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Seul celebra decisão de Pyongyang em suspender testes nucleares e de mísseis

Presidente sul-coreano Moon Jae-in e o líder norte-coreano Kim Jong-un irão se encontrar na próxima sexta-feira (27).
EFE

O governo da Coreia do Sul qualificou neste sábado (21) como um "progresso significativo" para a desnuclearização da Coreia do Norte a decisão do regime de Pyongyang de suspender os seus testes atômicos e de mísseis, assim como o fechamento de seu centro de testes nucleares.

Em um comunicado enviado pelo gabinete presidencial sul-coreano, Seul considerou que "a decisão da Coreia do Norte é significativa para a desnuclearização da península coreana" e disse, além disso, que "ajudará a criar um ambiente muito positivo para o sucesso das próximas cúpula intercoreana e entre o Norte e Estados Unidos".

O governo sul-coreano se comprometeu em preparar o iminente encontro entre seu presidente, Moon Jae-in, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, previsto para o próximo dia 27, de modo a "liderar o caminho para a desnuclearização e paz duradour…

Inovadores motores nucleares dos EUA como resposta a 'boom' de novos armamentos na Rússia

Os EUA estão desenvolvendo um projeto de criação de armas com motores termonucleares, comunica a imprensa. 


Sputnik


Em uma entrevista à Sputnik, o especialista em assuntos militares, Boris Rozhin, manifestou que deste modo os EUA pretendem mostrar que têm uma resposta para dar à Rússia na sequência da apresentação de seus novos armamentos.

Caça F-35 Lightning II no show aéreo Farnborough-2014
F-35 Lightning II © Sputnik/ Aleksei Kudenko

A empresa estadunidense Lockheed Martin patenteou a criação de um motor termonuclear compacto que poderá caber tanto em um navio quanto em um avião de combate, informa o RT.

A companhia assegura que conseguiu alcançar um avanço que tem sido almejado por construtores de todo o mundo ao longo de décadas, ou seja, tornar a energia termonuclear acessível.

Afirma-se que a empresa está prestes a resolver o problema do uso da energia de síntese termonuclear. Tal energia é usada em bombas de hidrogênio desde os meados do século XX, mas ainda não foi possível usá-la com fins pacíficos.

Ao falar com o serviço russo da Rádio Sputnik, o especialista do Centro de Jornalismo Militar e Político, Boris Rozhin, fez lembrar que o próprio conceito de criar um reator termonuclear compacto nasceu ainda entre as décadas de 60 e 70 do século passado.

"Naquela época, ou seja, nos anos da Guerra Fria, em meio ao desenvolvimento das armas termonucleares se pretendia resolver o problema da criação de usinas termonucleares civis, bem como de diferentes tipos de armamentos. Os problemas principais enfrentados na época eram as questões de emissão de calor, de segurança da tripulação, caso se tratasse de um veículo tripulado. Estes problemas não chegaram a ser resolvidos nem na URSS, nem nos EUA. Embora tenha havido certos avanços, eles ficaram ao nível de conceitos que foram deixados para as calendas gregas", contou o analista.

De acordo com Rozhin, hoje em dia os construtores pretendem voltar aos respectivos conceitos.

"Lembremo-nos da recente declaração do presidente russo, Vladimir Putin, ligada à elaboração de exemplos promissores de armas não tripuladas com o uso de reatores nucleares. Os americanos estão relutantes em reconhecer que a Rússia está à frente deles em várias áreas. Deste modo, os americanos respondem que, de fato, eles também têm seus projetos. Mas por enquanto não se trata de uma produção em série. Mais provavelmente, é uma declaração de suas intenções, sobre haver planos para criar tais armas, que se realizam trabalhos, se aloca dinheiro", disse.

Para mais, Rozhin frisou que o êxito do projeto vai depender não dos políticos, mas dos construtores que trabalham na área.

"Também se deve tomar em consideração que nos EUA se trava uma luta permanente pelo aumento do orçamento militar. Já as empresas que se dedicam à fabricação de armas de alta tecnologia tentam ‘se colar' a ele através da publicidade dos seus produtos", resumiu.

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