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Prestes a 'ganhar' território do tamanho da Arábia Saudita, Brasil carece de recursos para defesa

A ONU deve ratificar no próximo mês, o pleito brasileiro em estender sua faixa de águas jurisdicionais em pelo menos 2,1 milhões de km², uma área equivalente à extensão da Arábia Saudita. Para especialista ouvido pela Sputnik Brasil, movimento precisa vir acompanhado de modernização da Marinha.
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Como a Sputnik Brasil mostrou em maio, a demanda já dura há pelo menos 30 anos e tem relação com medições técnicas sobre o ponto onde termina o Brasil continental e até onde é lícito explorar as águas do entorno. O mar territorial brasileiro têm atualmente cerca de 12 milhas náuticas (22 quilômetros) na faixa de água e uma zona econômica exclusiva de 200 milhas náuticas (370 quilômetros). Na parte de solo e sub-solo, área na qual o Brasil pleiteia a extensão, há um limite de mais 200 milhas regulamentadas.

Responsável pela proteção da área oceânica, a Marinha brasileira vem desenvolvendo pesquisas na região desde 2004. Os militares já identificaram potencial possibilidade de exploração de …

Rússia recupera equilíbrio estratégico de poder sem violar acordos, diz especialista

O presidente norte-americano Donald Trump, atualmente se preocupa pelo fato da Rússia ter conseguido restaurar o equilíbrio estratégico de poder que garante em caso de ataque de uma parte, a resposta imediata da outra, resultando na destruição total de ambos os países.


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Segundo opina o analista militar russo, Viktor Murakhovsky, as preocupações de Donald Trump são provocadas pela Rússia ter conseguido estabelecer, de novo, o equilíbrio das forças estratégicas e, ao mesmo tempo, não violar o Tratado de Redução de Armas Estratégicas (START III), que foi firmado entre URSS e EUA.


Apresentação gráfica dos testes do míssil Sarmat utilizada durante discurso do presidente russo, Vladimir Putin, perante a Assembleia Federal, 1º de março de 2018
Apresentação do lançamento do míssil russo Sarmat © Foto: Ministério da Defesa da Rússia

Anteriormente, o jornal The New York Times informou, citando um alto funcionário norte-americano que preferiu não ser identificado, que Donald Trump expressou durante a conversa telefônica com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, suas preocupações quanto ao desenvolvimento de armas russas que podem superar os meios de defesa estadunidense.

"As preocupações de Trump são claras, sendo que os novos tipos de armas estratégicas, que a Rússia recentemente apresentou ao mundo durante o discurso de Vladimir Putin, anulam todo o sistema de defesa de mísseis dos EUA e de outros países, que tentam desenvolver esses sistemas."

"No entanto, esses tipos de armas não violam o acordo que limita o número de armas estratégicas START III que está em vigor entre Rússia e EUA, e também o Tratado INF [Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário]", indicou o especialista.

Assim, destacou sem ultrapassar os limites existentes, a Rússia deu um passo qualitativo que lhe permitiu anular todos os esforços dos EUA e outros países em torno do desenvolvimento de sistema de defesa antimíssil global.

"Só os parâmetros qualitativos mudam-se, e não os quantitativos", afirmou, adicionando que isso permite ao país a aumentar significativamente as capacidades da sua defesa.

"De fato, nós [Rússia] restauramos o equilíbrio estratégico que existia entre a URSS e EUA, e existe agora entre Rússia e EUA a nível que garante uma destruição mútua [em caso de conflito armado]", concluiu.

Em seu discurso para a Assembleia Federal (parlamento bicameral da Rússia) em 1º de março de 2018, o presidente russo, Vladimir Putin, falou sobre um leque de novos armamentos que a Rússia começou a produzir recentemente. Além de revelar o míssil balístico intercontinental mais moderno Sarmat e a nova tecnologia a laser de defesa aérea, o presidente russo apresentou três sistemas revolucionários de armas projetadas para enfrentar as capacidades dos EUA.


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