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Executiva da Huawei deixa a prisão após pagar fiança no Canadá; ex-diplomata canadense é preso na China

Justiça aceitou pedido da chinesa, que foi detida a pedido dos Estados Unidos e corria risco de extradição. Fiança estipulada fixada em US$ 7,5 milhões.
Por G1

A diretora financeira da Huawei, Meng Wanzhou, foi solta nesta quarta-feira (12) depois de passar 11 dias presa no Canadá.

A executiva teve aceito o pedido de liberdade condicional, por um juiz canadense. O valor da fiança foi fixado em 10 milhões de dólares canadenses (US$ 7,5 milhões).

Meng saiu da prisão poucas horas depois da ordem do juiz, informou o canal Global News.

"O risco de que não se apresente perante o tribunal (para uma audiência de extradição) pode ser reduzido a um nível aceitável, impondo as condições de fiança propostas por seu assessor", disse o juiz, aplaudido na sala do tribunal pelos partidários da empresa chinesa, informa a France Presse.

As condições de libertação incluem a entrega de seus dois passaportes, que permaneça em uma de suas residências de Vancouver e use tornozeleira eletrônica. Além dis…

'Guerra é negócio': analista teme que EUA possam desencadear conflitos na América Latina

Seis países da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), Brasil, Chile, Peru, Argentina, Paraguai e Colômbia, anunciaram seu desejo de abandonar temporariamente a organização. Analista acredita que a decisão é um grande passo para trás.


Sputnik

A cientista política da Universidade de Buenos Aires, Sonia Winer, opinou à Sputnik Mundo que o abandono ameaça à integridade regional, incentiva conflitos entre Estados e afeta a proteção dos recursos naturais.


Uma patrulha de policiais durante os confrontos com manifestantes de oposição em San Cristobal, na Venezuela.
Confronto entre forças públicas venezuelanas e manifestantes © REUTERS / Carlos Eduardo Ramirez

"Essa desintegração visa não apenas criar obstáculos ao desenvolvimento de uma identidade regional própria e à unidade dos países da região, mas também enfraquecer a soberania territorial, a cooperação e a proteção de recursos naturais estratégicos, ou seja, aos objetivos do Conselho de Defesa Sul-Americano", opinou a analista.

Além disso, acredita Winer, a saída temporária dos seis países da Unasul "cria uma base para ingerências estrangeiras, em particular por parte do complexo militar-industrial dos EUA e do Reino Unido, o que já está acontecendo na região".

A especialista sublinha que tal situação mina os processos de resolução diplomática dos conflitos, pois "a única maneira de resolver conflitos para os EUA é a militar".

"Temo que os EUA possam provocar conflitos entre Estados na América Latina e propor soluções militares, porque a guerra é negócio", afirmou Winer.

Em 20 de abril, seis países latino-americanos (Brasil, Chile, Peru, Argentina, Paraguai e Colômbia) decidiram suspender suas atividades dentro da Unasul. Entres as razões principais para a decisão estão a "paralisia" e "falta de vontade" de eleger secretários-gerais e resolver os problemas administrativos.

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