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Especialista: exército sírio deteve 300 militares franceses de diversas patentes

O presidente Vladimir Putin, em conversa com o presidente sírio Bashar Assad, em Sochi, declarou que, devido ao sucesso da luta antiterrorista das forças sírias e ao início do processo político, as tropas estrangeiras deveriam se retirar do território da Síria.
Sputnik

"A declaração de Vladimir Putin durante seu encontro com Bashar Assad, sobre a necessidade da retirada dos contingentes estrangeiros da Síria, arruína os sonhos dos agressores, que contam com a tentativa de realizar seus objetivos na região através de mercenários criminosos", disse à Sputnik Árabe Akram al Shalli, analista da Gestão Síria de Crise e Guerras Preventivas.

"Nas mãos do exército sírio há oficiais dos serviços de inteligência dos EUA, Grã-Bretanha, países árabes e Israel. Por exemplo, só o número de militares franceses de diversos escalões é de 300 pessoas. Notamos tentativas de exercer pressão sobre o governo sírio, inclusive para libertar os militares estrangeiros presos. Mas esses sonhos não p…

'Destino pior do que a morte': EUA estão preocupados com Tomahawk capturados pela Rússia

Um destino pior do que a morte espera pelos mísseis Tomahawk que os EUA usaram para atacar a Síria e que foram entregues praticamente intactos a Moscou pelas tropas do país árabe, afirmou o jornalista Joe Pappalardo em artigo publicado pelo portal Popular Mechanics.


Sputnik

O Ministério da Defesa da Rússia apresentou fragmentos de dois mísseis que foram lançados pelos EUA contra a Síria em 14 de abril. Sergei Rudskoy, coronel-general do Estado-Maior da Rússia, disse que os dados recebidos depois de uma investigação minuciosa dos Tomahawks podem ser usados para melhorar as armas russas.


Míssil de cruzeiro Tomahawk durante teste de voo controlado sobre o Comando de Sistemas Aéreos Navais (NAVAIR) no sul da Califórnia
Míssil de cruzeiro norte-americano Tomahawk © AFP 2018 / US Navy

Em seu artigo, Pappalardo faz uma previsão de qual será o destino dos mísseis capturados.

"Um destino pior do que a morte espera pelo material de guerra que foi recuperado intacto no campo de batalha. A disputa entre engenheiros russos e norte-americanos não se encerrou com a Guerra Fria", sublinha o autor do artigo.

Pappalardo lembrou que há um ano jornalistas da Popular Mechanics visitaram o laboratório da segunda maior empreiteira do mundo, a BAE Systems, localizada em Hampshire, Reino Unido.

Nesse laboratório, engenheiros britânicos trabalham para desenvolver métodos para neutralizar mísseis inimigos. Essa visita à BAE Systems revelou aos jornalistas como o material de guerra capturado em um campo de batalha pode se tornar "um ativo de inteligência".

Segundo Pappalardo, a BAE não compra sistemas antiaéreos da Rússia ou da China. Eles trabalham com os mísseis capturados no campo de batalha pelos serviços de inteligência dos EUA e seus aliados e em seguida os entregam à empresa britânica. Esses mísseis são então expostos a uma série de testes prolongados.

"Os mísseis capturados também são usados como cobaias", explica Pappalardo.

O jornalista ressalta que a Rússia tem laboratórios semelhantes aos da BAE, onde pesquisadores russos podem examinar antenas de comunicação intactas dos Tomahawks e testar a resistência de seus próprios sistemas de defesa em relação à tecnologia dos EUA.

Além disso, os engenheiros russos são capazes de provar o quanto as antenas são vulneráveis a inferências. Os dados dos motores, por sua vez, podem ajudar a aprender a detectá-los com luz infravermelha.

Pappalardo salientou que todos os mísseis disparados possuem um design que impede a revelação de muitas informações relevantes se o projétil aterrissar intacto em território inimigo.

"No entanto, há peças dentro de mísseis modernos que um inimigo inteligente pode usar […] Apesar disso, o valor real de um míssil capturado não é que o inimigo fabrique um míssil similar, o valor real é que, depois de estudá-lo, o adversário pode encontrar um modo de interceptá-lo", esclareceu o jornalista.

Exemplificando, Pappalardo mencionou uma lição de história. Em 1998, seis mísseis Tomahawk caíram no Paquistão durante um ataque perpetrado contra bases operadas por Osama Bin Laden. Depois desse incidente, cientistas paquistaneses e chineses estudaram esses mísseis minuciosamente e usaram os dados que conseguiram coletar em seus próprios programas de armas.

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