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Oficial do Hezbollah: nossos mísseis podem atingir qualquer ponto de Israel

O Hezbollah é capaz de atingir qualquer ponto em Israel com seus mísseis, disse Sheikh Naim Qassem, secretário-geral adjunto do movimento libanês Hezbollah em entrevista ao jornal iraniano al-Vefagh.
Sputnik

"Não há um único ponto nos territórios ocupados fora do alcance dos mísseis do Hezbollah", disse Qassem.


Segundo o alto funcionário, os mísseis servem para impedir Israel de iniciar outra guerra com o Líbano, expondo a "frente israelense".

Qassem comentou também a guerra na Síria, onde o Hezbollah desempenhou um papel ativo na assistência ao governo sírio contra vários agrupamentos terroristas, incluindo o Daesh e Frente al-Nusra (grupos terroristas proibidos na Rússia). O funcionário elogiou as vitórias alcançadas contra os terroristas, mas criticou os EUA por sua suposta obstrução ao processo de paz.

As tensões entre Tel Aviv e o movimento libanês xiita Hezbollah aumentaram em 4 de dezembro depois que as tropas israelenses lançaram a operação Northern Shield, dest…

Príncipe saudita: Ocidente encorajou Riad a investir no wahhabismo a fim de conter URSS

O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammad bin Salman Al Saud, afirmou que os países ocidentais pediram ao seu país para investir na propagação do wahhabismo durante a Guerra Fria a fim de impedir que a União Soviética ganhasse influência no Oriente Médio. Segundo ele, no entanto, o reino acabou perdendo o controle desse movimento.


Sputnik

Corrente fundamentalista do islamismo sunita, o wahhabismo é frequentemente acusado de ser a principal fonte do terrorismo global. Em entrevista ao Washington Post, o príncipe Salman explicou que embora o governo saudita tenha tido o papel mais importante na disseminação dessa doutrina, a pedido dos seus aliados anticomunistas, ela, hoje, é financiada principalmente por "fundações". Ele acredita que o Estado precisa retomar o controle.


Mohammad bin Salman Al Saud, príncipe herdeiro da Arábia Saudita
Mohammad bin Salman Al Saud © Sputnik/ Sergey Guneev

"Temos que recuperar tudo", disse o príncipe, citado pelo jornal.

Sobre as reformas que vem promovendo em seu país, como a redução das restrições impostas às mulheres, Mohammad bin Salman disse ter trabalhado duro para convencer líderes religiosos conservadores de que certas imposições não fazem parte do islamismo.

"Eu acredito que o islã é sensato, o islã é simples, e as pessoas estão tentando sequestrá-lo", declarou, acrescentando que o governo tem mantido conversas positivas com os clérigos, conquistando mais aliados no establishment religioso.

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