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EUA criticam bombardeiros russos na Venezuela: "Nós mandamos navio-hospital"

O coronel Robert Manning, porta-voz do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, criticou com veemência nesta segunda-feira o envio de bombardeiros russos à Venezuela e citou o envio de navio-hospital à região como exemplo do compromisso de Washington com a região.
EFE

Washington - "O enfoque dos EUA sobre a região difere do enfoque da Rússia. No meio da tragédia, a Rússia envia bombardeiros à Venezuela e nós mandamos um navio-hospital", declarou Manning durante uma entrevista coletiva realizada hoje no Pentágono.


O militar se referia com estas palavras ao USNS Comfort, que partiu em meados de outubro rumo à América Central e à América do Sul para oferecer ajuda sanitária aos milhares de refugiados venezuelanos amparados por diversos países da região.

"Enquanto nós oferecemos ajuda humanitária, a Rússia envia bombardeiros", lamentou Manning em referência ao envio uma esquadrilha de aviões russos, incluindo dois bombardeiros estratégicos T-160, capazes de carregar bomb…

Mais de 500 mil mortos em sete anos de Guerra na Síria

Conflito também levou 5,6 milhões de sírios ao refúgio, incluindo 2,6 milhões de crianças e adolescentes


Natalia Sancha | El País

Beirute - A guerra civil na Síria, prestes a completar sete anos, já tirou a vida de 511.000 pessoas, segundo um balanço apresentado nesta segunda-feira pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos, uma organização que se tornou uma das fontes mais confiáveis graças à presença de informantes no terreno. Desse total, 353.935 mortos foram identificados, sendo 106.390 civis (incluindo 19.811 menores e 12.513 mulheres). As forças do presidente Bashar al Assad e seus aliados são responsáveis por 85% das vítimas civis. O Observatório, com sede no Reino Unido, contabilizou pelo menos outros 155.000 mortos com identidade desconhecida. Também nesta segunda-feira, o UNICEF (órgão da ONU para a infância) informou que os dois primeiros meses deste ano foram os mais mortíferos para as crianças sírias, com mais de 1.000 mortos e feridos.

Corpo de um homem morto na cidade de Duma, na região de Guta Oriental, em março
Corpo de um homem morto na cidade de Duma, na região de Guta Oriental, em março | EFE - MOHAMMED BADRA

As tropas regulares sírias e as forças aliadas sofreram, segundo o Observatório, o maior número de baixas, com 34,5% do total identificado. Entre eles havia 63.820 militares, 48.814 milicianos sírios, 1.630 membros do partido-milícia libanês Hezbollah e outros 7.686 estrangeiros xiitas. Os grupos jihadistas vinculados à Al Qaeda e ao Estado Islâmico sofreram 18% das mortes identificadas, ao passo que 17,5% das vítimas pertenciam às fileiras dos diversos grupos insurgentes laicos que lutam no país (incluindo as forças curdo-sírias). Essa fonte observou que a contagem não inclui 45.000 civis mortos por torturas em centros de detenção governamentais.

Já a Rede Síria para os Direitos Humanos, uma organização que simpatiza com o lado rebelde, eleva a 212.786 o número de civis que perderam a vida desde o início do conflito, em março de 2011. Essa entidade atribui essas mortes majoritariamente ao Governo de Assad.

Em seu comunicado de segunda-feira, o UNICEF lamentou o fato de cada vez mais crianças estarem sendo mortas por causa do conflito na Síria e salientou que em 2017 a cifra de vítimas menores de idade supera em 50% a do ano anterior. A organização não detalhou o número de crianças e adolescentes mortos, mas sabe-se que pelo menos 200 deles perderam a vida só na atual ofensiva na região de Guta, nos arredores de Damasco.

Das frentes de combate ativas atualmente, a da Guta Oriental, o principal reduto rebelde, é claramente o mais mortífero para os civis. Segundo as fontes, entre 165.000 e 400.000 pessoas estão retidas ali. Desde 18 de fevereiro, quando a aviação síria intensificou a ofensiva contra esses subúrbios da capital, mais de 1.000 civis perderam a vida, e quase 5.000 ficaram feridos, segundo dados da ONG Médicos Sem Fronteiras.

Nestes sete anos, 5,6 milhões de sírios procuraram refúgio fora do país, incluindo 2,6 milhões de crianças e adolescentes, principalmente nos países vizinhos. Além disso, 6,1 milhões de sírios se tornaram refugiados internos sendo 2,8 milhões de menores. Há atualmente no país 13,2 milhões de pessoas precisando de ajuda humanitária, dos quais 5,3 milhões são crianças, incluindo 200.000 em zonas sitiadas e 1,2 milhão em outras zonas de difícil acesso, segundo o UNICEF.

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