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países) que controla toda a "resistência", que por anos continua atacando zonas residenciais da capital do país, incluindo as instalações diplomáticas russas.

"Estamos mais uma vez pedindo a Washington para abandonar declarações e planos irresponsáveis que podem levar a uma escalada irreversível do conflito. Enquanto isso, não será possível desviar nossa atenção da Síria por meio do 'caso britânico'. A Síria continua permanecendo no foco da diplomacia russa", frisou a embaixada.

Em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, especialista em ciências políticas, Boris Dolgov explicou como é possível impedir os EUA de realizar ataque contra Damasco.

"Não se sabe se os EUA ouvirão ou não a advertência da embaixada russa. Estes já aplicaram tal tipo de interferência militar, ao realizar ataque com mísseis de cruzeiro contra a base síria militar, acusando Damasco no alegado uso das armas químicas", explicou o especialista, adicionando que todas as acusações de Washington eram absurdas e completamente infundadas.

"Contudo, […] EUA se acham uma potência hegemônica no palco internacional e um país a quem cabe decidir o que fazer e que métodos aplicar para resolver conflitos a seu favor. O interesse dos EUA na Síria é a eliminação do regime de Bashar Assad", assinalou.

"Em minha opinião, a interferência militar na Síria pode ser impedida por anúncios de diplomatas russos, bem como por anúncios já declarados por parte dos militares russos que prometeram responder em caso da ameaça à vida de pessoas", concluiu Boris Dolgov.

Nesta terça-feira (13), o chefe do Estado-Maior General da Rússia, general do exército Valery Gerasimov declarou que o Ministério da Defesa da Rússia está pronto para tomar medidas de retaliação contra um possível ataque de mísseis dos EUA a Damasco se os militares russos forem ameaçados.

"Em caso de ameaça à vida de nossos militares, as Forças Armadas da Federação da Rússia vão aplicar medidas de retaliação, tanto contra mísseis, como contra os portadores que vão usá-los", assinalou Gerasimov.

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