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Empresa chinesa faz peças para F-35? Revelação surge em meio a polêmicas envolvendo Huawei

Em meio à briga contínua entre os EUA e a gigante tecnológica chinesa Huawei, classificada como ameaça à segurança por Washington, verificou-se que uma subsidiária com sede no Reino Unido de uma companhia chinesa fabrica peças para os jatos americanos F-35.
Sputnik

Trata-se da companhia chinesa Exception PCB, com sede no condado britânico de Gloucestershire, que fabrica placas de circuitos que controlam os motores, iluminação, combustível e sistemas de navegação dos caças F-35 – o sistema de armas mais caro já feito.

De acordo com a emissora britânica Sky, citando materiais divulgados pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, a empresa que fabrica componentes para os caças da Lockheed Martin foi comprada em 2013 pela companhia chinesa Shenzhen Fastprint, que inclusive já participou da fabricação de caças Eurofighter Typhoon e de helicópteros de ataque Apache.

"A Exception PCB, com sede em Gloucestershire, fabrica placas de circuito impresso que controlam muitas das principais capacid…

Devemos realmente esperar uma guerra saudita-iraniana em um futuro próximo?

O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammad bin Salman Al Saud, avisou sobre a possibilidade de um conflito militar com o Irã dentro de 10-15 anos. Em uma entrevista recente, ele apelou à comunidade internacional para que adote sanções mais duras contra Teerã para evitar uma confrontação militar na região.


Sputnik

Em uma entrevista com a Sputnik Internacional, o cientista sênior da Escola de Análise Internacional de Raja-ratnam em Singapura, James Dorsey, comentou as recentes declarações do príncipe saudita.


Desfile militar do Irã
Desfile militar no Irã © AFP 2018/ CHAVOSH HOMAVANDI

"Acredito que elas [estas declarações] devem ser entendidas com certa dúvida e entender claramente aquilo que ele fala. Se o atual acordo nuclear receber apoio e as tentativas de restringir aquilo que a Arábia Saudita qualifica como 'comportamento malévolo'[ do Irã] forem infrutíferas, então, logo que o prazo do acordo acabe, surgirá a hipótese de um conflito militar. Por sua vez, se em maio, quando o presidente Trump anunciar sua decisão, os EUA saírem deste acordo e ele acabar por fracassar, então, se seguirmos a mesma lógica, a probabilidade de guerra entre a Arábia Saudita e o Irã ainda aumentará", opinou o analista.

De acordo com ele, o objetivo principal é aplicar uma tal política em relação ao Irã que não agrade nem a Teerã nem a Washington. Por enquanto, Dorsey caracterizou a política saudita como pouco produtiva.

"A Arábia Saudita e o Irã estão envolvidos em uma escalada de confrontação. Na situação de hoje e no quadro desta política, a Arábia Saudita considera o Irã como uma ameaça real e está disposta a fazer todo o possível para impedir que o Irã continue sendo uma ameaça. Acho que tal política está condenada ao fracasso. Em outras palavras, o Irã é uma ameaça não simplesmente por sua política, mas apenas por existir", disse.

Na opinião do especialista, há meios de encontrar uma solução mais suave para esse problema que não inclua uma confrontação militar.

"Mas é aquilo que nem os EUA, nem a Arábia Saudita querem fazer hoje em dia", manifestou.

Não obstante, frisou, o Irã não parece estar disposto a escalar a situação e se envolver em um conflito aberto com a Arábia Saudita, e, talvez, Riad também não o queira na realidade.

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