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EUA ameaçam Turquia com sanções em caso de compra dos sistemas S-400 da Rússia

Em dezembro 2017, Rússia e Turquia assinaram um acordo de empréstimo para o fornecimento de sistemas de mísseis de defesa aérea S-400 russos para a Turquia.
Sputnik

O assessor do secretário de Estado dos EUA, Wess Mitchell, declarou nesta quarta-feira (18), durante uma audiência na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes dos EUA, que a Turquia pode receber sanções após a compra dos sistemas de defesa russos S-400.


"Ancara confirma que concordou em comprar os sistemas de mísseis russos S-400, o que pode potencialmente levar a sanções no âmbito do artigo 231 da Lei de Contenção de Adversários da América Através de Sanções [CAATSA] e influencia negativamente sobre a participação no programa dos F-35 [caças de 5ª geração]", disse o representante do Departamento de Estado na audiência sobre a política dos EUA no Oriente Médio.

Em dezembro do ano passado, os representantes russos e turcos assinaram um acordo de crédito para fornecimento de sistemas S-400. Segundo …

Ministério da Defesa russo: EUA impedem Damasco de recuperar territórios no leste da Síria

Os destacamentos do exército norte-americano que estão no leste da província síria de Deir ez-Zor impedem que as autoridades sírias recuperam estas terras, declarou o Ministério da Defesa da Rússia.


Sputnik

"Uma direção importante do trabalho das autoridades sírias é devolver às pessoas as áreas orientais da província de Deir ez-Zor que são controladas por grupos pró-americanos das assim chamadas Forças Democráticas da Síria (FDS). Os destacamentos do exército dos EUA que estão na área reagem à recuperação por parte das instituições governamentais sírias", diz o comunicado do ministério russo.


Militante das FDS perto de deir ez-Zor, foto de arquivo
Militante das FDS com veículo norte-americano em Deir ez-Zor © REUTERS/ Rodi Said

Como destacou a entidade militar russa, os sírios não podem voltar à margem oriental do rio Eufrates devido a ausência de passagens, destruídas pela coalizão liderada pelos EUA.

Para além disso, o Ministério da Defesa russo acusou os EUA de terem impedido a entrada de organizações humanitárias e missões da ONU em Raqqa para avaliar escala da catástrofe humanitária.

"Debaixo dos destroços estão milhares de corpos de civis e militantes mortos nos bombardeiros da coalizão dos EUA. Os corpos não foram retirados e estão em estado de decomposição. Na cidade foram registrados surtos de doenças infeciosas que, com chegada do calor, podem resultar em epidemias", sublinharam no Ministério da Defesa.

Mais cedo o representante oficial do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov, havia declarado que as áreas da Síria controlados pela coalizão dos EUA e destacamentos de grupos armados chefiados por esta, estão em difícil situação humanitária enquanto os próprios bairros viraram "buracos negros", cujo estado "não é de maneira nenhuma transparente nem para o governo sírio, nem para os observadores estrangeiros".


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