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EUA e Rússia revivem a Guerra Fria no Oriente Médio com duas cúpulas

Reuniões paralelas, na Polônia e na Rússia, representaram a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito entre Israel e a Palestina
Juan Carlos Sanz e María R. Sahuquillo | El País
Sochi / Jerusalém - Em 1991, a Conferência de Madri estabeleceu um modelo para o diálogo multilateral no Oriente Médio após o fim da Guerra Fria, que havia colocado Washington contra Moscou na disputa pela hegemonia em uma região estratégica. Transcorridos mais de 27 anos, dois conclaves paralelos representaram nesta quinta-feira em Varsóvia (Polônia) e Sochi (Rússia) a revitalização do rompimento entre as potências sobre o Irã, a guerra na Síria e o conflito israelo-palestino. Os Estados Unidos e a Rússia, copresidentes em Madri em 1991, já não atuam mais como mediadores para aliviar as tensões e, mais uma vez, assumem um lado entre as partes conflitantes.

No fórum da capital polonesa, a diplomacia dos EUA chegou a um impasse ao reunir mais de 60 países em uma reu…

Exército alemão vai investir milhões em armas e equipamentos, dizem jornais

O Exército alemão está planejando gastar milhões em novos lançadores de foguetes, drones, helicópteros e aviões de carga para preencher lacunas em seu arsenal, enquanto os Estados Unidos pressionam Berlim para fazer mais pela defesa do país e da Europa.


Sputnik

O Ministério da Defesa da Alemanha planeja comprar 18 itens, cada um custando mais de 25 milhões de euros (US$ 30 milhões), segundo os jornais Handelsblatt e Bild. A lista é, no entanto, "preliminar" e pode ser alterada, dependendo do orçamento para 2018. Ela inclui vários sistemas de foguetes de lançamento múltiplo MARS, sete helicópteros de resgate e seis aviões de carga C-130J Hercules fabricados nos EUA, informou o Bild.


Tanque Leopard 2 durante demonstração na Alemanha (foto de arquivo)
Tanque alemão Leopard II © AP Photo / Michael Sohn

De armadura pesada à parte, um contrato de leasing para drones de reconhecimento Heron TP, construídos por Israel, também está na lista de desejos da Bundeswehr (Forças Armadas alemãs), assim como atualizações para veículos blindados Puma e um contrato de manutenção para helicópteros NH90.

O Exército alemão também investirá no desenvolvimento de um novo radar para o jato Eurofighter Typhoon, equipamento de telecomunicações para navios de guerra da Marinha, assim como novos uniformes e equipamentos de proteção, segundo o jornal Die Zeit.

As melhorias foram consideradas depois que o Ministério da Defesa da Alemanha recebeu críticas pesadas sobre seus equipamentos e capacidade operacional "dramaticamente ruins". Após o fim da Guerra Fria, a Alemanha cortou radicalmente seu orçamento militar. Empurrada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que criticou Berlim por "pagar muito menos do que deveria" por questões militares e da OTAN, a Alemanha reconsiderou seu investimento em armamentos.

A promessa da chanceler Angela Merkel de aumentar o orçamento militar da Alemanha seguiu os apelos de Trump para que os membros da OTAN cumpram a meta de gastos com defesa de 2% do PIB.

Membros do Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD) enviaram "um claro não" aos apelos de Trump para injetar bilhões em programas de armamentos maciços e denunciaram Merkel por ceder ao presidente dos Estados Unidos.

Em 2017, o então ministro de Relações Exteriores, Sigmar Gabriel, advertiu Merkel a não se "ajoelhar" diante de Trump em tentativas de "apaziguá-lo". O principal diplomata pediu à chanceler para suportar as demandas para reforçar o orçamento militar. Ele defendeu que o papel do país deve ser "o poder da paz e não uma máquina de armas". Merkel e seu partido no poder "querem seguir o ditame de Trump e dobrar os gastos militares da Alemanha", argumentou o hoje ex-ministro.

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