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Análise: Brasil poderia se tornar 'vigilante' dos EUA na América Latina

O presidente norte-americano, Donald Trump, referiu a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN. O analista russo Pavel Feldman avaliou a possibilidade de entrada do Brasil na aliança, bem como que papel poderia desempenhar o Brasil no conflito na Venezuela.
Sputnik

Durante a visita oficial do presidente do Brasil Jair Bolsonaro aos EUA, foram discutidos os assuntos internacionais mais importantes, entre eles a cooperação bilateral entre os EUA e o Brasil e a situação na Venezuela.


Uma das declarações mais sensacionais foi a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN, referida pelo presidente dos EUA Donald Trump.

O vice-diretor do Instituto de Estudos Estratégicos e Prognósticos da Universidade Russa da Amizade dos Povos, Pavel Feldman, revelou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que os EUA são apenas um dos países da OTAN, há outros países cuja opinião deveria ser levada em conta nesse assunto.

Segundo ele, se o Brasil aderir à OTAN ele vai desempenhar o papel de vigilante d…

Exército sírio avança em reduto rebelde, em meio a fuga de milhares de civis

Segundo monitores, 14 dias de conflito em Ghouta deixaram mais de 650 mortos


Folha de S.Paulo


BEIRUTE - O ditador sírio, Bashar al-Assad, afirmou neste domingo (4) que a operação militar contra Ghouta Oriental continuará e que, paralelamente, os civis terão permissão para deixar o bastião rebelde, próximo a Damasco.

Soldados sírios comemoram captura da cidade de Nashabiyeh, no reduto rebelde de Ghouta Oriental - Ammar Safarjalani/Xinhua

A declaração desafia o cessar-fogo humanitário pedido pela Rússia entre as 9h e 14h diariamente, que os EUA qualificaram de “uma piada”.

Segundo monitores da guerra, os ataques em Ghouta já deixaram 659 mortos desde 18 de fevereiro, fazendo desta uma das mais letais ofensivas da guerra síria.

“Não há contradição entre uma trégua e as operações de combate. O progresso alcançado ontem e no dia anterior [sábado e sexta] em Ghouta pelo Exército sírio foi feito durante a trégua”, disse Assad.  
“Portanto, devemos continuar com a operação ao mesmo tempo em que abrimos caminho para que os civis fujam.”

Nos últimos dois dias, milhares de civis fugiram do avanço das forças sírias em Ghouta. Segundo um comandante da aliança, as tropas precisam avançar apenas mais alguns quilômetros para dividir o encrave em dois.

“Mais três quilômetros e pouco, e eles vão cortar Ghouta Oriental em dois”, afirmou um comandante pró-Assad.

De acordo com o Observatório Sírio de Direitos Humanos, forças do governo capturaram um quarto de Ghouta na ofensiva terrestre que começou em 27 de fevereiro, apoiada por bombardeios aéreos e de artilharia.

Um dos principais grupos rebeldes na área, Jaish al-Islam, afirmou que a “política de terra devastada” forçou rebeldes a recuar e reagrupar.

O organismo humanitário da ONU disse que 400 mil pessoas estão sob submetidas a uma “punição coletiva” ilegal sob a Convenção de Genebra.

“Em vez de uma trégua muito esperada, continuamos a ver mais combates, mais mortes e mais relatos perturbadores de fome e de hospitais sendo bombardeados. Essa punição coletiva de civis é simplesmente inaceitável”, afirmou Panos Moumtzis, coordenador humanitário regional da ONU.

A ONU afirmou ter recebido autorização para a entrada de um comboio de 46 caminhões em Douma na segunda-feira (5), levando suprimentos médicos e nutricionais para 27.500 pessoas. Uma segunda visita está prevista para a terça.

O observatório estimou que entre 300 e 400 famílias fugiram das áreas alcançadas pelas forças do governo desde sábado, especialmente da cidade de Douma.

Com a guerra entrando em seu oitavo ano, a captura de Ghouta seria uma vitória para Assad, que tem recuperado controle de áreas rebeldes com apoio militar da Rússia e do Irã.

Neste ano, a guerra escalou para diversas frentes, com o colapso do Estado Islâmico dando lugar a outros conflitos entre atores sírios e internacionais.

No norte sírio, a Turquia tem avançado contra a milícia turca YPG, em uma operação que ameaça cercar a cidade de Afrin, onde 1 milhão de pessoas vive.

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