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Rússia testará novo avião de transporte militar até o final do ano

Il-112V deverá substituir modelos soviéticos An-24 e An-26, considerados obsoletos.
Nikolai Litôvkin | Russia Beyond

A nova aeronave de transporte militar Il-112V completou os testes de fábrica e está sendo preparada para o primeiro voo, que está previsto para o final de 2018.


Caso os testes sejam bem sucedidos, o Il-112V substituirá nas Forças Armadas russas os modelos An-24 e An-26, desenvolvidos no início dos anos 1960.

O Ilyushin Il-112 é um avião de transporte militar leve de asa alta que está sendo desenvolvido pela Ilyushin Aviation Complex para transporte de cargas militares, equipamentos e pessoal.

Sua capacidade de carga máxima "útil" a bordo será de até cinco toneladas.

Os projetistas pretendem desenvolver duas versões do avião: uma com hangares estendidos para o transporte de equipamentos militares, carga e soldados; e outra, civil, para o transporte de passageiros e carga leve.

O Il-112V é um monoplano com configuração aerodinâmica tradicional e dois poderosos motores…

'Guerra é negócio': analista teme que EUA possam desencadear conflitos na América Latina

Seis países da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), Brasil, Chile, Peru, Argentina, Paraguai e Colômbia, anunciaram seu desejo de abandonar temporariamente a organização. Analista acredita que a decisão é um grande passo para trás.


Sputnik

A cientista política da Universidade de Buenos Aires, Sonia Winer, opinou à Sputnik Mundo que o abandono ameaça à integridade regional, incentiva conflitos entre Estados e afeta a proteção dos recursos naturais.


Uma patrulha de policiais durante os confrontos com manifestantes de oposição em San Cristobal, na Venezuela.
Confronto entre forças públicas venezuelanas e manifestantes © REUTERS / Carlos Eduardo Ramirez

"Essa desintegração visa não apenas criar obstáculos ao desenvolvimento de uma identidade regional própria e à unidade dos países da região, mas também enfraquecer a soberania territorial, a cooperação e a proteção de recursos naturais estratégicos, ou seja, aos objetivos do Conselho de Defesa Sul-Americano", opinou a analista.

Além disso, acredita Winer, a saída temporária dos seis países da Unasul "cria uma base para ingerências estrangeiras, em particular por parte do complexo militar-industrial dos EUA e do Reino Unido, o que já está acontecendo na região".

A especialista sublinha que tal situação mina os processos de resolução diplomática dos conflitos, pois "a única maneira de resolver conflitos para os EUA é a militar".

"Temo que os EUA possam provocar conflitos entre Estados na América Latina e propor soluções militares, porque a guerra é negócio", afirmou Winer.

Em 20 de abril, seis países latino-americanos (Brasil, Chile, Peru, Argentina, Paraguai e Colômbia) decidiram suspender suas atividades dentro da Unasul. Entres as razões principais para a decisão estão a "paralisia" e "falta de vontade" de eleger secretários-gerais e resolver os problemas administrativos.

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