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General brasileiro em forças dos EUA atrapalha laços com Moscou e Pequim, diz especialista

A decisão do Brasil de enviar um oficial para integrar as Forças Armadas dos Estados Unidos deve atrapalhar as relações do país com importantes aliados, como China e Rússia. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais Paulo Velasco, que conversou nesta segunda-feira com a Sputnik sobre esse polêmico assunto.
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Na última semana, se tornou pública no Brasil a notícia de que o país indicará, até o final do ano, um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) dos EUA, que cobre América Central, Caribe e América do Sul, provocando controvérsias.


De acordo com o comandante responsável, o almirante Craig Faller, os interesses norte-americanos na região seriam ameaçados por Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua, países com os quais o Brasil poderá ter relações prejudicadas por conta dessa situação, conforme acredita Velasco, professor adjunto de Política Internacional do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (U…

'Guerra é negócio': analista teme que EUA possam desencadear conflitos na América Latina

Seis países da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), Brasil, Chile, Peru, Argentina, Paraguai e Colômbia, anunciaram seu desejo de abandonar temporariamente a organização. Analista acredita que a decisão é um grande passo para trás.


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A cientista política da Universidade de Buenos Aires, Sonia Winer, opinou à Sputnik Mundo que o abandono ameaça à integridade regional, incentiva conflitos entre Estados e afeta a proteção dos recursos naturais.


Uma patrulha de policiais durante os confrontos com manifestantes de oposição em San Cristobal, na Venezuela.
Confronto entre forças públicas venezuelanas e manifestantes © REUTERS / Carlos Eduardo Ramirez

"Essa desintegração visa não apenas criar obstáculos ao desenvolvimento de uma identidade regional própria e à unidade dos países da região, mas também enfraquecer a soberania territorial, a cooperação e a proteção de recursos naturais estratégicos, ou seja, aos objetivos do Conselho de Defesa Sul-Americano", opinou a analista.

Além disso, acredita Winer, a saída temporária dos seis países da Unasul "cria uma base para ingerências estrangeiras, em particular por parte do complexo militar-industrial dos EUA e do Reino Unido, o que já está acontecendo na região".

A especialista sublinha que tal situação mina os processos de resolução diplomática dos conflitos, pois "a única maneira de resolver conflitos para os EUA é a militar".

"Temo que os EUA possam provocar conflitos entre Estados na América Latina e propor soluções militares, porque a guerra é negócio", afirmou Winer.

Em 20 de abril, seis países latino-americanos (Brasil, Chile, Peru, Argentina, Paraguai e Colômbia) decidiram suspender suas atividades dentro da Unasul. Entres as razões principais para a decisão estão a "paralisia" e "falta de vontade" de eleger secretários-gerais e resolver os problemas administrativos.

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