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China: 'Relatório do Pentágono distorce nossas intenções estratégicas'

A China rejeita firmemente as conclusões do relatório do Departamento de Defesa dos EUA sobre a situação militar e de segurança no país asiático, disse em comunicado o porta-voz do Ministério da Defesa chinês, Lu Kang.
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"Em 17 de agosto, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos divulgou o relatório sobre a situação militar e de segurança na China, interpretando mal as intenções estratégicas da China e apresentando a chamada ‘ameaça militar chinesa' […] Os militares chineses expressam sua firme oposição a esse respeito", diz a declaração.

"As alegações do relatório dos EUA são pura especulação", disse Kang, explicando que o programa de modernização do Exército chinês se destina a defender "os interesses da soberania, segurança e desenvolvimento do país" e para "providenciar a paz, estabilidade e prosperidade globais".

O porta-voz do ministério chinês também reiterou a posição firme de seu país em relação a Taiwan, que ele definiu como u…

Analista: sistemas S-300 russos na Síria impedirão Israel de agir contra Irã

A mídia israelense expressou preocupações com os planos do Ministério da Defesa da Rússia para reconsiderar o fornecimento de sistemas S-300 para a Síria após os ataques aéreos coordenados pelo Ocidente contra o país.


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Mark Heller, pesquisador do Instituto de Estudos de Segurança Nacional da Universidade de Tel Aviv, compartilhou com a Sputnik Internacional sua opinião sobre o que a potencial compra dos sistemas S-300 russos significaria para Israel.


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Sistema de defesa antiaérea russo S-300 | Reprodução

"Israel está preocupado que uma defesa antiaérea síria construída com base em equipamento russo avançado possa limitar a capacidade de Israel agir contra as forças do Irã e do Hezbollah na Síria, que são parte da estratégia regional geral do Irã", disse Heller, ecoando a posição oficial de Tel Aviv sobre a alegada presença do Irã na Síria.

Embora enfatizando que Israel apreciou a cooperação trilateral entre os EUA, França e Reino Unido, Heller sugeriu que a aliança carece de uma "estrutura estratégica mais ampla" para impedir "uma vitória total do regime sírio na guerra civil" que, segundo ele, impulsionará as "aspirações hegemônicas" do Irã na região.

O pesquisador disse à Sputnik Internacional que, apesar da estreita parceria de Israel com os Estados Unidos, Tel Aviv saudou o processo de descongelamento das relações com Moscou e espera ver mais progressos no futuro.

"Muitos israelenses veem a Rússia como uma potencial força de estabilização na Síria e uma que pode conter a expansão iraniana no futuro. Ao mesmo tempo, é necessário admitir que, no momento, a Rússia está alinhada com as forças mais hostis e potencialmente mais perigosas para Israel — o Irã e seus vários representantes. […] Um conflito com a Rússia é a última coisa que Israel quer, mas todos precisam entender que Israel vai agir para evitar os resultados mais perigosos na Síria (ou seja, a Síria se tornando uma base avançada iraniana)", esclareceu Heller.

Falando sobre as perspectivas das relações bilaterais entre Teerã e Tel Aviv, Heller disse que "a hostilidade iraniana em relação a Israel" será considerada como "irreconciliável e extremamente perigosa", a menos que "o regime no Irã entre em colapso".

"Portanto, do ponto de vista de Israel, a variável mais importante na Síria é como todos os outros contribuem para a agenda do Irã ou a enfraquecem. Como a Rússia é hoje a principal potência extrarregional na arena síria, sua abordagem dessa questão é fundamental aos olhos de Israel e será o principal fator para determinar se as tensões diminuirão ou se evoluirão para um conflito aberto", concluiu Heller.

A mídia israelense havia alertado anteriormente que "a superioridade aérea de Israel estava em risco de ser desafiada em uma das áreas mais difíceis" se a Rússia optasse por vender à Síria armas mais avançadas.

Em 14 de abril, o chefe da Direção-Geral Operacional do Estado-Maior das Forças Armadas russas, Sergei Rudskoy, anunciou que Moscou poderia reconsiderar a venda dos sistemas S-300 para Damasco na sequência dos ataques aéreos dos EUA e seus aliados contra a Síria em resposta ao alegado uso de armas químicas pelas forças sírias na cidade de Douma.

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