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Marinha do Brasil prevê inaugurar estação na Antártica em 2020, oito anos após incêndio

Obra é executada por uma empresa chinesa e, segundo a Marinha, se aproxima do final. Incêndio em 2012 destruiu estação, e dois militares morreram.
Por Guilherme Mazui | G1 — Brasília

Passados sete anos desde o incêndio que destruiu a Estação Antártica Comandante Ferraz, a Marinha prevê inaugurar a nova estação em março de 2020.

Executada pela empresa chinesa Ceiec, a obra se aproxima do final, segundo a Marinha, que prevê concluir as obras civis e a instalação de máquinas e mobiliário até 31 de março, iniciando um período de testes do complexo científico até março de 2020. Após os testes, a estação poderá receber militares e pesquisadores.

"A previsão de inauguração é março de 2020, quando os pesquisadores e o Grupo-Base [de militares] deverão ocupar em definitivo as instalações da nova Estação Antártica Comandante Ferraz", informou a Marinha ao G1.

Com investimento de US$ 99,6 milhões, o complexo receberá profissionais que atuam no Programa Antártico Brasileiro (Proantar), criad…

Grupo espanhol ETA pede “perdão” a vítimas por ações terroristas do passado

Separatistas admitem que a sociedade basca foi submetida a um “sofrimento desmedido”.

Mais de 850 pessoas foram mortas por Etarras em cinco décadas de atuação.


Pedro Gorospe | El País

A organização terrorista ETA, que causou a morte de mais de 850 pessoas em cinco décadas de assassinatos, sequestros e sabotagens, pediu perdão – limitado a “cidadãos e cidadãs sem responsabilidade alguma no conflito” – e reconheceu o “dano causado no transcurso de sua trajetória armada”, segundo um comunicado divulgado nesta sexta-feira pelos jornais bascos Gara e Berria. O ETA, que lutava pela independência do País Basco (uma região dividida entre o norte da Espanha e o sudoeste da França) interrompeu sua ação armada em 2011 e deverá anunciar sua dissolução no primeiro fim de semana de maio.

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Trabalhador municipal apaga pichações de caráter separatista no País Basco | REUTERS

No texto, com uma linguagem distante da usada tradicionalmente em seus comunicados, a organização admite que nas últimas décadas de terrorismo houve um “sofrimento desmedido” e reconhece sua “responsabilidade direta” nessa dor. “Não deveria ter ocorrido jamais, nem se prolongado no tempo”. “Estamos conscientes de que neste longo período provocamos muita dor, incluindo muitos danos que não têm solução. Queremos mostrar respeito aos mortos, aos feridos e às vítimas que as ações do ETA causaram. Sentimos seriamente”. Mas o texto faz uma distinção entre certas vítimas. “Sabemos que, premidos pelas diversas necessidades da luta armada, nossa atuação prejudicou cidadãos e cidadãs sem responsabilidade alguma. Também provocamos graves danos que não têm mais volta. A estas pessoas e a seus familiares pedimos perdão.”

O grupo argumenta que, “neste conflito político e histórico”, o sofrimento imperava antes que o ETA surgisse e continuou depois que a organização deixou de matar. “As gerações posteriores ao bombardeio de Gernika [pelas forças aliadas do franquismo, em 1937] herdamos aquela violência e aquele lamento, e corresponde a nós que as gerações vindouras encontrem outro futuro”.

O ETA (sigla de “pátria basca e liberdade”, no idioma basco) – que se situa agora junto aos militantes que a organização expulsou em 2012 por aceitarem a reinserção na vida institucional – pede perdão também às vítimas que considera “alheias ao conflito”, mortas em “consequência de erros”, e às suas famílias. O Gara publicou a declaração e uma “nota explicativa” que contextualiza a decisão. “No transcurso desse debate, a militância do ETA considerou necessário mostrar empatia com relação ao sofrimento originado”, diz esse texto, “e seu compromisso com a superação definitiva das consequências do conflito e com a sua não repetição”.

Nesse esforço de empatia com as vítimas, os separatistas afirmam compreender quem “considere e expresse que nossa atuação foi inaceitável e injusta”, pois ninguém pode ser obrigado a dizer o que não pensa ou sente. Mas o ETA alega que também houve outro tipo de agressão. “Para muitos outros também foram totalmente injustas, apesar de utilizarem o disfarce da lei, as ações das forças do Estado e das forças autonômicas [regionais] que agiram conjuntamente, e tampouco esses cidadãos e cidadãs merecem ser humilhados”.

A formação recorda o “sofrimento desmedido” que o País Basco sofreu. “O ETA reconhece a responsabilidade direta que adquiriu nessa dor, e deseja manifestar que nada disso deveria jamais ter ocorrido nem se prolongado tanto, pois já faz muito tempo que o conflito político e histórico deveria contar com uma solução democrática e justa”, afirma o comunicado.

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