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Por que alguns países ocidentais não querem libertação de Idlib?

A libertação de Idlib marcará a vitória total das forças governamentais e o fracasso dos planos de países ocidentais de derrubar as autoridades legítimas sírias.
Sputnik

No entanto, segundo Pierre Le Corf, ativista francês que vive em Aleppo, a tarefa não será fácil. 


"Será muito difícil libertar Idlib, porque todas as forças da coalizão lideradas pelos EUA e governos [ocidentais] envolvidos na guerra até o momento se opõem à libertação da província", disse Le Corf à Sputnik França.

Ele comentou que assim que a província síria de Idlib for libertada, terá que "libertar as zonas ocupadas ilegalmente pelos EUA, França e até pela Itália no norte do país". Por esse motivo, nenhum desses países quer a libertação da província.

Le Corf salientou que a intenção de manter o status atual poderia levar a "um massacre da população civil de Idlib", referindo-se às múltiplas advertências dos militares sírios e russos sobre a possível encenação de ataques químicos com o prop…

Berlim deve vetar ataque à Síria para evitar conflitos com Rússia e Irã, diz líder alemã

A Alemanha precisa combater o plano do presidente estadunidense Donald Trump para lançar um ataque militar contra a Síria, afirmou a co-presidente do partido alemão Die Linke (A Esquerda), acrescentando que a guerra só agravaria uma situação já ruim.


Sputnik

Falando ao jornal Taz, Katja Kipping disse que a intervenção na Síria em resposta ao suposto ataque químico em Douma não ajudaria as pessoas no país, mas sim "escalaria o conflito". Ela acrescentou que tal intervenção poderia ter implicações de longo alcance.


Katja Kipping, líder do partido da esquerda alemã Die Linke
Katja Kipping © Sputnik / Ilona Pfeffer

"Seria errado incitar a situação de guerra na Síria e expandi-la para uma guerra direta entre as forças da OTAN e a Rússia, ou entre os EUA e o Irã", afirmou.

Kipping pediu à Alemanha para "vetar" o plano dentro da OTAN e deixar claro que a política atual dos EUA e da Turquia na Síria é "devastadora".

A decisão ocorre após a chanceler alemã Angela Merkel ter descartado a participação de Berlim em um ataque militar à Síria. Ela afirmou, no entanto, que a Alemanha apoia o envio de uma mensagem de que o uso de armas químicas "não é aceitável".

Trump não é tão contido, tendo postado no Twitter na última quarta-feira que a Rússia deveria "se preparar" para que os mísseis fossem lançados na Síria, apesar de uma investigação oficial da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) ainda não ter ocorrido.

Diplomacia no Twitter

Sua administração, no entanto, pareceu recuar sobre essa postura, afirmando que nada foi decidido — enquanto ainda enfatiza que "todas as opções estão na mesa".

A Grã-Bretanha, por sua vez, parece estar se apegando ao seu aliado mais próximo. O gabinete afirmou na quinta-feira que o Reino Unido "deve agir" após o suposto ataque químico, que segundo ele é "altamente provável" de ter sido realizado pelas forças do presidente sírio Bashar Assad. Também sugeriu que a primeira-ministra Theresa May continuaria a liderar o próximo passo do Ocidente junto com Trump e o presidente francês Emmanuel Macron.

Mas, como os países ocidentais parecem preparados para agir, a Rússia afirmou que o suposto ataque não aconteceu e foi encenado pelos serviços de inteligência de um "Estado" que promove a 'russofobia'.

"Temos provas irrefutáveis de que se tratou de outra encenação, e os serviços especiais de um Estado que está à frente da campanha russofóbica participaram da encenação", disse o ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, em entrevista coletiva com seu colega holandês Stef Blok nesta sexta-feira.

A Rússia também ressaltou que o relatório inicial do ataque veio do grupo de voluntários dos Capacetes Brancos, ligado aos rebeldes, e que os militares russos não encontraram vestígios de tal ataque depois de viajarem para o local. Especialistas da OPAQ ainda não entregaram sua avaliação e começarão a trabalhar no local do suposto ataque neste sábado.

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