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General brasileiro em forças dos EUA atrapalha laços com Moscou e Pequim, diz especialista

A decisão do Brasil de enviar um oficial para integrar as Forças Armadas dos Estados Unidos deve atrapalhar as relações do país com importantes aliados, como China e Rússia. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais Paulo Velasco, que conversou nesta segunda-feira com a Sputnik sobre esse polêmico assunto.
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Na última semana, se tornou pública no Brasil a notícia de que o país indicará, até o final do ano, um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) dos EUA, que cobre América Central, Caribe e América do Sul, provocando controvérsias.


De acordo com o comandante responsável, o almirante Craig Faller, os interesses norte-americanos na região seriam ameaçados por Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua, países com os quais o Brasil poderá ter relações prejudicadas por conta dessa situação, conforme acredita Velasco, professor adjunto de Política Internacional do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (U…

Militares norte-americanos deixarão mesmo Síria?

Em discurso na quinta-feira (29) em Richfield, Ohio, o presidente norte-americano, Donald Trump, declarou que para os EUA "chegou a hora de deixar a Síria". "Que outras pessoas tratem do assunto", declarou ele, adicionando que muito em breve o país vai sair da Síria e voltar à pátria.


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O especialista em assuntos sírios e professor de Relações Internacionais da Universidade de Damasco, Bassam Abu Abdallah, comentou a declaração de Trump em entrevista à Sputnik Árabe. "Estamos acostumados ao fato de Trump fazer muitas declarações que nunca serão postas em prática", adicionando que a presença das Forças Armadas dos EUA na Síria resultou na destruição e aniquilação da infraestrutura do país. "O plano de libertação de Raqqa é um exemplo de destruição premeditada", frisou.


Veículos da coalizão liderada pelos EUA na cidade de Manbij, no norte da Síria
Tropas da coalizão liderada pelos EUA no norte da Síria © AFP 2018/ Delil SOULEIMAN

De acordo com Abdallah, Washington tentou evitar realização de qualquer investigação internacional que poderia revelar a situação de hoje em Raqqa e sua verdadeira relação com o Daesh (organização terrorista proibida na Rússia), adicionando que os EUA usam terrorismo para alcançar objetivos geopolíticos, mas, com a derrota do Daesh, acabaram por fracassar.

Por sua vez, o Departamento de Estado dos EUA nega qualquer informação sobre os planos da retirada das tropas estadunidenses da Síria. "Não sei [sobre tal política]", afirmou a porta-voz da Casa Branca, Heather Nauert, respondendo à pergunta se sabe algo sobre a "retirada da Síria".

O membro do Partido Democrático dos EUA, cientista político Mac Sharkawy, disse que "a declaração de Trump pegou todos de surpresa. O Departamento de Estado também não estava sabendo. Além do mais, entre o Departamento e o Pentágono não há nenhuma coordenação".

"Há uma falta de entendimento entre Donald Trump, secretário de Defesa e secretário do Interior, o que significa que na Casa Branca reina o caos", ressaltou o político norte-americano.

No entanto, o príncipe saudita, Mohammad bin Salman, declarou que a presença do contingente militar dos EUA na Síria é necessária. Para ele, a saída dos militares estadunidenses do país árabe significaria a perda de um ponto de controle muito importante.

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