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EUA ameaçam Turquia com sanções em caso de compra dos sistemas S-400 da Rússia

Em dezembro 2017, Rússia e Turquia assinaram um acordo de empréstimo para o fornecimento de sistemas de mísseis de defesa aérea S-400 russos para a Turquia.
Sputnik

O assessor do secretário de Estado dos EUA, Wess Mitchell, declarou nesta quarta-feira (18), durante uma audiência na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes dos EUA, que a Turquia pode receber sanções após a compra dos sistemas de defesa russos S-400.


"Ancara confirma que concordou em comprar os sistemas de mísseis russos S-400, o que pode potencialmente levar a sanções no âmbito do artigo 231 da Lei de Contenção de Adversários da América Através de Sanções [CAATSA] e influencia negativamente sobre a participação no programa dos F-35 [caças de 5ª geração]", disse o representante do Departamento de Estado na audiência sobre a política dos EUA no Oriente Médio.

Em dezembro do ano passado, os representantes russos e turcos assinaram um acordo de crédito para fornecimento de sistemas S-400. Segundo …

Analistas norte-americanos revelam que bases militares sírias podem ser atacadas pelos EUA

Analistas do centro militar norte-americano Stratfor revelaram as mais prováveis bases militares na Síria que podem ser atacadas pelos EUA e seus aliados no âmbito do alegado uso de armas químicas em Ghouta Oriental.


Sputnik

De acordo com o centro Stratfor, os EUA planejam realizar uma operação de maior magnitude do que a de abril do ano passado, quando os navios da Marinha dos EUA realizaram um ataque contra a base aérea de Shayrat. Naquele momento, Washington declarou que foi neste local que estavam instalados os aviões com armas químicas, embora não houvesse evidência disso.


o porta-aviões USS Nimitz Harry S. Truman
Porta-aviões USS Harry S. Truman © AP Photo/ Fabrizio Bensch/Pool

Os especialistas acreditam que durante uma nova operação dos EUA, os militares norte-americanos atacariam os lugares associados ao programa de armas químicas sírio e as bases aéreas perto de Damasco: Dumeir, Marj Ruhayyil e Mezzeh. Segundo eles, os EUA não planejam conter Damasco, mas enfraquecer as capacidades do governo sírio de realizar os alegados ataques químicos.

O ataque poderia durar vários dias. Supostamente, os aliados dos EUA — França, Reino Unido, Arábia Saudita, Qatar ou Emirados Árabes Unidos (EAU) — apoiariam os militares norte-americanos.

Os analistas sublinham que essa operação envolveria muitos recursos, por exemplo, os destróieres localizados nos EUA. Anteriormente, foi relatado que um grupo de ataque naval dos EUA, liderado pelo porta-aviões USS Harry S. Truman, estava se dirigindo para o mar Mediterrâneo, para atuar na costa da Europa e do Oriente Médio. Segundo os analistas, o destróier levaria uma semana para atingir o Oriente Médio.

Anteriormente, o Ocidente acusou Damasco do alegado ataque com bomba de cloro gasoso na cidade de Douma, situada em Ghouta Oriental, o que supostamente resultou na morte de dezenas de civis. O Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou que as falsas denúncias de ataques químicos visam proteger os terroristas e justificar uma intervenção militar estrangeira na Síria.

Em 13 de março, o Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia declarou que os terroristas estavam preparando provocações com o uso das substâncias tóxicas em Ghouta Oriental a fim de acusar Damasco do uso de armas químicas. Os militares russos avisaram que os EUA iriam usar essa provocação como pretexto para realizar um ataque contra a Síria.

Em 10 de abril, a Rússia e os EUA apresentaram ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) suas propostas de resolução sobre investigação do uso de armas químicas na Síria. As duas resoluções foram rejeitadas.

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