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Por que alguns países ocidentais não querem libertação de Idlib?

A libertação de Idlib marcará a vitória total das forças governamentais e o fracasso dos planos de países ocidentais de derrubar as autoridades legítimas sírias.
Sputnik

No entanto, segundo Pierre Le Corf, ativista francês que vive em Aleppo, a tarefa não será fácil. 


"Será muito difícil libertar Idlib, porque todas as forças da coalizão lideradas pelos EUA e governos [ocidentais] envolvidos na guerra até o momento se opõem à libertação da província", disse Le Corf à Sputnik França.

Ele comentou que assim que a província síria de Idlib for libertada, terá que "libertar as zonas ocupadas ilegalmente pelos EUA, França e até pela Itália no norte do país". Por esse motivo, nenhum desses países quer a libertação da província.

Le Corf salientou que a intenção de manter o status atual poderia levar a "um massacre da população civil de Idlib", referindo-se às múltiplas advertências dos militares sírios e russos sobre a possível encenação de ataques químicos com o prop…

Estados Unidos encarregaram israelenses de atacar Síria, afirma analista militar

O último ataque de Israel contra a base aérea síria era necessário não apenas para distrair a atenção das vitórias do exército sírio em Ghouta Oriental, mas também para submeter à prova o sistema da defesa antiaérea da Síria, opina Muhammed Mulhem, general de brigada e analista militar sírio.


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Segundo ele, este ataque foi coordenado com o comando americano. Para além disso, os estadunidenses não realizaram eles próprios este ataque porque não queriam uma confrontação direta com a Rússia, por isso os EUA delegaram esta tarefa à Força Aérea israelense.


F-15 da Força Aérea israelense, foto de arquivo
F-15 Eagle de Israel © AP Photo/ Ariel Schalit

Na noite para segunda-feira, aviões israelenses atacaram uma base aérea síria a partir do território libanês, de acordo com Ministério da Defesa russo. De acordo com a mídia síria, o ataque resultou em vítimas e feridos. Três mísseis atingiram o alvo, outros cinco foram abatidos.

"O ataque contra base T-4 foi realizado para elevar o moral dos terroristas, para que estes continuem sua tarefa de destruir a Síria. Hoje em dia eles fazem tudo para adiar a derrota completa dos terroristas e distrair a atenção da derrota dos EUA em Ghouta Oriental. As declarações dos EUA que eles não realizarão ataques contra a Síria tem que ser entendido como eles não quererem uma confrontação direita com a Rússia", destacou.

Para o analista, Israel cumpriu a tarefa de realização deste ato de agressão em vez dos EUA. A Rússia disse que a resposta à agressão por parte dos americanos será dura, por isso Israel virou o executante, frisou Muhammed Mulhem, acrescentando que sem coordenação com os EUA este ataque não seria possível.

É importante referir que o sistema de defesa antiaérea sírio demostrou sua capacidade e prontidão para repelir o ataque, continuou o general de brigada em conversa com a Sputnik Árabe. Para além disso, os aviões de Israel não se arriscariam a atravessar a fronteira da Síria porque seriam abatidos.

"Estamos vendo que o exército sírio continua sua ofensiva contra as posições dos terroristas. Claro que, de uma maneira ou outra, está decorrendo uma luta contra os americanos que apoiam os militantes", disse.

No que diz respeito à retirada das tropas americanas da Síria, Muhammed Mulhem destacou que essa decisão não depende apenas do presidente Trump, existem vários centros de análise e especialistas que examinam as consequências de diferentes decisões.

"Esperamos que nos próximos seis meses os americanos deixem a Síria. Hoje em dia Washington tenta puxar os europeus para o conflito sírio para depois poder atribuir a derrota a eles. Conseguiremos a saída dos ocupantes da Síria através das negociações em Astana e Genebra ou usando a força das armas", resumiu Muhammed Mulhem.

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