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China: 'Relatório do Pentágono distorce nossas intenções estratégicas'

A China rejeita firmemente as conclusões do relatório do Departamento de Defesa dos EUA sobre a situação militar e de segurança no país asiático, disse em comunicado o porta-voz do Ministério da Defesa chinês, Lu Kang.
Sputnik

"Em 17 de agosto, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos divulgou o relatório sobre a situação militar e de segurança na China, interpretando mal as intenções estratégicas da China e apresentando a chamada ‘ameaça militar chinesa' […] Os militares chineses expressam sua firme oposição a esse respeito", diz a declaração.

"As alegações do relatório dos EUA são pura especulação", disse Kang, explicando que o programa de modernização do Exército chinês se destina a defender "os interesses da soberania, segurança e desenvolvimento do país" e para "providenciar a paz, estabilidade e prosperidade globais".

O porta-voz do ministério chinês também reiterou a posição firme de seu país em relação a Taiwan, que ele definiu como u…

Militares norte-americanos deixarão mesmo Síria?

Em discurso na quinta-feira (29) em Richfield, Ohio, o presidente norte-americano, Donald Trump, declarou que para os EUA "chegou a hora de deixar a Síria". "Que outras pessoas tratem do assunto", declarou ele, adicionando que muito em breve o país vai sair da Síria e voltar à pátria.


Sputnik

O especialista em assuntos sírios e professor de Relações Internacionais da Universidade de Damasco, Bassam Abu Abdallah, comentou a declaração de Trump em entrevista à Sputnik Árabe. "Estamos acostumados ao fato de Trump fazer muitas declarações que nunca serão postas em prática", adicionando que a presença das Forças Armadas dos EUA na Síria resultou na destruição e aniquilação da infraestrutura do país. "O plano de libertação de Raqqa é um exemplo de destruição premeditada", frisou.


Veículos da coalizão liderada pelos EUA na cidade de Manbij, no norte da Síria
Tropas da coalizão liderada pelos EUA no norte da Síria © AFP 2018/ Delil SOULEIMAN

De acordo com Abdallah, Washington tentou evitar realização de qualquer investigação internacional que poderia revelar a situação de hoje em Raqqa e sua verdadeira relação com o Daesh (organização terrorista proibida na Rússia), adicionando que os EUA usam terrorismo para alcançar objetivos geopolíticos, mas, com a derrota do Daesh, acabaram por fracassar.

Por sua vez, o Departamento de Estado dos EUA nega qualquer informação sobre os planos da retirada das tropas estadunidenses da Síria. "Não sei [sobre tal política]", afirmou a porta-voz da Casa Branca, Heather Nauert, respondendo à pergunta se sabe algo sobre a "retirada da Síria".

O membro do Partido Democrático dos EUA, cientista político Mac Sharkawy, disse que "a declaração de Trump pegou todos de surpresa. O Departamento de Estado também não estava sabendo. Além do mais, entre o Departamento e o Pentágono não há nenhuma coordenação".

"Há uma falta de entendimento entre Donald Trump, secretário de Defesa e secretário do Interior, o que significa que na Casa Branca reina o caos", ressaltou o político norte-americano.

No entanto, o príncipe saudita, Mohammad bin Salman, declarou que a presença do contingente militar dos EUA na Síria é necessária. Para ele, a saída dos militares estadunidenses do país árabe significaria a perda de um ponto de controle muito importante.

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