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Israel prende o governador palestino de Jerusalém

Motivo da detenção foram crimes cometidos na Cisjordânia ocupada, segundo a Organização para a Libertação da Palestina.
France Presse

Israel prendeu o governador palestino de Jerusalém por crimes que teria cometido na Cisjordânia ocupada, que não foram especificados, informou a Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

O governador Adnan Gheith foi detido no sábado (20) à noite no bairro palestino de Beit Hanina, em Jerusalém Oriental, ocupada e anexada por Israel. Será apresentado a um tribunal dentro de quatro dias, afirma a OLP em um comunicado.

Para o dirigente da OLP Saeb Erakat, a detenção é "um novo passo contra a presença palestina em Jerusalém" e constitui uma violação da legislação israelense a respeito das instituições palestinas da cidade.

"As ameaças contra dirigentes palestinos, sua detenção, inclusive o 'sequestro' do governador Gheith, são parte de um plano que pretende sufocar todas as bases de uma solução política com dois Estados e com as f…

Militares norte-americanos deixarão mesmo Síria?

Em discurso na quinta-feira (29) em Richfield, Ohio, o presidente norte-americano, Donald Trump, declarou que para os EUA "chegou a hora de deixar a Síria". "Que outras pessoas tratem do assunto", declarou ele, adicionando que muito em breve o país vai sair da Síria e voltar à pátria.


Sputnik

O especialista em assuntos sírios e professor de Relações Internacionais da Universidade de Damasco, Bassam Abu Abdallah, comentou a declaração de Trump em entrevista à Sputnik Árabe. "Estamos acostumados ao fato de Trump fazer muitas declarações que nunca serão postas em prática", adicionando que a presença das Forças Armadas dos EUA na Síria resultou na destruição e aniquilação da infraestrutura do país. "O plano de libertação de Raqqa é um exemplo de destruição premeditada", frisou.


Veículos da coalizão liderada pelos EUA na cidade de Manbij, no norte da Síria
Tropas da coalizão liderada pelos EUA no norte da Síria © AFP 2018/ Delil SOULEIMAN

De acordo com Abdallah, Washington tentou evitar realização de qualquer investigação internacional que poderia revelar a situação de hoje em Raqqa e sua verdadeira relação com o Daesh (organização terrorista proibida na Rússia), adicionando que os EUA usam terrorismo para alcançar objetivos geopolíticos, mas, com a derrota do Daesh, acabaram por fracassar.

Por sua vez, o Departamento de Estado dos EUA nega qualquer informação sobre os planos da retirada das tropas estadunidenses da Síria. "Não sei [sobre tal política]", afirmou a porta-voz da Casa Branca, Heather Nauert, respondendo à pergunta se sabe algo sobre a "retirada da Síria".

O membro do Partido Democrático dos EUA, cientista político Mac Sharkawy, disse que "a declaração de Trump pegou todos de surpresa. O Departamento de Estado também não estava sabendo. Além do mais, entre o Departamento e o Pentágono não há nenhuma coordenação".

"Há uma falta de entendimento entre Donald Trump, secretário de Defesa e secretário do Interior, o que significa que na Casa Branca reina o caos", ressaltou o político norte-americano.

No entanto, o príncipe saudita, Mohammad bin Salman, declarou que a presença do contingente militar dos EUA na Síria é necessária. Para ele, a saída dos militares estadunidenses do país árabe significaria a perda de um ponto de controle muito importante.

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