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Marinha da Argentina fala sobre localização do submarino ARA San Juan

Embarcação desaparecida há 1 ano foi localizada neste sábado a 907 metros de profundidade. Ainda não há previsão de início dos trabalhos de resgate. 'Não temos meios para resgatar o submarino', diz ministro.
Por G1

A Marinha da Argentina informou neste sábado (17) que o submarino ARA San Juan, que sumiu há 1 ano com 44 tripulantes, foi encontrado a 907 metros de profundidade em uma área de "visibilidade bastante reduzida", e que a embarcação sofreu uma "implosão" no fundo das águas do Oceano Atlântico.

Segundo Enrique Balbi, porta-voz da Marinha, a proa, a popa e a vela se desprenderam do submarino e estão localizadas em uma área de 80 a 100 metros. “Isso sugere que a implosão tenha ocorrido muito perto do fundo”, disse.

Segundo a Marinha, as imagens mostram que o casco do submarino permaneceu bastante intacto, apenas com algumas deformações, e que todas as outras partes se desprenderam. A implosão teria ocorrido em razão da pressão externa do mar ter superado …

General: relações entre EUA e Rússia estão em fase mais perigosa do que na Guerra Fria

O tenente-general Yevgeny Buzhinsky, ex-funcionário do Ministério da Defesa russo, compartilhou com o jornal norte-americano The National Interest a sua opinião quanto ao caso Skripal e um possível conflito entre a Rússia e os EUA.


Sputnik

Segundo o ex-funcionário do Departamento de Cooperação Militar Internacional, o envenenamento do ex-espião russo Sergei Skripal e sua filha no Reino Unido foi uma "provocação planejada" para difamar e isolar a Rússia, encontrando um pretexto para expulsar dezenas de diplomatas russos.


Parada militar dedicada à vitória na Guerra do Golfo, Washington, EUA, 1991
Tropas dos EUA numa parada militar em Washington © AP Photo/ Doug Mills

"O presidente Putin é a última pessoa no mundo que tentaria realizar uma coisa tão terrível na véspera das eleições presidenciais na Rússia e da Copa do Mundo em Moscou", afirmou o general, opinando que Theresa May poderia ter coordenado as ações com Washington.

O general acredita que a situação atual nas relações entre a Rússia e o Ocidente é mais perigosa do que na época da Guerra Fria.

"Sempre digo que agora está ainda pior! Durante a Guerra Fria tudo estava claro: havia confrontação ideológica, mas havia certas verdades, certos limites que não podiam ser ultrapassados, nenhumas ameaças, nenhumas sanções", comparou Buzhinsky.

Segundo ele, a Síria poderá se tornar um dos possíveis centros de confrontação, referindo-se às palavras do chefe do Estado-Maior russo, Valery Gerasimov. Este afirmou que, se Washington atacar o centro de Damasco, onde se encontram militares russos, Moscou tomará medidas de retaliação.

"Não acho que ele estivesse brincando ou tenha feito a declaração apenas para surpreender alguns norte-americanos. Não, tenho a plena certeza que ele o disse a sério", opinou o ex-funcionário do ministério russo.

O general também ressaltou que qualquer confrontação militar entre a Rússia e os EUA resultaria em uso de armas nucleares.

O ex-agente secreto russo Sergei Skripal e sua filha Yulia foram envenenados em 4 de março na cidade britânica de Salisbury. Londres acusa Moscou de estar ligada ao incidente, sem apresentar até hoje quaisquer provas. Após o incidente, o Reino Unido expulsou 23 diplomatas russos, sendo seu exemplo seguido por vários outros países.

Enquanto isso, especialistas britânicos ainda não conseguiram identificar a origem da substância com que os Skripal foram envenenados.

Segundo os últimos dados, Sergei Skripal saiu do estado crítico. Sua filha acordou há mais de uma semana, informando que está melhorando a cada dia.

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