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Chefe da ONU diz que é essencial evitar escalada de tensões no Irã

O chefe da Organização das Nações Unidas (ONU), Antonio Guterres, alertou neste domingo que é essencial evitar “qualquer forma de escalada” das tensões no Golfo, em meio a temores de um conflito após a derrubada de um drone norte-americano pelo Irã na semana passada.
Por Catarina Demony | Reuters

LISBOA (Reuters) - “O mundo não pode permitir um grande confronto no Golfo”, disse Guterres, nos bastidores da Conferência Mundial de Ministros Responsáveis pela Juventude, em Lisboa . “Todos devem manter nervos de aço.”

Na quinta-feira, um míssil iraniano destruiu um drone de vigilância dos EUA, em um incidente que o governo norte-americano disse que aconteceu no espaço aéreo internacional.

Trump disse mais tarde que ordenou o cancelamento de um ataque militar em retaliação pela ação que poderia ter resultado em 150 mortes.

Teerã repetiu no sábado que o drone foi abatido sobre seu território e disse que responderia com firmeza a qualquer ameaça dos EUA.

Os comentários de Guterres vêm um dia depois…

O Irã adverte os EUA para não tomar decisões "insensatas" sobre a Síria

Após as conjecturas sobre possíveis preparativos para um ataque militar contra a Síria pelo governo do presidente dos EUA, Donald Trump, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Bahram Qassemi, alertou a Washington de não tomar decisões "insensatas" em relação ao país árabe.


Pars Today

Falando aos repórteres em uma conferência de imprensa nesta quarta-feira, o porta-voz iraniano aconselhou a Washington a considerar cuidadosamente as implicações, antes de adotar medidas intervencionistas no Oriente Médio.


O Irã adverte os EUA para não tomar decisões
Porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Bahram Qassemi | Reprodução

“não é uma novidade a tomada de ações hosteis por Estados Unidos contra os países da região”, ressaltou Qassemi, no entanto, que Washington não tem direito de intervir na Síria e que, se acontecesse, "seria uma espécie de invasão".

"As nações da região mostraram que não aceitavam a presença estrangeira e espera-se que os Estados Unidos reconsiderem essa insensta decisão", acrescentou o porta-voz iraniano.

Houve relatos de que os EUA e alguns de seus aliados ocidentais que participam de uma campanha de ataque aéreo contra supostas posições terroristas na Síria estão considerando uma ação militar a grande escala contra o país árabe, sob o pretexto de que o presidente sírio, Bashar al-Assad "está matando seu próprio povo".

A embaixadora dos EUA nas Nações Unidas (ONU), Nikki Haley, agravara esta preocupação na segunda-feira dizendo que Washington estava pronto para agir unilateralmente contra a Síria, como aconteceu em abril passado, quando bombardeou uma base aérea síria com mísseis de cruzeiro acusando Damasco de um ataque de gás sarin contra a aldeia de Jan Sheijun, na província nordestina de Idlib.

No entanto, a Síria negou as acusações, argumentando que não tinha motivo para recorrer a armas químicas, pois suas tropas tinham vantagem na sua luta contra terroristas.

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