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Super Tucano em teste pela Força Aérea dos EUA sofre acidente

Queda sem causa ainda definida é má notícia para a fabricante brasileira, que disputa concorrência com americanos
Igor Gielow | Folha de S.Paulo

Um turboélice A-29 Super Tucano, fabricado pela Embraer, caiu durante um exercício de ataque leve conduzido pela Força Aérea dos EUA em um campo de provas do Novo México, na sexta (22).

Dois tripulantes conseguiram se ejetar. Segundo comunicado da base de Holloman, um dele se feriu levemente e foi medicado, enquanto não há detalhes do estado do segundo. A causa do acidente não foi divulgada.

O avião participa da fase final da competição para fornecimento de aviões leves para missões de ataque a solo e reconhecimento. Inicialmente, os EUA querem adquirir 15 unidades, para depois expandir a até 120. Elas servirão para substituir o famoso A-10 Warthog (Javali, em inglês), um modelos subsônico a jato fortemente armado e blindado que opera desde 1977.

Os americanos estão procurando opções mais econômicas para a missão. Enquanto um A-10 tem sua hora-voo…

Devemos realmente esperar uma guerra saudita-iraniana em um futuro próximo?

O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammad bin Salman Al Saud, avisou sobre a possibilidade de um conflito militar com o Irã dentro de 10-15 anos. Em uma entrevista recente, ele apelou à comunidade internacional para que adote sanções mais duras contra Teerã para evitar uma confrontação militar na região.


Sputnik

Em uma entrevista com a Sputnik Internacional, o cientista sênior da Escola de Análise Internacional de Raja-ratnam em Singapura, James Dorsey, comentou as recentes declarações do príncipe saudita.


Desfile militar do Irã
Desfile militar no Irã © AFP 2018/ CHAVOSH HOMAVANDI

"Acredito que elas [estas declarações] devem ser entendidas com certa dúvida e entender claramente aquilo que ele fala. Se o atual acordo nuclear receber apoio e as tentativas de restringir aquilo que a Arábia Saudita qualifica como 'comportamento malévolo'[ do Irã] forem infrutíferas, então, logo que o prazo do acordo acabe, surgirá a hipótese de um conflito militar. Por sua vez, se em maio, quando o presidente Trump anunciar sua decisão, os EUA saírem deste acordo e ele acabar por fracassar, então, se seguirmos a mesma lógica, a probabilidade de guerra entre a Arábia Saudita e o Irã ainda aumentará", opinou o analista.

De acordo com ele, o objetivo principal é aplicar uma tal política em relação ao Irã que não agrade nem a Teerã nem a Washington. Por enquanto, Dorsey caracterizou a política saudita como pouco produtiva.

"A Arábia Saudita e o Irã estão envolvidos em uma escalada de confrontação. Na situação de hoje e no quadro desta política, a Arábia Saudita considera o Irã como uma ameaça real e está disposta a fazer todo o possível para impedir que o Irã continue sendo uma ameaça. Acho que tal política está condenada ao fracasso. Em outras palavras, o Irã é uma ameaça não simplesmente por sua política, mas apenas por existir", disse.

Na opinião do especialista, há meios de encontrar uma solução mais suave para esse problema que não inclua uma confrontação militar.

"Mas é aquilo que nem os EUA, nem a Arábia Saudita querem fazer hoje em dia", manifestou.

Não obstante, frisou, o Irã não parece estar disposto a escalar a situação e se envolver em um conflito aberto com a Arábia Saudita, e, talvez, Riad também não o queira na realidade.

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