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Prestes a 'ganhar' território do tamanho da Arábia Saudita, Brasil carece de recursos para defesa

A ONU deve ratificar no próximo mês, o pleito brasileiro em estender sua faixa de águas jurisdicionais em pelo menos 2,1 milhões de km², uma área equivalente à extensão da Arábia Saudita. Para especialista ouvido pela Sputnik Brasil, movimento precisa vir acompanhado de modernização da Marinha.
Sputnik

Como a Sputnik Brasil mostrou em maio, a demanda já dura há pelo menos 30 anos e tem relação com medições técnicas sobre o ponto onde termina o Brasil continental e até onde é lícito explorar as águas do entorno. O mar territorial brasileiro têm atualmente cerca de 12 milhas náuticas (22 quilômetros) na faixa de água e uma zona econômica exclusiva de 200 milhas náuticas (370 quilômetros). Na parte de solo e sub-solo, área na qual o Brasil pleiteia a extensão, há um limite de mais 200 milhas regulamentadas.

Responsável pela proteção da área oceânica, a Marinha brasileira vem desenvolvendo pesquisas na região desde 2004. Os militares já identificaram potencial possibilidade de exploração de …

Incidentes entre Gaza e Israel deixam 7 palestinos mortos e 500 feridos

Os incidentes e enfrentamentos registrados na fronteira entre a Faixa de Gaza e Israel na manhã desta sexta-feira, no protesto denominado Grande Marcha do Retorno, convocado pelo Hamas por ocasião do Dia da Terra, resultaram na morte de sete palestinos e deixaram outros 500 feridos.


EFE

Cidade de Gaza - Cerca de 17 mil pessoas se aproximaram da cerca divisória em pontos da Faixa de Gaza, e o exército israelense respondeu com bombas de gás lacrimogêneo e outros meios de dispersão, e também com munição real contra os que se aproximam da cerca além do permitido.


Palestinos transportam uma das vítimas dos enfrentamentos desta sexta-feira (30). EFE/Mohammed Saber
Palestinos transportam uma das vítimas dos enfrentamentos desta sexta-feira (30). EFE/Mohammed Saber

Segundo confirmou à Agência Efe o porta-voz do Ministério da Saúde do Hamas em Gaza, Ashraf al Qedra, soldados israelenses atiraram durante a manhã contra dois camponeses que transitavam em suas terras perto da fronteira no sudeste da cidade de Khan Yunis, sendo que um deles, de 27 anos, morreu e o outro ficou ferido.

Mais tarde, após o início das manifestações que reuniram milhares de pessoas que seguiram a pé rumo a seis pontos da fronteira, outros seis palestinos morreram e por volta de 500 ficaram feridos por fogo israelense em confrontos violentos, de acordo com Qedra.

Segundo relataram à Efe algumas testemunhas, vários jovens palestinos atiraram pedras contra soldados israelenses, que responderam com gás lacrimogêneo para dispersar os milhares de homens, mulheres e crianças que compareceram a seis pontos da divisa com bandeiras palestinas em resposta ao chamado do movimento Hamas para uma participação maciça nas marchas de hoje.

O evento de protesto coincide com o Dia da Terra, no qual os palestinos lembram a morte de seis árabes-israelenses na Galileia, no norte de Israel, em 1976 em protestos contra o confisco de terras.

O movimento islamita Hamas pediu à população de Gaza que fizesse um protesto sentado e com acampamentos até 15 de maio, dia da Nakba (Catástrofe), no qual os palestinos lembram o êxodo provocado pela criação de Israel em 1948.

O exército israelense afirmou em comunicado que "17 mil palestinos se manifestam violentamente em cinco localidades diferentes da Faixa de Gaza. Os manifestantes estão atirando pneus incendiados, coquetéis molotov e pedras contra a cerca de segurança", enquanto as tropas do exército "respondem com meios de dispersão e atirando contra os principais instigadores".

"Com um reforço em suas tropas, o exército israelense está preparado para responder às manifestações violentas programadas em toda a Faixa de Gaza, se for necessário" diz a nota, na qual as forças israelenses acrescentaram que "a organização terrorista Hamas põe em risco as vidas das pessoas de Gaza e as utiliza par camuflar suas atividades terroristas".

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