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Governo saudita diz que rei e príncipe herdeiro são 'linha vermelha'

O ministro de Relações Exteriores saudita, Adel al-Jubeir, afirmou que o rei Salman bin Abdulaziz e o príncipe Mohammed Bin Salman são uma "linha vermelha" para a Arábia Saudita e rejeitou o suposto envolvimento do herdeiro da coroa saudita no assassinato do jornalista Jamal Khashoggi.
EFE

Riad - "A liderança do reino da Arábia Saudita representada nas guardas das duas mesquitas sagradas (o rei) e o príncipe herdeiro são uma linha vermelha e não permitiremos tentativa algum de atacar nossos líderes", afirmou Al-Jubeir em entrevista publicada nesta terça-feira o jornal árabe internacional "Asharq Al-Awsat".


"Atacar os líderes do reino é tocar em todos os cidadãos", acrescentou.

O ministro fazia alusão às versões que vinculam o príncipe Mohammed com a morte do jornalista no consulado saudita em Istambul em 2 de outubro.

Veículos de imprensa americanos informaram na sexta-feira que a CIA tinha concluído que o herdeiro saudita ordenou o assassinato de Kh…

Especialistas não acharam vestígios de agentes químicos em Douma, diz Rússia

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, garantiu nesta segunda-feira que especialistas russos não encontraram vestígios de substâncias químicas na cidade de Douma, o principal reduto da oposição síria nos arredores da capital Damasco.


EFE

Moscou - "Nossos especialistas militares já estiveram nesse lugar e também os representantes sírios do Crescente Vermelho (...). Não encontraram lá nenhum rastro do uso de cloro e do uso de outra substância química contra civis", disse Lavrov à imprensa.


Imagem de feridos com o ataque em Douma. EFE/EPA/Emad Aldin
Imagem de feridos com o ataque em Douma. EFE/EPA/Emad Aldin

Lavrov, que destacou que a filial síria do Crescente Vermelho tem "boa reputação" entre as organizações internacionais, entre elas a ONU, tachou de "provocação" a acusação de que as forças governamentais sírias teriam utilizado armas químicas contra sua população.

"Nossos militares que se encontram no terreno alertaram em várias ocasiões que estavam preparando uma grande provocação a fim de culpar Damasco pelo uso de armas químicas contra a população civil, e o governo sírio também disse isso", afirmou Lavrov.

O chefe da diplomacia russa afirmou que o objetivo era lançar "uma colossal campanha anti-Síria" que, segundo ele, também atingiu a Rússia, que é acusada de "proteger um regime criminoso".

O Centro de Reconciliação Russo na Síria emitiu um comunicado no qual os médicos do hospital de Douma disseram que não tinham admitido nenhum doente com sintomas de intoxicação química.

"Todas as pessoas que eles atenderam mostravam traumas frequentes, lesões, ferimentos com estilhaços e de bala", afirmou o centro.

Os militares russos na Síria também destacaram que os rebeldes do Exército do Islã que deixaram Douma disseram não saber nada sobre um ataque químico contra a cidade situada em Ghouta Oriental.

A Organização para a Proibição das Armas Químicas (Opaq) já começou a investigar o suposto ataque governamental com armas químicas contra Douma, no qual teriam morrido pelo menos 42 civis e outros 500 teriam ficado feridos.

As ONGs Defesa Civil Síria (também conhecida como "capacetes brancos") e Syrian American Medical Society (SAMS) denunciaram que as forças leais ao ditador sírio, Bashar al Assad, realizaram no sábado um ataque químico em Douma.

As ONGs, que mostraram fotos de corpos, muitos deles de crianças e estimaram em centenas o número de pessoas afetadas pelo ataque, garantiram que "um helicóptero lançou um barril-bomba que continha um agente químico sobre Douma".

A agência oficial síria, "Sana", rejeitou qualquer responsabilidade das forças sírias e assegurou que "as denúncias do uso de substâncias químicas em Douma são uma tentativa clara de impedir o progresso do Exército".

O presidente dos EUA, Donald Trump, responsabilizou ontem a Rússia e o Irã de "apoiarem o animal Assad".

O Departamento de Estado já tinha pedido à Rússia que encerrasse "imediatamente" o seu apoio "incondicional" ao regime e considerou, "em última instância", o Kremlin como "responsável por esses brutais ataques".

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