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EUA criticam bombardeiros russos na Venezuela: "Nós mandamos navio-hospital"

O coronel Robert Manning, porta-voz do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, criticou com veemência nesta segunda-feira o envio de bombardeiros russos à Venezuela e citou o envio de navio-hospital à região como exemplo do compromisso de Washington com a região.
EFE

Washington - "O enfoque dos EUA sobre a região difere do enfoque da Rússia. No meio da tragédia, a Rússia envia bombardeiros à Venezuela e nós mandamos um navio-hospital", declarou Manning durante uma entrevista coletiva realizada hoje no Pentágono.


O militar se referia com estas palavras ao USNS Comfort, que partiu em meados de outubro rumo à América Central e à América do Sul para oferecer ajuda sanitária aos milhares de refugiados venezuelanos amparados por diversos países da região.

"Enquanto nós oferecemos ajuda humanitária, a Rússia envia bombardeiros", lamentou Manning em referência ao envio uma esquadrilha de aviões russos, incluindo dois bombardeiros estratégicos T-160, capazes de carregar bomb…

Eis os principais cenários que navios estadunidenses podem usar contra Assad

Os navios de combate estadunidenses USS Donald Cook e USS Porter chegaram à costa síria precisamente um ano após o ataque com mísseis norte-americano contra a base aérea de Shayrat. O colunista da Sputnik, Andrei Kots, analisa o que é capaz de fazer o grupo de ataque que acabou de se aproximar tão perto do país árabe.


Sputnik

Tal como em abril de 2017, o pretexto para o envio do contingente naval norte-americano foram os relatos da mídia não confirmados sobre alegado uso de armas químicas por Damasco, desta vez na região de Ghouta Oriental. A imprensa estadunidense já relaciona o envio dos destroieres com a promessa de Donald Trump de decidir nas próximas 48 horas como castigar o "regime de Assad".


Submarino atômico USS Florida (foto de arquivo)
Submarino nuclear da US Navy USSN Flórida © Foto: Public Domain

Escolha do alvo

Os destroieres de 4ª geração USS Donald Cook e USS Porter portam, no total, 120 mísseis de cruzeiro Tomahawk com alcance máximo de mais de 2.000 quilômetros. Deste modo, os navios norte-americanos são capazes de atingir todo o território do país.

Entretanto, até agora ainda não está claro para onde eles poderão disparar caso Trump escolha o cenário de uso da força. O especialista do Centro de Nova Segurança Americana, Nicholas Geras, escreve na edição Foreign Policy que haverá vários alvos. De acordo com ele, os ataques de mísseis do ano passado não deram os frutos desejados, pois os aviões do exército sírio voltaram a decolar várias horas após o ataque.

Vale relembrar que dessa vez os destroieres USS Porter e USS Ross lançaram 59 mísseis de cruzeiro Tomahawk. Segundo comunicou o Ministério da Defesa da Rússia, apenas 23 deles atingiram seu alvo.

O que, ressalta Kots, foi um resultado realmente fraco, dado que os mísseis, que custam cerca de 2 milhões de dólares cada, eliminaram apenas seis caças obsoletos MiG-23, um armazém de material, um edifício de treinamento, uma cantina e uma estação de radar. Não foram afetados nem a pista de aterrissagem, nem os taxiways, o que permitiu que o aeródromo fosse recuperado em um prazo bem curto.

"Para provocar danos consideráveis a Bashar Assad e enviar um sinal suficiente, na opinião de Trump, os EUA terão que atacar mais alvos", resumiu Geras. "Deste modo, as capacidades de combate do exército sírio seriam minadas", adiantou.

Relembremos que em 2011 aos norte-americanos e britânicos bastaram apenas 124 mísseis Tomahawk para praticamente destruir todo o sistema de defesa antiaérea da Líbia. Porém, na época sua esmagadora maioria consistia apenas de sistemas obsoletos de produção soviética, por isso seria justo prognosticar que na Síria não se conseguirá repetir tais êxitos.

Mesmo agora, após 7 anos de guerra civil, os sistemas antiaéreos deste país continuam sendo uns dos mais fortes na região. O exército sírio está equipado com centenas de sistemas, inclusive os modernos Buk-M2, Pantsir-S1 e S-125 Pechora-2M. O fato de mais de metade dos Tomahawk não terem alcançado a base de Shayrat é uma evidência disso.

Aritmética de mísseis

Até agora ainda não está claro até onde os EUA estão dispostos a ir caso tomem a decisão de atacar a Síria. É evidente que 120 mísseis Tomahawk não serão suficientes para minar significativamente as capacidades de combate do exército sírio e incapacitá-lo de realizar operações militares de larga envergadura.

Hoje em dia, no Mediterrâneo não há nenhum grupo de ataque aeronaval da Marinha dos EUA, enquanto o grupamento mais próximo de tropas de desembarque está no golfo Pérsico. Desse modo, simplesmente não há recursos para reforçar rapidamente a presença militar norte-americana perto da costa síria.

Entretanto, ressalta Kots, a região do Mediterrâneo é frequentemente visitada pelo submarino nuclear norte-americano equipado com mísseis de cruzeiro USS Florida, que participou da operação na Líbia. Este, por sua vez, porta 154 Tomahawk, superando os destroieres USS Donald Cook e USS Porter em conjunto.

Ou seja, o número total dos mísseis de cruzeiro americanos instalados perto da Síria pode chegar até 274 unidades. Só para comparar: em 1991, os norte-americanos precisaram de apenas 288 Tomahawk para paralisar os sistemas de defesa antiaérea e de comando militar no Iraque.

O ataque com mísseis pode ser apoiado também pela aviação norte-americana baseada na região. Já no ar os norte-americanos têm mais capacidade de manobra que no mar. Suas maiores bases estão instaladas no norte da Síria, ou seja, nos territórios controlados por curdos. Além disso, a Força Aérea dos EUA está ativamente usando a base de Incirlik, na Turquia, o que também pode reforçar o potencial da sua eventual campanha.


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