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Governo saudita diz que rei e príncipe herdeiro são 'linha vermelha'

O ministro de Relações Exteriores saudita, Adel al-Jubeir, afirmou que o rei Salman bin Abdulaziz e o príncipe Mohammed Bin Salman são uma "linha vermelha" para a Arábia Saudita e rejeitou o suposto envolvimento do herdeiro da coroa saudita no assassinato do jornalista Jamal Khashoggi.
EFE

Riad - "A liderança do reino da Arábia Saudita representada nas guardas das duas mesquitas sagradas (o rei) e o príncipe herdeiro são uma linha vermelha e não permitiremos tentativa algum de atacar nossos líderes", afirmou Al-Jubeir em entrevista publicada nesta terça-feira o jornal árabe internacional "Asharq Al-Awsat".


"Atacar os líderes do reino é tocar em todos os cidadãos", acrescentou.

O ministro fazia alusão às versões que vinculam o príncipe Mohammed com a morte do jornalista no consulado saudita em Istambul em 2 de outubro.

Veículos de imprensa americanos informaram na sexta-feira que a CIA tinha concluído que o herdeiro saudita ordenou o assassinato de Kh…

Exército sírio promete mais pressão na guerra civil; rebeldes dizem que ataques não foram suficientes

A oposição síria afirmou que os ataques ocidentais no sábado não mudarão o curso da guerra de sete anos, ao mesmo tempo em que o Exército disse que irá esmagar resistência rebelde do país.


Por Tom Perry e Ellen Francis | Reuters

BEIRUTE - Os mísseis de Estados Unidos, Reino Unido e França tiveram como alvo as armas químicas do presidente Bashar al-Assad e sua capacidade de produzi-las como resposta a um ataque mortal com gás venenoso perto de Damasco há uma semana, disse Washington.


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Sírios agitam bandeiras da Rússia e do Irã durante protesto contra ataque aéreo liderado pelos EUA em Damasco 14/04/2018 REUTERS/ Omar Sanadiki

Mas rebeldes e políticos da oposição disseram que as potências ocidentais também deveriam atacar as armas convencionais de Assad, que mataram muito mais pessoas durante a guerra.

Algumas autoridades insurgentes disseram temer uma investida contra o bastião rebelde de Idlib, que uma importante autoridade iraniana indicou poderia ser o próximo alvo.

“Talvez o regime não use armas químicas novamente, mas não hesitará em usar armas”, disse o líder da oposição Nasr al-Hariri.

Um combatente rebelde disse estar se preparando para novos ataques como “vingança” do governo com seus aliados em território rebelde no noroeste, incluindo a região de Idlib.

“Era esperado mais do ataque americano para afetar o rumo da guerra e conter os crimes de Assad”, disse ele à Reuters, da província de Hama.

Damasco e seus aliados disseram que relatos de gás venenoso em Douma foram criados como pretexto para ataques ocidentais.

Depois do suposto ataque com gás, que grupos de assistência médica disseram ter matado dezenas de pessoas, rebeldes que estavam em Douma finalmente entregaram a cidade. Isso garantiu uma grande vitória para Assad, acabando com o último bastião insurgente na região oriental de Ghouta, perto da capital.

A guerra segue favorecendo Assad desde que a Rússia interveio em seu lado em 2015. Depois de controlar menos de um quinto da Síria em 2015, Assad se recuperou para controlar a maior parte do país com ajuda russa e iraniana.

Mohamad Alloush, chefe político da facção Jaish al-Islam que controlou Douma, disse que os ataques ocidentais no sábado não seriam suficientes.

“Enquanto esse regime e suas agências de segurança existirem, os ataques químicos continuarão porque há segurança das conseqüências que acabariam com isso”, disse ele. “E (Assad) está retratando o que aconteceu como uma vitória.”

A Presidência síria postou um vídeo mostrando que Assad chegaria para trabalhar no sábado pela manhã poucas horas após o ataque liderado pelos EUA, vestido de terno e gravata e carregando uma maleta.

Embora partes da Síria permaneçam além de seu alcance, a insurgência atualmente não representa uma ameaça militar ao seu governo.

A oposição elogiou o presidente Donald Trump por agir contra Assad depois de criticar o ex-presidente dos EUA Barack Obama por não ter imposto sua própria linha vermelha quando Assad foi acusado de usar gás em 2013. Mas os oposicionistas querem mais.

“O ataque enfraqueceu o regime, mas não fortaleceu a oposição”, disse outro comandante rebelde.

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