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Turquia acionará judicialmente os EUA, caso entregas dos F-35 sejam bloqueadas

Segundo o porta-voz do presidente turco, Ibrahim Kalin, a Turquia recorrerá a medidas jurídicas caso as entregas dos F-35 sejam bloqueadas pelos EUA.
Sputnik

Ibrahim Kalin citou para a mídia turca que "não é nada fácil rescindir este contrato, somos parte de um contrato multilateral, cumprimos com todas as exigências e pagamos, caso os EUA não cumpram, recorreremos à lei".

O Congresso americano decidiu recentemente suspender as entregas dos caças americanos de quinta geração F-35 à Turquia devido aos planos de Ancara de adquirir o sistema de defesa antiaérea russo S-400, além de ameaçá-la com sanções em diversas ocasiões, como citado em artigo da Sputnik Mundo.

O avançado sistema antiaéreo S-400 Triumph (SA-21 Growler, na classificação da OTAN) é capaz de abater alvos aéreos com tecnologia furtiva, mísseis de cruzeiro e mísseis balísticos táticos e táticos-operacionais, tem um alcance de até 400 km e pertence à geração 4+, sendo duas vezes mais eficaz que seus antecessores.

Os se…

Agentes de controle de armas químicas da Opaq entram na cidade síria de Duma

Especialistas buscam constatar se houve um ataque químico na principal cidade de Guta Oriental. Ação motivou bombardeio de EUA, Reino Unido e França contra Damasco.


Por G1

Agentes da Organização para a Proibição das Armas Químicas (Opaq) conseguiram entrar nesta terça-feira (17) em Duma, principal cidade de Guta Oriental, região a leste de Damasco. A missão busca constatar se houve um ataque químico na região em 7 de abril.

Imagem mostra a cidade de Duma, em Guta Oriental, nesta terça-feira (17) (Foto: AFP)
Imagem mostra a cidade de Duma, em Guta Oriental, nesta terça-feira (17) (Foto: AFP)

Os especialistas da organização estão desde domingo em missão na Síria, mas ainda não tinha tido acesso a Duma porque as forças sírias e russas alegavam "problemas de segurança".

O suposto ataque com armas químicas, atribuído ao governo de Bashar Al-Assad, deixou 40 mortos e dezenas feridos em Duma.

O regime de Assad e a Rússia, sua principal aliada, negaram qualquer envolvimento, acusando os rebeldes de fazerem uma "encenação", e reivindicaram eles mesmo que uma missão da Opaq investigasse as "alegações".

O Departamento de Estado dos EUA disse ter provas com "um nível muito alto de confiança" de que o governo sírio usou armas químicas, mas ainda trabalhava para identificar a mistura de produtos químicos usados na ação.

Em retaliação à suposta ação de Damasco contra Duma, EUA, França e Reino Unido lançaram 105 mísseis contra três alvos do programa de armamento químico na Síria na noite de sexta-feira (13) (horário de Brasília).

Em um contexto diplomático já sensível pelos ataques de sábado, os países ocidentais têm dúvidas quanto à possibilidade de se encontrar provas.

"Os russos podem ter visitado o local do ataque. Tememos que eles o tenham alterado na intenção de frustrar os esforços da missão da Opaq para fazer uma investigação eficaz", declarou o embaixador americano na Opaq, Ken Ward. "Isso ressalta sérias questões sobre a capacidade da missão de investigação de fazer seu trabalho", estimou.

Nestar terça, em nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, a França também considerou "muito provável que provas e elementos essenciais tenham desaparecido".

Eliminação das armas químicas

A Opaq é a organização encarregada de controlar o cumprimento do tratado multilateral em que 191 países se comprometem a abrir mão de armas químicas.

A chamada Convenção de Armas Químicas (CAQ) foi assinada em 1993, em Paris, e está em vigor desde abril de 1997. Seus membros equivalem a 98% da população mundial.

Quatro países - Coreia do Norte, Angola, Egito e Sudão do Sul - não assinaram nem ratificaram a convenção, embora o último já tenha manifestado interesse em fazê-lo. Israel assinou em 1993, mas não ratificou (aprovou no parlamento).

Em 2013, após um ataque de gás sarin em Guta Oriental, que deixou centenas de mortos segundo os países ocidentais, o governo Assad acabou aderindo à Opaq, sob pressão internacional, e assumiu o compromisso formal de declarar todas as suas reservas e não usar mais armas químicas. Em 2014, a organização afirmou que a Síria havia se livrado de suas armas químicas.

Em 2017, porém, uma missão conjunta da ONU com a Opaq concluiu que Damasco usou gás sarin contra a cidade de Khan Sheikhun (noroeste). Pelo menos 80 pessoas morreram nesse episódio.

Para o embaixador francês em Haia, Philippe Lalliot, a Síria conservou um programa químico clandestino desde 2013. Para os franceses, a prioridade no momento é o desmantelamento total do programa químico sírio.

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