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Executiva da Huawei deixa a prisão após pagar fiança no Canadá; ex-diplomata canadense é preso na China

Justiça aceitou pedido da chinesa, que foi detida a pedido dos Estados Unidos e corria risco de extradição. Fiança estipulada fixada em US$ 7,5 milhões.
Por G1

A diretora financeira da Huawei, Meng Wanzhou, foi solta nesta quarta-feira (12) depois de passar 11 dias presa no Canadá.

A executiva teve aceito o pedido de liberdade condicional, por um juiz canadense. O valor da fiança foi fixado em 10 milhões de dólares canadenses (US$ 7,5 milhões).

Meng saiu da prisão poucas horas depois da ordem do juiz, informou o canal Global News.

"O risco de que não se apresente perante o tribunal (para uma audiência de extradição) pode ser reduzido a um nível aceitável, impondo as condições de fiança propostas por seu assessor", disse o juiz, aplaudido na sala do tribunal pelos partidários da empresa chinesa, informa a France Presse.

As condições de libertação incluem a entrega de seus dois passaportes, que permaneça em uma de suas residências de Vancouver e use tornozeleira eletrônica. Além dis…

Caças russos de 2ª (ou 3ª) mão para a Bolívia?

A Cámara de Senadores da Bolívia sancionou, quarta-feira da semana passada (04.04), a lei que ratifica o “Acordo entre o Governo da República da Bielorrússia e do Governo do Estado Plurinacional da Bolívia, sobre a Cooperação Técnico – Militar”, firmado a 13 de julho de 2016 na cidade de La Paz.


Por Roberto Lopes | Poder Aéreo

Fortemente apoiado pelos partidos Movimiento al Socialismo (MAS) – do presidente Evo Morales – e Democrata Cristiano (PDC), o tratado prevê, de forma geral, cooperação mútua no âmbito da Segurança e Defesa: “transferência de direitos exclusivos de produção de armamentos e material, assegurando aconselhamento e formação técnica no processo de produção de tais produtos”.


Um dos Su-30K vendido para Angola, quando ainda estava na Bielorússia

Tecnicismo que implica dizer: a cooperação deve acontecer, de forma particular, ou específica, nos segmentos de produção, modernização, reparos e fornecimento de tecnologia e armamento de aviação, defesa antiaérea e intercâmbio de especialistas.

Além disso, os bolivianos deverão absorver técnicas de comunicação via rádio e de tecnologia eletrônica, incluindo sistemas automatizados, de transmissão de dados, inteligência e guerra eletrônica.

O documento não estabelece valores ou se refere, particularmente, à compra ou venda de armas, mas estabelece a base legal para que isso ocorra.

Pleito 

De acordo com a imprensa de Santiago, o instrumento firmado pelos governos de La Paz e Minsk despertou desconfianças no Ministério das Relações Exteriores chileno.

Bolívia e Chile mantém diferenças políticas importantes, advindas do litígio criado pela reclamação de Morales à Corte de Justiça de Haia – vinculada à Organização das Nações Unidas –, acerca de uma saída de seu país para o mar.

Os bolivianos defendem que esse acesso se dê pela incorporação de uma franja territorial hoje pertencente ao Chile. Santiago já disse que não cederá um milímetro do seu território – nem mesmo em atenção a um despacho do tribunal internacional sediado na Holanda.

O que La Paz espera para ainda este ano é uma determinação da Corte de Haia para que representantes do governo chileno se sentem à mesa da negociação com os bolivianos.

A senadora do MAS, Adriana Salvatierra Arriaza declarou que, em nenhum momento, estabelecer um acordo de cooperação entre Estados degrada a qualidade pacífica que tem o Estado boliviano. “Este acordo [com a Bielorússia] é importante porque nos permite integrar as relações entre os povos, mesmo que sejam em termos de defesa”, disse ela.

Sua colega Patricia Gomez, do PDC, reforçou: uma cooperação técnica militar com outro país não contradiz as disposições da Constituição boliviana. “Não temos o direito, como Estado boliviano, de ter armas?” Perguntou ela por meio das páginas dos jornais.

Planta de Reparos 

Chefes militares que, em qualquer parte do mundo, se interessam pela compra de interceptadores supersônicos Sukhoi Su-30 (básicos) usados, a preços módicos (custo unitário na faixa dos 35/40 milhões de dólares), sabem que o lugar certo a procurar é a 558ª Planta de Reparos de Aeronaves, na cidadezinha de Baranovichi – 147 km a sudoeste de Minsk, a capital bielorussa.

Vizinha da Ucrânia e dos Estados Bálticos (todos territórios cobiçados por Moscou), a Bielorússia é uma das ex-Repúblicas Soviéticas de melhores ligações com a Administração do presidente Vladimir Putin – que também tem o governo Morales entre os seus (mais inexpressivos) satélites.

Atualmente as oficinas da 558ª Planta de Reparos lidam com um estoque de aeronaves Su-30MK/K que pertenceu à Força Aérea da Índia. Aviões desprovidos de canards (aletas estabilizadoras na parte dianteira da aeronave), recebidos no período 1997/1999 e desativados em 2006.

Vinte e seis desses jatos foram remetidos em 2011 a Baranovichi para que a Aviação indiana pudesse receber outros, do mesmo modelo, mas em versão bem mais moderna. Parte deles já foi recuperada para ser usada pela Aviação de Caça de Angola.

Segundo a agência de notícias ITAR-TASS, os caças encomendados pelos angolanos foram revitalizados por meio de um upgrade no radar e no sistema de navegação; além da instalação de outros recursos, como um gravador de imagens que poderão ser acessadas na cabine do piloto.

E apesar de se tratar de aviões usados, nada, nesse serviço, é barato.

Ano passado, durante o show aéreo MAKS 2017, um artigo no jornal russo Komersant (“Homem de Negócios”) informou, com base em dados atribuídos a Pavel Pinigin, diretor da recuperadora de aeronaves de Baranovichi, que o governo de Luanda precisou investir quase 1 bilhão dos seus petrodólares para modernizar e receber em condições de voo um lote de 12 interceptadores Su-30 – acompanhados de simulador, suprimentos, documentação técnica e treinamento para pessoal (de voo e de manutenção em terra).

Entretanto, Baranovichi não recupera apenas jatos desse modelo.

Ela também repara e moderniza aeronaves de combate mais antigas (obsoletas) e baratas, como as dos tipos Su-22 Fitter-D, de ataque ao solo, e o caça-bombardeiro Su-24 Fencer – este, um famoso bimotor dotado de asas de geometria variável projetado durante a década de 1970.

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