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Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

Reino Unido classifica de "lamentável" a resposta da Rússia por caso Skripal

O Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido qualificou nesta sexta-feira de "lamentável" a decisão da Rússia de solicitar que o governo britânico reduzisse seu pessoal diplomático em território russo, após o caso do envenenamento do ex-espião duplo Sergei Skripal no sul da Inglaterra.


EFE

Londres - O governo britânico expulsou na semana passada 23 diplomatas russos em represália pelo envenenamento de Skripal e de sua filha Yulia com um agente nervoso no último dia 4 em Salisbury, no sul da Inglaterra, uma ação que o Reino Unido considera que, provavelmente, teve o envolvimento do Kremlin.


O chefe da diplomacia britânica, Boris Johnson. EPA/NEIL HALL
O chefe da diplomacia britânica, Boris Johnson. EPA/NEIL HALL

Em resposta a essa medida, a Rússia procedeu com a expulsão do mesmo número de funcionários britânicos e, segundo os veículos de imprensa, pediu hoje ao governo britânico que reduza seu número de funcionários diplomáticos para o mesmo nível que a Rússia tem no Reino Unido, cujo número não foi revelado.

"É lamentável, mas, à luz do comportamento anterior da Rússia, esperávamos uma resposta. Não obstante, isso não muda a questão que foi uma tentativa de assassinato de duas pessoas em solo britânico, pelo qual não há outra conclusão alternativa que o Estado russo foi culpado", afirmou uma porta-voz do ministério britânico.

A porta-voz acrescentou que a Rússia viola o direito internacional e a Convenção sobre Armas Químicas e ressaltou que as medidas de outros países, que também expulsaram diplomatas russos em solidariedade com o Reino Unido, "demonstra a profundidade da preocupação internacional".

O ex-espião russo permanece hospitalizado em estado crítico, mas fontes oficiais indicaram ontem que o estado de Yulia Skripal melhorou e, segundo alguns veículos de imprensa, ela já estaria conseguindo falar.

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