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EUA podem dobrar contingente militar na América do Sul, diz chefe da inteligência russa

Os EUA podem aumentar seu contingente militar na América Central e do Sul de 20 mil para 40 mil homens, disse o vice-almirante Igor Kostyukov, chefe do Departamento Central de Inteligência (GRU, sigla em russo), do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia.
Sputnik

"Embora na América Latina não haja ameaça militar direta para a segurança dos EUA, Washington tem uma presença militar significativa [na região]. O Comando Conjunto das Forças Armadas dos EUA implantou na América Central e do Sul um contingente de 20 mil militares. No período de ameaças este pode aumentar para 40 mil militares", explicou Kostyukov.


De acordo com ele, os EUA podem provocar uma "revolução colorida" na Nicarágua e Cuba.

"As tecnologias de 'revolução colorida' testadas na Venezuela podem vir a ser usadas em breve na Nicarágua e em Cuba", disse ele.

Segundo Kostyukov, os EUA estão tentando estabelecer o controle total sobre a América Latina.

"A Administração dos EUA considera…

Damasco condena ‘ocupação turca’ de Afrin e exige retirada imediata

Tropas da Turquia ocuparam cidade em ofensiva contra milícia curda YPG


G1

O regime sírio condenou nesta segunda-feira (19) a "ocupação turca" da cidade de Afrin, exigindo a "retirada imediata" das tropas de Ancara presentes na Síria, segundo o ministério das Relações Exteriores citado pela agência oficial Sana.

Rebeldes do Exército Livre da Síria, apoiados pelas tropas turcas, são vistos nesta segunda-feira (19) em Afrin (Foto: Khalil Ashawi/Reuters)
Rebeldes do Exército Livre da Síria, apoiados pelas tropas turcas, são vistos nesta segunda-feira (19) em Afrin (Foto: Khalil Ashawi/Reuters)

As tropas turcas e os rebeldes sírios aliados conquistaram no domingo a grande cidade de Afrin e o presidente turco Recep Tayyip Erdogan prometeu expandir a ofensiva para outros territórios curdos no norte da Síria.

"A Síria condena a ocupação turca em Afrin e seus crimes e exige a retirada imediata das forças invasoras dos territórios sírios que ocupam", indica uma carta enviada ao secretário-geral da ONU e ao presidente do Conselho Conselho de Segurança, citado por Sana.

Em 20 de janeiro, a Turquia lançou, com a ajuda de rebeldes sírios, uma ofensiva no território de Afrin, situado em sua fronteira. O objetivo é expulsar da fronteira a milícia curda Unidades de Proteção Popular (YPG), considerada um grupo "terrorista" por Ancara, mas vista como uma aliada por Washington na luta contra os extremistas do Estado Islâmico na Síria.

A Turquia acusa as YPG de terem vínculos com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), a organização armada dos curdos turcos que fazia uma guerra de guerrilhas.

A administração semi-autônoma curda exigiu a intervenção do regime de Damasco e a implantação do seu exército na fronteira para proteger o enclave de Afrin contra a ofensiva de Ancara. O regime, que condenou em várias ocasiões a "agressão" turca, nunca respondeu a este apelo e enviou apenas um número limitado de combatentes pró-regime para apoiar os combatentes curdos.

Ancara nunca escondeu sua hostilidade à autonomia de fato adquirida pelos curdos da Síria nos vastos territórios perto da fronteira turca.

Cruz Vermelha cobra acesso

O avanço das forças pró-turcas e seus aliados levou a um êxodo em massa de civis nos últimos dias e aumentou o medo de um novo drama humanitário em um país devastado por uma guerra que deixou mais de 350 mil mortos e milhões de deslocados e refugiados desde 2011.

O presidente do Comitê Internacional da Cruz Vermelha solicitou nesta segunda um acesso humanitário a Afrin para levar ajuda.

"Agora, com os combates, temos um grande número de pessoas deslocadas (...) Portanto, temos que encontrar a melhor maneira de alcançar essa população no decorrer dos próximos dias e semanas, e espero que seja possível" declarou Peter Maurer à imprensa em Genebra.

Suprimentos e recursos financeiros

A Organização das Nações Unidas (ONU) fez um apelo nesta segunda por suprimentos urgentes e recursos financeiros para ajudar os sírios apanhados em zonas de guerra, dizendo que eles estão "cansados, com fome, traumatizados e com medo".

"A ONU na Síria está pedindo urgentemente ajuda para conter a situação catastrófica para dezenas de milhares de pessoas de Guta Oriental e Afrin", disse o departamento humanitário da ONU em Damasco em um comunicado.

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