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Prestes a 'ganhar' território do tamanho da Arábia Saudita, Brasil carece de recursos para defesa

A ONU deve ratificar no próximo mês, o pleito brasileiro em estender sua faixa de águas jurisdicionais em pelo menos 2,1 milhões de km², uma área equivalente à extensão da Arábia Saudita. Para especialista ouvido pela Sputnik Brasil, movimento precisa vir acompanhado de modernização da Marinha.
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Como a Sputnik Brasil mostrou em maio, a demanda já dura há pelo menos 30 anos e tem relação com medições técnicas sobre o ponto onde termina o Brasil continental e até onde é lícito explorar as águas do entorno. O mar territorial brasileiro têm atualmente cerca de 12 milhas náuticas (22 quilômetros) na faixa de água e uma zona econômica exclusiva de 200 milhas náuticas (370 quilômetros). Na parte de solo e sub-solo, área na qual o Brasil pleiteia a extensão, há um limite de mais 200 milhas regulamentadas.

Responsável pela proteção da área oceânica, a Marinha brasileira vem desenvolvendo pesquisas na região desde 2004. Os militares já identificaram potencial possibilidade de exploração de …

Inovadores motores nucleares dos EUA como resposta a 'boom' de novos armamentos na Rússia

Os EUA estão desenvolvendo um projeto de criação de armas com motores termonucleares, comunica a imprensa. 


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Em uma entrevista à Sputnik, o especialista em assuntos militares, Boris Rozhin, manifestou que deste modo os EUA pretendem mostrar que têm uma resposta para dar à Rússia na sequência da apresentação de seus novos armamentos.

Caça F-35 Lightning II no show aéreo Farnborough-2014
F-35 Lightning II © Sputnik/ Aleksei Kudenko

A empresa estadunidense Lockheed Martin patenteou a criação de um motor termonuclear compacto que poderá caber tanto em um navio quanto em um avião de combate, informa o RT.

A companhia assegura que conseguiu alcançar um avanço que tem sido almejado por construtores de todo o mundo ao longo de décadas, ou seja, tornar a energia termonuclear acessível.

Afirma-se que a empresa está prestes a resolver o problema do uso da energia de síntese termonuclear. Tal energia é usada em bombas de hidrogênio desde os meados do século XX, mas ainda não foi possível usá-la com fins pacíficos.

Ao falar com o serviço russo da Rádio Sputnik, o especialista do Centro de Jornalismo Militar e Político, Boris Rozhin, fez lembrar que o próprio conceito de criar um reator termonuclear compacto nasceu ainda entre as décadas de 60 e 70 do século passado.

"Naquela época, ou seja, nos anos da Guerra Fria, em meio ao desenvolvimento das armas termonucleares se pretendia resolver o problema da criação de usinas termonucleares civis, bem como de diferentes tipos de armamentos. Os problemas principais enfrentados na época eram as questões de emissão de calor, de segurança da tripulação, caso se tratasse de um veículo tripulado. Estes problemas não chegaram a ser resolvidos nem na URSS, nem nos EUA. Embora tenha havido certos avanços, eles ficaram ao nível de conceitos que foram deixados para as calendas gregas", contou o analista.

De acordo com Rozhin, hoje em dia os construtores pretendem voltar aos respectivos conceitos.

"Lembremo-nos da recente declaração do presidente russo, Vladimir Putin, ligada à elaboração de exemplos promissores de armas não tripuladas com o uso de reatores nucleares. Os americanos estão relutantes em reconhecer que a Rússia está à frente deles em várias áreas. Deste modo, os americanos respondem que, de fato, eles também têm seus projetos. Mas por enquanto não se trata de uma produção em série. Mais provavelmente, é uma declaração de suas intenções, sobre haver planos para criar tais armas, que se realizam trabalhos, se aloca dinheiro", disse.

Para mais, Rozhin frisou que o êxito do projeto vai depender não dos políticos, mas dos construtores que trabalham na área.

"Também se deve tomar em consideração que nos EUA se trava uma luta permanente pelo aumento do orçamento militar. Já as empresas que se dedicam à fabricação de armas de alta tecnologia tentam ‘se colar' a ele através da publicidade dos seus produtos", resumiu.

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