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Pentágono nega que avião russo tenha 'expulsado' bombardeiro americano do Báltico

O Pentágono não concorda que o bombardeiro estratégico norte-americano B-52H tenha sido expulso por um caça russo Su-27 sobre o mar Báltico, comunicou à Sputnik o representante da entidade militar americana Eric Pahon.
Sputnik

"O avião da Força Aérea dos EUA B-52H realizava operações rotineiras no espaço aéreo internacional segundo o princípio da liberdade de navegação e de voo. Em 20 de março, o B-52H teve um encontro ordinário com um Su-27 russo que efetuava operações sobre o mar Báltico", esclareceu o porta-voz do Pentágono.

Pahon acrescentou que o Su-27 não expulsou o B-52H, que conseguiu completar a sua missão.

Na véspera, o Ministério da Defesa da Rússia publicou um vídeo de caças russos escoltando um bombardeiro estratégico americano Boeing B-52H sobre as águas neutras do mar Báltico. Segundo o comunicado, dois caças Su-27 levantaram voo para identificar e acompanhar a aeronave dos EUA.

De acordo com o Ministério, após o B-52H ter mudado de trajetória, distanciando-se da f…

General dos EUA admite: não sabemos como sauditas usam nossas armas no Iêmen

O general do Exército dos Estados Unidos, Joseph Votel, admitiu que o país não monitora como as armas que fornece à Arábia Saudita são usadas no Iêmen. Mais de 10 mil civis iemenitas morreram no conflito desde 2015.


Sputnik

Durante uma audiência do Comitê de Serviços Armados do Senado na terça-feira, a senadora Elizabeth Warren perguntou à Votel, chefe do Comando Central dos EUA (Centcom), se a unidade segue o propósito das missões sauditas que reabastece no Iêmen.

"Não", disse Votel.


Um menino olha para a câmera enquanto se senta nos destroços de uma casa destruída por um ataque aéreo liderado pelos sauditas nos arredores de Sanaa, Iêmen.
Menino sobre destroços no Iêmen © REUTERS/ Mohamed al-Sayagh

Warren chamou a atenção para a recente onda de vítimas civis no Iêmen como resultado de ataques aéreos sauditas contra a região. Ela perguntou se a Centcom é capaz de verificar se os combustíveis ou munições dos EUA eram usados como parte dos ataques sauditas que mataram civis.

"Eu não acredito que somos [capazes]", disse Votel.

Desde 2015, os EUA apoiaram forças sauditas com inteligência, munições e reabastecimento e tem sido um importante fornecedor de armas para a Arábia Saudita e seus aliados no conflito.

A partir de outubro de 2017, os EUA forneceram mais de 80 milhões de quilos de combustível e reabasteceram mais de 10.400 embarcações na região do Iêmen, de acordo com o site Military.com.

Em uma pergunta subsequente, Votel disse ao senador Mazie Hirono: "Nós não somos partes desse conflito [no Iêmen]".

Pelo menos 10.000 civis iemenitas morreram e o país está passando por uma fome devastadora e uma epidemia de cólera, segundo a organização não-governamental Oxfam. Além disso, a ONU diz que há 22 milhões de pessoas que precisam de assistência humanitária.

O conflito do Iêmen envolve o grupo rebelde xiita Zaidi, conhecido como Houthis, contra uma coalizão de forças sunitas liderada pela Arábia Saudita e forças leais ao ex-presidente apoiado pelos sauditas, Abdu Rabbu Mansour Hadi, que foi expulso em 2014 pelos Houthis.

Houve uma crescente oposição do Congresso ao papel dos EUA na guerra civil do Iêmen. Duas semanas atrás, os senadores Bernie Sanders, Mike e Chris Murphy apresentaram uma resolução conjunta bipartidária que exige a remoção das Forças Armadas americanas no Iêmen.

O Brasil é outro país que fornece armas aos sauditas e, segundo organizações internacionais, tais armas também estão sendo usadas contra iemenitas.

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