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Análise: Brasil poderia se tornar 'vigilante' dos EUA na América Latina

O presidente norte-americano, Donald Trump, referiu a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN. O analista russo Pavel Feldman avaliou a possibilidade de entrada do Brasil na aliança, bem como que papel poderia desempenhar o Brasil no conflito na Venezuela.
Sputnik

Durante a visita oficial do presidente do Brasil Jair Bolsonaro aos EUA, foram discutidos os assuntos internacionais mais importantes, entre eles a cooperação bilateral entre os EUA e o Brasil e a situação na Venezuela.


Uma das declarações mais sensacionais foi a possibilidade de entrada do Brasil na OTAN, referida pelo presidente dos EUA Donald Trump.

O vice-diretor do Instituto de Estudos Estratégicos e Prognósticos da Universidade Russa da Amizade dos Povos, Pavel Feldman, revelou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que os EUA são apenas um dos países da OTAN, há outros países cuja opinião deveria ser levada em conta nesse assunto.

Segundo ele, se o Brasil aderir à OTAN ele vai desempenhar o papel de vigilante d…

Ministro francês viaja para o Irã para tentar salvar acordo nuclear

O ministro francês de Relações Exteriores, Jean-Yves Le Drian, viaja na segunda-feira para Teerã com o propósito de salvar o acordo nuclear com o Irã, posto em dúvida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e obter garantias suplementares em seu programa balístico e no envolvimento na região.


EFE

Segundo informou neste domingo o Ministério de Relações Exteriores, Le Drian se reunirá com seu colega iraniano, Mohammad Javad Zarif; com o presidente do Parlamento, Ali Larijani, e com o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Shamkhani.


O ministro de Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian. EPA/Sergei Chirikov
O ministro de Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian. EPA/Sergei Chirikov

Paris está decidido a salvar o acordo assinado pela comunidade internacional e Teerã em 14 de julho de 2015, considera que o Irã está cumprindo com seus compromissos e que há "firmes garantias contra o risco de desvio do programa nuclear iraniano para fins militares".

Mas Le Drian é consciente que necessita obter algo do Irã para poder convencer Trump das partes boas do acordo.

Por isso, em sua pasta o ministro enfrenta outros dois problemas de negociação.

O primeiro se refere ao programa balístico iraniano que a França considera "uma fonte importante de preocupação" ao se contrapor à resolução 2231 do Conselho de Segurança da ONU, o que lhe transforma em "um fator de desestabilização na região".

Em particular, no equilíbrio com Israel, mas também com as monarquias do Golfo, indicam fontes diplomáticas francesas.

Teerã está testando mísseis capazes de alcançar 5 mil quilômetros, algo que Paris considera desnecessário para ter o equilíbrio balístico com Israel.

Paris também expressou preocupação pela transferência de mísseis iranianos e a assistência desse país a "entidades não estatais da região", em uma alusão ao grupo Hezbollah.

A França considera que "a ação regional do Irã traz consequências desestabilizadoras na região" e Le Drian tratará de convencer seu homólogo sobre a necessidade de Teerã "contribuir positivamente à resolução dos problemas do Oriente Médio respeitando a soberania dos Estados".

O ministro deve se referir à presença do Irã na Síria, em particular à urgência humanitária que há nesse país, mas também a "outros conflitos regionais nos quais o Irã está envolvido", como o Iêmen, Líbano e Iraque.

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