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Chefe da ONU diz que é essencial evitar escalada de tensões no Irã

O chefe da Organização das Nações Unidas (ONU), Antonio Guterres, alertou neste domingo que é essencial evitar “qualquer forma de escalada” das tensões no Golfo, em meio a temores de um conflito após a derrubada de um drone norte-americano pelo Irã na semana passada.
Por Catarina Demony | Reuters

LISBOA (Reuters) - “O mundo não pode permitir um grande confronto no Golfo”, disse Guterres, nos bastidores da Conferência Mundial de Ministros Responsáveis pela Juventude, em Lisboa . “Todos devem manter nervos de aço.”

Na quinta-feira, um míssil iraniano destruiu um drone de vigilância dos EUA, em um incidente que o governo norte-americano disse que aconteceu no espaço aéreo internacional.

Trump disse mais tarde que ordenou o cancelamento de um ataque militar em retaliação pela ação que poderia ter resultado em 150 mortes.

Teerã repetiu no sábado que o drone foi abatido sobre seu território e disse que responderia com firmeza a qualquer ameaça dos EUA.

Os comentários de Guterres vêm um dia depois…

Damasco se prepara para contra-atacar EUA, diz analista

O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman Al Saud, em visita oficial à Casa Branca, encontrou-se com o presidente Donald Trump na última terça-feira (20). Especialistas árabes acreditam que esse encontro possa vir a influenciar situação da Síria e de todo o Oriente Médio.


Sputnik

O cientista político Salem Zahran afirmou à Sputnik Árabe que são esperados dois possíveis ataques a Damasco.


Homens armados das tropas governamentais em caminhões no leste de Deir ez-Zor, Síria
Tropas sírias em Deir ez-Zor © AP Photo/ Sem credenciais

Zahran disse que visitou recentemente Damasco e se encontrou várias vezes com autoridades sírias. Segundo ele, pode-se afirmar que Damasco está se preparando para contra-atacar.

De acordo com o especialista libanês, pessoas comuns de Damasco não estão atentas às inúmeras ameaças dos EUA, a vida segue de modo habitual. No entanto, na esfera oficial, autoridades e militares consideram duas opções principais para o ataque à Síria.

"Em primeiro lugar, pode ser um ataque com mísseis em decorrência do encontro do príncipe árabe com o presidente norte-americano. Depois do último encontro, a base aérea síria de Shayrat foi atingida. Nesse caso, a resposta da Síria não será dirigida contra o Daesh ou contra a Frente al-Nusra, mas será direcionada para as bases americanas no território da Síria. Elas já estão marcadas nos mapas como possíveis alvos para o contra-ataque", explica o especialista.

"Em segundo lugar, as autoridades sírias esperam uma intensificação da guerra psicológica e de informação para intimidar a Síria. A presença de Bashar Assad em Ghouta Oriental foi um aviso de tal ataque", acrescentou.

Em relação a um possível ataque de Israel, o especialista comentou que o país participaria da guerra sob três condições: se os EUA liderarem a campanha militar, se outros países da OTAN participarem ou se alguns países árabes apoiarem oficialmente o ataque.

"Não acredito que Israel inicie uma guerra por conta própria", reforçou Salem Zahran.

Finalizando, o especialista destacou a importância de Moscou no confronto.

"Hoje a Rússia escreve a história, devolvendo o equilíbrio à arena política. A unipolaridade americana está ficando no passado", destacou.


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