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Seul celebra decisão de Pyongyang em suspender testes nucleares e de mísseis

Presidente sul-coreano Moon Jae-in e o líder norte-coreano Kim Jong-un irão se encontrar na próxima sexta-feira (27).
EFE

O governo da Coreia do Sul qualificou neste sábado (21) como um "progresso significativo" para a desnuclearização da Coreia do Norte a decisão do regime de Pyongyang de suspender os seus testes atômicos e de mísseis, assim como o fechamento de seu centro de testes nucleares.

Em um comunicado enviado pelo gabinete presidencial sul-coreano, Seul considerou que "a decisão da Coreia do Norte é significativa para a desnuclearização da península coreana" e disse, além disso, que "ajudará a criar um ambiente muito positivo para o sucesso das próximas cúpula intercoreana e entre o Norte e Estados Unidos".

O governo sul-coreano se comprometeu em preparar o iminente encontro entre seu presidente, Moon Jae-in, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, previsto para o próximo dia 27, de modo a "liderar o caminho para a desnuclearização e paz duradour…

Rússia trava reunião do Conselho de Segurança sobre direitos humanos na Síria

Representantes de Moscou impediu apresentação de relatório sobre violações por parte das tropas de Bashar al-Assad, apoiadas por Moscou.


France Presse


A Rússia conseguiu, com o apoio de outros países, travar nesta segunda-feira (19) a realização de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a situação dos direitos humanos na Síria.

Sírios caminham nesta sexta-feira (16) em rua da cidade de Arbin, em Guta Oriental (Foto: Abdulmonam Eassa/AFP)
Sírios caminham nesta sexta-feira (16) em rua da cidade de Arbin, em Guta Oriental (Foto: Abdulmonam Eassa/AFP)

No encontro, solicitado pela França e vários dos seus aliados, estava previsto que o Conselho ouvisse um relatório oral do alto comissário das Nações Unidas para Direitos Humanos, Zeid Ra'ad al Hussein, algo que não ocorria desde 2014, ainda por meio da sua antecessora no cargo, Navi Pillay.

No entanto, imediatamente antes do início da sessão, a delegação russa solicitou uma votação de procedimento e conseguiu reunir os apoios necessários para impedir sua realização.

Representantes de países que se opõem a Bashar al-Assad na Síria alegam que a manobra da diplomacia russa - aliada de Assad - teve o objetivo de acobertar as violações de direitos humanos cometidos por forças aliadas ao regime governista.

Diversos órgãos internacionais, incluindo a própria ONU, têm acusado as tropas de Assad, que contam com apoio político e logístico de Moscou, de atacar constantemente alvos civis na guerra civil que o país enfrenta desde 2011.

Mortes de civis, incluindo crianças, têm sido reportadas durante os bombardeios governistas à região de Guta Oriental, controlada por opositores. Assad publicou um vídeo no qual ia de carro até a região, próxima a Damasco, para cumprimentar soldados.

Junto com a Rússia votaram contra a reunião China, Bolívia e Cazaquistão, enquanto Etiópia, Costa do Marfim e Guiné Equatorial se abstiveram.

Os oito votos favoráveis (França, Estados Unidos, Reino Unido, Suécia, Polônia, Peru, Holanda e Kuwait) não foram suficientes, dado que este tipo de decisão requer o apoio de nove Estados-membros.

Direitos humanos e Conselho de Segurança

A Rússia alegou que o mandato do Conselho de Segurança não inclui as questões de direitos humanos, que correspondem ao Conselho de Direitos Humanos, com sede em Genebra.

Sua postura foi respaldada pela China, outro dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, que defendeu que ocupar-se em Nova York dessas questões "corrói" as funções de outros órgãos das Nações Unidas.

O embaixador sírio na ONU, Bashar Yafari, comemorou a decisão. Para ele, "os países que estavam confiscando o Conselho para defender seus próprios interesses fracassaram descarada e miseravelmente", disse Yafari em declarações aos jornalistas.

Antes da votação, o embaixador francês, François Delattre, defendeu que o Conselho de Segurança precisa levar em conta a informação sobre a situação dos direitos humanos na Síria, pois isso "não pode ser separado do conflito".

Sua postura foi respaldada pelos Estados Unidos, que acusou a Rússia de obstruir o trabalho do Conselho e de proteger da apuração internacional as violações dos direitos humanos cometidos pelos seus aliados.

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