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Brasil comemora 20 anos do fim do conflito entre Peru e Equador

O Brasil irá comemorar nesta terça-feira os 20 anos do fim dos conflitos na fronteira entre Peru e Equador, que se prolongaram por quase 170 anos e que causaram várias guerras, tensões e enfrentamentos entre ambos os países.
EFE

Brasília - O Acordo Global e Definitivo de Paz entre Equador e Peru foi assinado em 26 de outubro de 1998 em Brasília, que voltará a ser palco de um encontro entre representantes dessas duas nações, mas agora para reafirmar "o valor e a eficácia da diplomacia e da solução pacífica de controvérsias", diz o comunicado do Ministério das Relações Exteriores.

A cerimônia contará com a participação do equatoriano José Ayala Lasso e do peruano Fernando de Trazegnies Granda, que eram os chanceleres de seus países na ocasião da assinatura e tiveram participação ativa nas negociações, e será presidido pelo ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes.

Segundo a nota oficial, a comemoração "também evidencia, uma vez mais, a capacidade regional de responder e…

Estados Unidos pretendem criar força árabe que substitua seu contingente na Síria

A Administração de Donald Trump procura criar uma força árabe que substitua o contingente norte-americano na Síria e ajude a estabilizar a situação no nordeste do pais após a derrota dos jihadistas, escreve o jornal The Wall Street Journal (WSJ), citando funcionários do governo.


Sputnik

Ao anunciar o ataque à Síria com seus aliados, o presidente Trump disse que os EUA pediram a seus parceiros no Oriente Médio que assumissem uma maior responsabilidade, incluindo a contribuição com valores importantes para financiar os esforços contra o Daesh (grupo terrorista, proibido na Rússia).


Soldado norte-americano em cima de um veículo blindado na Síria
Tropas dos EUA na Síria © AP Photo / APTV

Um maior compromisso por parte da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos (EAU), Qatar e Egito poderia, na opinião do presidente norte-americano, assegurar que o Irã não se aproveitasse da derrota do Daesh.

Um funcionário da Administração estadunidense, citado pelo WSJ, confirmou estas diligâncias.

"A todos — Arábia Saudita, Qatar e EAU — foi pedido apoio financeiro e uma maior contribuição", disse.

Além disso, o novo conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, ligou recentemente para o atual chefe da inteligência do Egito, Abbas Kamel, para sondar se o Cairo poderia contribuir para tais esforços, segundo a edição.

Alguns funcionários estadunidenses afirmaram, porém, que Washington poderá enfrentar grandes obstáculos na hora de estabelecer uma força de coalizão árabe na Síria.

O investigador da empresa de pesquisa Brookings Institution, Michael O'Hanlon, advertiu que "uma nova força deve ser poderosa o suficiente para enfrentar Assad ou o Irã se algum dos dois tentar recuperar territórios, talvez com a ajuda da Rússia".

Charles Lister, da organização Middle East Institute (Instituto do Oriente Médio), pôs em dúvida o projeto respetivo, indicando que "simplesmente não existe um precedente ou uma base estabelecida para que esta configuração se torne uma estratégia de sucesso".

Para o analista, a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos não estarão muito dispostos a iniciar novas ações militares porque já estão envolvidos em uma operação militar no Iêmen.

Os Estados Unidos intervieram no conflito na Síria em setembro de 2014 liderando uma coalizão internacional que começou a bombardear as posições de grupos terroristas, mas sem autorização do governo sírio.

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