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OTAN se prepara para maiores exercícios militares desde 2002

A OTAN está se preparando para realizar seus maiores exercícios militares desde 2002. Trata-se dos Trident Juncture 2018, dos quais participarão mais de 40.000 militares de 30 países membros e parceiros da OTAN.
Sputnik

A fase principal das manobras irá ser realizada entre os dias 25 de outubro e 7 de novembro, na Noruega e áreas vizinhas, com exercícios preliminares nas águas ao largo da costa da Islândia de 15 a 17 de outubro.

Defender-se contra 'qualquer ameaça em qualquer momento'

O objetivo dos exercícios é a dissuasão e defesa contra "qualquer ameaça, de qualquer lugar e em qualquer momento", explicou nesta semana o almirante da Marinha dos EUA a jornalistas em Bruxelas, James G. Foggo III, comandante dos exercícios.

O militar revelou que os Trident Juncture mostram que a OTAN está unida e pronta para se defender valendo-se da defesa coletiva. Neste sentido, o cenário dos exercícios inclui uma violação da soberania de um aliado da OTAN, neste caso da Noruega.

Ao mesm…

Donald Trump diz que o Exército protegerá a fronteira com México até que o muro seja construído

Presidente dos EUA continua ofensiva contra imigração irregular e pressiona juízes para acelerar deportações


Amanda Mars | El País

Donald Trump quer enviar o Exército para proteger a fronteira com o México, com a justificativa de pressão da imigração irregular e da entrada de drogas, enquanto espera pelo polêmico muro que quer construir e para qual o Congresso não aprova um orçamento. O presidente dos Estados Unidos propôs a ideia após vários dias de ataque no Twitter contra o país vizinho, que já havia sido seu alvo permanente durante a campanha eleitoral para a Casa Branca, e que agora volta a entrar em sua mira. "Até que possamos ter um muro e segurança fronteiriça, vamos proteger nossa fronteira com nossas Forças Armadas. Este é um grande passo", disse a repórteres durante um almoço com os líderes da Estônia, Letônia e Lituânia, que visitam Washington.

Trump em reunião com líderes bálticos na Casa Branca, na terça-feira
Donald Trump em reunião com líderes bálticos na Casa Branca, na terça-feira KEVIN LAMARQUE (REUTERS)

O saldo migratório com o México está há anos negativo, ou seja, mais mexicanos deixam os EUA do que entram, mas Trump decidiu rever a questão como sua bandeira. "Temos leis muito ruins para nossa fronteira e vamos fazer algumas coisas militarmente", afirmou Trump, acrescentando que já tinha conversado sobre o assunto com o chefe do Pentágono, Jim Mattis. Trump não deu detalhes sobre o plano de envio de militares à fronteira, nem sobre o número de soldados ou datas.

Pouco depois das declarações, o chanceler mexicano Luis Videgaray disse que o México pediu aos Estados Unidos, "por meio de canais oficiais, que esclareça o anúncio" de Trump sobre o uso do Exército na fronteira. "O Governo do México definirá sua posição com base nesse esclarecimento, e sempre em defesa de nossa soberania e interesse nacional", acrescentou Videgaray.

Já existe uma Guarda na fronteira encarregada especificamente dessa tarefa, embora, no passado, outros presidentes tenham recorrido à Guarda Nacional -- o Exército de reserva -- para reforçar o controle em alguns momentos. O democrata Barack Obama, por exemplo, anunciou o envio de 1.200 soldados em resposta à demanda de seus próprios legisladores para reforçar a luta contra o tráfico de drogas. E seu predecessor, o republicano George W. Bush, enviou 6.000 soldados para ajudar a construir grades e estradas entre 2006 e 2008.

Trump acusou Obama de ter deixado a fronteira praticamente aberta para todos -- quando as deportações dispararam durante a Administração do democrata -- e assegurou que as leis se tornarão mais rígidas em relação ao México ou Canadá.

A cruzada de Trump contra a imigração irregular, com o muro como seu grande símbolo, começou marcada por ataques racistas contra os mexicanos. O nova-iorquino anunciou sua candidatura à Casa Branca dizendo que os imigrantes que chegavam sem documentos do México eram "estupradores" e criminosos. Embora "alguns", admitiu depois, fossem "pessoas boas".

Em qualquer caso, o atual presidente dos EUA pede um financiamento de 25 bilhões de dólares (cerca de 84 bilhões de reais) para que possa construir o muro. Quer cobrar mais tarde do México; uma opção seria por meio de acordos comerciais. Mas, enquanto isso, os contribuintes norte-americanos arcariam com o custo, proposta vetada pelo Congresso dos EUA. Os democratas rejeitam a medida, e os republicanos se sentem incomodados com a iniciativa.

"Dissolveram a caravana porque eu disse"

Diante do impasse, o presidente Trump considera usar o orçamento das Forças Armadas, alegando um problema de segurança. Enquanto batalha pelo muro contra praticamente todos (exceto muitos de seus fervorosos simpatizantes), a Administração Trump reforça as medidas contra a imigração legal e irregular. A partir de outubro, quer impor um sistema de cotas para os juízes encarregados do tema, com o objetivo de acelerar as deportações. Exigirá, de acordo com a diretriz publicada pelo The Wall Street Journal, que concluam 700 casos por ano. A Administração também quer ampliar o tempo que os migrantes sem documentação detidos na fronteira podem ficar sob custódia da polícia (agora o limite é de 72 horas para menores e de 21 dias para maiores de idade).

Trump também mistura o debate sobre a imigração com a renegociação do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA, na sigla em inglês). "Acabei de ouvir que a caravana [de imigrantes, organizada por uma ONG] que vinha de Honduras foi dissolvida pelo México", disse Trump. "Fizeram porque, francamente, disse a eles que realmente tinham que fazer isso. [Disse a eles que] vamos ter uma relação no NAFTA e vamos ter de incluir segurança no NAFTA", concluiu.

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