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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

Coalizão liderada pelos EUA estaria se preparando para mudanças drásticas no Oriente Médio

Estados Unidos estão evidentemente se preparando para grandes mudanças no Oriente Médio com fortalecimento das relações com antigos aliados – Arábia Saudita, Qatar e Emirados Árabes Unidos (EAU), declarou o cientista político Husnu Mahalli, adicionando que muito depende de Ancara.


Sputnik

Em entrevista à Sputnik Turquia, Husnu Mahalli ressaltou que os países ocidentais estão se esforçando por resolver os problemas internos a custo do Oriente Médio.


Um combatente norte-americano, que está lutando ao lado das Forças Democráticas da Síria, segura bandeira do seu país
Militar dos EUA junto a terroristas na Síria © REUTERS / Rodi Said

"[Recentemente] surgiu informação na imprensa que foram efetuadas buscas no gabinete do advogado de Donald Trump", lembra. "O presidente norte-americano se viu em uma situação um pouco agradável. Seu nome aparece regularmente em meio a alegações de abuso sexual", continuou.

Em 14 de abril, os EUA, França e Reino Unido lançaram ataques aéreos contra a Síria em resposta ao alegado uso de armas químicas nos arredores de Damasco, em Douma. Ao comentar o suposto ataque químico, Mahalli se referiu ao episódio muito parecido que teve lugar um ano atrás em Khan Shaykhun, província de Idlib. Embora os EUA não tenham apresentado nenhumas provas do envolvimento do exército sírio no incidente, Washington lançou 59 mísseis Tomahawk contra as forças governamentais no aeródromo de Shayrat em 7 de abril de 2017.

Além disso, o cientista político turco supôs que os jihadistas começaram a se preparar para a provocação química com antecedência, em meio à ofensiva bem-sucedida das forças governamentais em Ghouta Oriental, mencionando os documentos que as autoridades sírias enviaram à ONU confirmando as preparações para o uso das armas químicas em Ghouta Oriental que não foram levados em conta. No entanto, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, saudou os ataques e classificou-os como "adequados", tendo criticado duramente o alegado ataque químico.

Falando sobre o escândalo diplomático entre a Rússia e Reino Unido por causa do envenenamento do ex-espião russo Sergei Skripal e sua filha Yulia, Mahalli declarou que a crise entre Rússia e OTAN pode ser o passo inicial para mudanças tectônicas no Oriente Médio.

Ele também lembrou a recente visita do príncipe saudita, Mohammad bin Salman, aos EUA, França e Reino Unido, assinalando que esse "tráfego" diplomático faz parte do novo plano de reconstrução do Oriente Médio que vai afetar Israel.

No entanto, o analista frisou que futuro desenvolvimento da Síria depende em muitos aspectos da posição de Ancara: "A questão principal é que se terá lugar no território sírio, ou quais serão as ações dos terroristas e grupos radicais na região. A resposta a essa pergunta está nas mãos da Turquia, já que depende muito de quão efetivas serão as zonas de desescalada criadas durante os processos de Astana e Sochi."

Ao mesmo tempo, Husnu Mahalli notou o papel decisivo da Rússia na região, acrescentando que o Irã continua sendo um dos maiores aliados de Moscou na região e que é pouco provável que isso mude por causa da pressão por parte de Washington.

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