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General brasileiro em forças dos EUA atrapalha laços com Moscou e Pequim, diz especialista

A decisão do Brasil de enviar um oficial para integrar as Forças Armadas dos Estados Unidos deve atrapalhar as relações do país com importantes aliados, como China e Rússia. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais Paulo Velasco, que conversou nesta segunda-feira com a Sputnik sobre esse polêmico assunto.
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Na última semana, se tornou pública no Brasil a notícia de que o país indicará, até o final do ano, um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) dos EUA, que cobre América Central, Caribe e América do Sul, provocando controvérsias.


De acordo com o comandante responsável, o almirante Craig Faller, os interesses norte-americanos na região seriam ameaçados por Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua, países com os quais o Brasil poderá ter relações prejudicadas por conta dessa situação, conforme acredita Velasco, professor adjunto de Política Internacional do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (U…

Analista: sistemas S-300 russos na Síria impedirão Israel de agir contra Irã

A mídia israelense expressou preocupações com os planos do Ministério da Defesa da Rússia para reconsiderar o fornecimento de sistemas S-300 para a Síria após os ataques aéreos coordenados pelo Ocidente contra o país.


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Mark Heller, pesquisador do Instituto de Estudos de Segurança Nacional da Universidade de Tel Aviv, compartilhou com a Sputnik Internacional sua opinião sobre o que a potencial compra dos sistemas S-300 russos significaria para Israel.


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Sistema de defesa antiaérea russo S-300 | Reprodução

"Israel está preocupado que uma defesa antiaérea síria construída com base em equipamento russo avançado possa limitar a capacidade de Israel agir contra as forças do Irã e do Hezbollah na Síria, que são parte da estratégia regional geral do Irã", disse Heller, ecoando a posição oficial de Tel Aviv sobre a alegada presença do Irã na Síria.

Embora enfatizando que Israel apreciou a cooperação trilateral entre os EUA, França e Reino Unido, Heller sugeriu que a aliança carece de uma "estrutura estratégica mais ampla" para impedir "uma vitória total do regime sírio na guerra civil" que, segundo ele, impulsionará as "aspirações hegemônicas" do Irã na região.

O pesquisador disse à Sputnik Internacional que, apesar da estreita parceria de Israel com os Estados Unidos, Tel Aviv saudou o processo de descongelamento das relações com Moscou e espera ver mais progressos no futuro.

"Muitos israelenses veem a Rússia como uma potencial força de estabilização na Síria e uma que pode conter a expansão iraniana no futuro. Ao mesmo tempo, é necessário admitir que, no momento, a Rússia está alinhada com as forças mais hostis e potencialmente mais perigosas para Israel — o Irã e seus vários representantes. […] Um conflito com a Rússia é a última coisa que Israel quer, mas todos precisam entender que Israel vai agir para evitar os resultados mais perigosos na Síria (ou seja, a Síria se tornando uma base avançada iraniana)", esclareceu Heller.

Falando sobre as perspectivas das relações bilaterais entre Teerã e Tel Aviv, Heller disse que "a hostilidade iraniana em relação a Israel" será considerada como "irreconciliável e extremamente perigosa", a menos que "o regime no Irã entre em colapso".

"Portanto, do ponto de vista de Israel, a variável mais importante na Síria é como todos os outros contribuem para a agenda do Irã ou a enfraquecem. Como a Rússia é hoje a principal potência extrarregional na arena síria, sua abordagem dessa questão é fundamental aos olhos de Israel e será o principal fator para determinar se as tensões diminuirão ou se evoluirão para um conflito aberto", concluiu Heller.

A mídia israelense havia alertado anteriormente que "a superioridade aérea de Israel estava em risco de ser desafiada em uma das áreas mais difíceis" se a Rússia optasse por vender à Síria armas mais avançadas.

Em 14 de abril, o chefe da Direção-Geral Operacional do Estado-Maior das Forças Armadas russas, Sergei Rudskoy, anunciou que Moscou poderia reconsiderar a venda dos sistemas S-300 para Damasco na sequência dos ataques aéreos dos EUA e seus aliados contra a Síria em resposta ao alegado uso de armas químicas pelas forças sírias na cidade de Douma.

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