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Por que alguns países ocidentais não querem libertação de Idlib?

A libertação de Idlib marcará a vitória total das forças governamentais e o fracasso dos planos de países ocidentais de derrubar as autoridades legítimas sírias.
Sputnik

No entanto, segundo Pierre Le Corf, ativista francês que vive em Aleppo, a tarefa não será fácil. 


"Será muito difícil libertar Idlib, porque todas as forças da coalizão lideradas pelos EUA e governos [ocidentais] envolvidos na guerra até o momento se opõem à libertação da província", disse Le Corf à Sputnik França.

Ele comentou que assim que a província síria de Idlib for libertada, terá que "libertar as zonas ocupadas ilegalmente pelos EUA, França e até pela Itália no norte do país". Por esse motivo, nenhum desses países quer a libertação da província.

Le Corf salientou que a intenção de manter o status atual poderia levar a "um massacre da população civil de Idlib", referindo-se às múltiplas advertências dos militares sírios e russos sobre a possível encenação de ataques químicos com o prop…

EUA dizem querer trabalhar pela paz com a Rússia, mas não descartam novo ataque à Síria

Os Estados Unidos continuam a trabalhar fortemente com os membros das Nações Unidas, incluindo a Rússia, para avançar com o processo político na Síria, afirmou uma autoridade do governo americano neste sábado.


Sputnik

De acordo com um alto funcionário da Casa Branca, Washington está trabalhando com seus aliados para determinar os próximos passos econômicos e políticos da Síria após os ataques contra instalações sírias, locais que integrariam o suposto programa de armas químicas de Damasco.


Casa Branca, em Washington, nos EUA (foto de arquivo)
Casa Branca © Sputnik / Vladimir Astapkovich

"Continuaremos a trabalhar com nossos aliados, aliados além daqueles que enfrentamos ontem à noite, para determinar o melhor conjunto de medidas econômicas, políticas e diplomáticas para assegurar não apenas o regime sírio, mas todos os países ao redor do mundo […] entendem que o uso de armas químicas não será tolerado", disse o funcionário.

A mesma autoridade afirmou, porém, que os EUA não descartam um novo ataque contra a Síria, caso o presidente sírio Bashar Assad use armas químicas contra a população – algo que Damasco e Moscou seguem negando de maneira veemente.

"Ao mesmo tempo, continuaremos a manter opções militares viáveis na mesa", completou.

Falando sobre o Kremlin, o alto funcionário da administração dos EUA acrescentou que os Estados Unidos querem ter um compromisso com a Rússia que leve a uma maior paz e estabilidade no mundo.

Contudo, a Casa Branca acredita que nenhum grupo da oposição síria tem capacidade de fabricar grande quantidade de informações sobre o uso de armas químicas no país por parte de seu governo.

"É improvável que qualquer grupo de oposição tenha a capacidade de fabricar o grande volume de informações disponíveis publicamente", afirmou o funcionário.

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