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Revista americana compara táticas de uso de robôs militares da Rússia e dos EUA

Depois dos testes do veículo de combate robótico Uran-9 na Síria, especialistas militares dos EUA analisaram o papel e o conceito de utilização de robôs em combate, tendo ainda comparado as caraterísticas dos robôs militares russos e norte-americanos.
Sputnik

Antes de tudo, o analista militar Charlie Gao da revista The National Interest prestou atenção à diferença fundamental na filosofia de planejamento militar dos EUA e da Rússia. 

Por exemplo, o Pentágono destaca cinco aplicações potenciais dos robôs. Entre elas estão a vigilância, o abastecimento de tropas, o apoio às tarefas cognitivas e físicas dos soldados, o aumento das capacidades de manobra, bem como a proteção das Forças Armadas. O exército norte-americano utiliza os robôs principalmente em tarefas auxiliares e de transporte de cargos.

Por sua vez, o Estado-Maior russo prevê usar os robôs em missões ofensivas, em ataques de vanguarda ou para neutralizar as posições do adversário em colaboração com as tropas convencionais.

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França favorece ONG islamita na Síria em detrimento de caridade cristã, reclamam ativistas

Várias organizações humanitárias francesas foram convidadas no início da semana para participar de um evento realizado no Palácio do Eliseu, em Paris, embora as escolhas feitas pelo governo ao lidar com os convites tenham desconcertado membros do Parlamento Europeu e representantes de ONGs.


Sputnik

Enquanto o governo francês enviou convites para várias organizações humanitárias operando na Síria, incluindo a Caridade Síria, por alguma razão, o SOS Chrétiens d'Orient (SOS Cristãos do Oriente, em tradução livre) — um dos mais antigos e influentes grupos de caridade que prestam ajuda aos cristãos no Oriente Médio — não foi convidado.


SOS Chrétiens d'Orient em Deir Zzor
SOS Chrétiens d'Orient em Deir ez-Zor © Foto: SOS Chrétiens d'Orient / facebook

A eurodeputada Patricia Lalonde, membro da Aliança dos Democratas e Liberais pela Europa, disse à Sputnik França que não entende por que a SOS Chrétiens d'Orient não foi convidada.

"O fato de a Síria Caridade ter sido convidada se tornou uma surpresa desagradável para mim. Todos sabem dos vínculos que a Caridade Síria mantém com a Irmandade Muçulmana; por exemplo, Mohammad Alolaiwy, chefe da Caridade Síria, é próximo dos muçulmanos franceses. Precisamos ter cuidado com esses 50 milhões de euros [que a França pretende gastar em ajuda humanitária à Síria] e garantir que esse dinheiro seja gasto em propósitos humanitários em vez de projetos políticos", reclamou Lalonde.

Ela observou que, embora a Irmandade Muçulmana tenha ajudado os pobres no Egito, a organização também usa suas atividades humanitárias para promover agenda política.

"De fato, a oposição síria tinha laços com a Irmandade Muçulmana desde o começo. Eles tentam expulsar Bashar Assad para instalar um governo islâmico apoiado pela Irmandade Muçulmana. Isso é muito perigoso", denunciou Lalonde, acrescentando que o presidente Macron estava possivelmente desinformado sobre a natureza de algumas das ONGs convidadas.

Benjamin Blanchard, co-fundador da SOS Chrétiens d'Orient, também disse à Sputnik que lamenta que sua organização não tenha sido convidada.

"As autoridades francesas estão bem cientes do fato de que estamos trabalhando na Síria há quatro anos. Verdade seja dita, eu aprovo essa iniciativa; acredito que a maioria das instituições de caridade selecionadas fazem um bom trabalho e ajudam os sírios, embora não possa dizer sobre a totalidade deles", disse ele.

Blanchard acrescentou que ficou surpreso com o fato da Caridade Síria ter sido convidada, já que esta organização opera apenas em duas províncias sírias, que compreendem cerca de 10% do território do país. Ele destacou que o grupo fornece ajuda “apenas a uma categoria específica de sírios, apenas àqueles que aderem a uma posição política específica”.

"Está claro que a Caridade Síria persegue uma agenda política e coopera estreitamente com grupos que controlam a província de Idlib, o que é motivo de preocupação. É bom que a França queira ajudar a Síria, mas esses fundos não devem acabar com grupos que atendam aos interesses do fundamentalismo religioso", explicou Blanchard.

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