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Exército sírio bombardeia terroristas restantes no sul do país (VIDEO)

O exército sírio retomou os ataques de artilharia maciços contra os terroristas restantes na região de Tulul al Safa no deserto de As-Suwayda, no sul do país, depois de eles terem violado a trégua, segundo uma fonte do Exército.
Sputnik

De acordo com uma fonte que falou com a Sputnik Árabe, na terça-feira (16), o Exército sírio e os terroristas que ocupam as colinas de Tulul al Safa firmaram um acordo de cessar-fogo, segundo o qual os combatentes da Frente al-Nusra (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países) se comprometeram a entregar as armas depois de serem cercados e sem saída.


Contudo, na manhã da quarta-feira (17) os terroristas atacaram as unidades do Exército sírio. Por sua vez, os soldados repeliram o ataque com êxito e contra-atacaram. Como resultado, dezenas de militantes foram mortos ou feridos. O Exército resolveu retomar os ataques maciços com peças de artilharia apoiadas do ar, tendo como objetivo eliminar as forças terroristas restantes até a épo…

Agentes de controle de armas químicas da Opaq entram na cidade síria de Duma

Especialistas buscam constatar se houve um ataque químico na principal cidade de Guta Oriental. Ação motivou bombardeio de EUA, Reino Unido e França contra Damasco.


Por G1

Agentes da Organização para a Proibição das Armas Químicas (Opaq) conseguiram entrar nesta terça-feira (17) em Duma, principal cidade de Guta Oriental, região a leste de Damasco. A missão busca constatar se houve um ataque químico na região em 7 de abril.

Imagem mostra a cidade de Duma, em Guta Oriental, nesta terça-feira (17) (Foto: AFP)
Imagem mostra a cidade de Duma, em Guta Oriental, nesta terça-feira (17) (Foto: AFP)

Os especialistas da organização estão desde domingo em missão na Síria, mas ainda não tinha tido acesso a Duma porque as forças sírias e russas alegavam "problemas de segurança".

O suposto ataque com armas químicas, atribuído ao governo de Bashar Al-Assad, deixou 40 mortos e dezenas feridos em Duma.

O regime de Assad e a Rússia, sua principal aliada, negaram qualquer envolvimento, acusando os rebeldes de fazerem uma "encenação", e reivindicaram eles mesmo que uma missão da Opaq investigasse as "alegações".

O Departamento de Estado dos EUA disse ter provas com "um nível muito alto de confiança" de que o governo sírio usou armas químicas, mas ainda trabalhava para identificar a mistura de produtos químicos usados na ação.

Em retaliação à suposta ação de Damasco contra Duma, EUA, França e Reino Unido lançaram 105 mísseis contra três alvos do programa de armamento químico na Síria na noite de sexta-feira (13) (horário de Brasília).

Em um contexto diplomático já sensível pelos ataques de sábado, os países ocidentais têm dúvidas quanto à possibilidade de se encontrar provas.

"Os russos podem ter visitado o local do ataque. Tememos que eles o tenham alterado na intenção de frustrar os esforços da missão da Opaq para fazer uma investigação eficaz", declarou o embaixador americano na Opaq, Ken Ward. "Isso ressalta sérias questões sobre a capacidade da missão de investigação de fazer seu trabalho", estimou.

Nestar terça, em nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, a França também considerou "muito provável que provas e elementos essenciais tenham desaparecido".

Eliminação das armas químicas

A Opaq é a organização encarregada de controlar o cumprimento do tratado multilateral em que 191 países se comprometem a abrir mão de armas químicas.

A chamada Convenção de Armas Químicas (CAQ) foi assinada em 1993, em Paris, e está em vigor desde abril de 1997. Seus membros equivalem a 98% da população mundial.

Quatro países - Coreia do Norte, Angola, Egito e Sudão do Sul - não assinaram nem ratificaram a convenção, embora o último já tenha manifestado interesse em fazê-lo. Israel assinou em 1993, mas não ratificou (aprovou no parlamento).

Em 2013, após um ataque de gás sarin em Guta Oriental, que deixou centenas de mortos segundo os países ocidentais, o governo Assad acabou aderindo à Opaq, sob pressão internacional, e assumiu o compromisso formal de declarar todas as suas reservas e não usar mais armas químicas. Em 2014, a organização afirmou que a Síria havia se livrado de suas armas químicas.

Em 2017, porém, uma missão conjunta da ONU com a Opaq concluiu que Damasco usou gás sarin contra a cidade de Khan Sheikhun (noroeste). Pelo menos 80 pessoas morreram nesse episódio.

Para o embaixador francês em Haia, Philippe Lalliot, a Síria conservou um programa químico clandestino desde 2013. Para os franceses, a prioridade no momento é o desmantelamento total do programa químico sírio.

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