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Por que alguns países ocidentais não querem libertação de Idlib?

A libertação de Idlib marcará a vitória total das forças governamentais e o fracasso dos planos de países ocidentais de derrubar as autoridades legítimas sírias.
Sputnik

No entanto, segundo Pierre Le Corf, ativista francês que vive em Aleppo, a tarefa não será fácil. 


"Será muito difícil libertar Idlib, porque todas as forças da coalizão lideradas pelos EUA e governos [ocidentais] envolvidos na guerra até o momento se opõem à libertação da província", disse Le Corf à Sputnik França.

Ele comentou que assim que a província síria de Idlib for libertada, terá que "libertar as zonas ocupadas ilegalmente pelos EUA, França e até pela Itália no norte do país". Por esse motivo, nenhum desses países quer a libertação da província.

Le Corf salientou que a intenção de manter o status atual poderia levar a "um massacre da população civil de Idlib", referindo-se às múltiplas advertências dos militares sírios e russos sobre a possível encenação de ataques químicos com o prop…

'Finja que não pode respirar': sírio expõe como terroristas chefiaram falso ataque químico

Ameaçado pelos militantes, um médico prisioneiro foi "forçado a encher seringas, fingindo que estava nos injetando para nos reanimar", diz um homem que durante anos foi refém do grupo terrorista Jaish al-Islam.


Sputnik

Um sírio, libertado segunda-feira na cidade de Douma (província de Ghouta Oriental) do cativeiro imposto pelo grupo Jaish al-Islam, explicou para a agência Ruptly como em 2015 os jihadistas o forçaram a encenar uma situação, que seria filmada, em que ele foi alegadamente vítima de um ataque com armas químicas.


Voluntários praticam resposta a ataque químico, Aleppo, Síria
Treinamento contra ataque químico em Aleppo, Síria © AFP 2018 / Jim Lopez

"Fomos [a Douma] e [Jaish al-Islam] nos reuniu e nos obrigou a tirar nossas camisas, dizendo que ‘o exército estava prestes a usar armas químicas'", disse Mohamed Khudr Mousa na quarta-feira (11).

"Deve fingir que armas químicas foram usadas contra você e que não pode respirar, derramaremos água em você para reanimar", lembra o homem sobre as ordens de seus sequestradores.

Mousa disse que um médico, também prisioneiro do grupo militante, foi "forçado a encher seringas, fingindo que estava nos injetando para nos reanimar".

"Eles [os membros do Jaish al-Islam] derramaram água sobre nós e nos forçaram a fingir que estávamos inconscientes, de acordo com suas ordens, então trouxeram uma câmera e nos filmaram", relatou. Em um comentário posterior, ele admitiu não saber se o vídeo em questão foi publicado.

A agência Ruptly, por sua vez, declarou não poder verificar a autenticidade da história.

De acordo com suas palavras, Khudr Mousa foi sequestrado em Adra, uma cidade perto de Damasco, em dezembro de 2013. Ele foi libertado na segunda-feira (9), como parte de um acordo entre o governo sírio e as forças militantes. Sua família e amigos lhe deram uma recepção de herói em sua cidade natal, Salamiyah, nesta quarta-feira (11).

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