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Putin ameaça retaliar se EUA instalarem mísseis na Europa

Em seu discurso sobre o estado da nação, presidente russo faz ataques a Washington e promete apontar seu arsenal para os Estados Unidos e para o continente europeu se mísseis americanos atravessarem o Atlântico.
Deutsch Welle

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou nesta quarta-feira (20/02) que seu país responderá a um possível envio de mísseis americanos à Europa, fazendo com que não apenas os países que receberem esses armamentos se tornem alvos, mas também os Estados Unidos.


Em seu discurso anual sobre o estado da nação em Moscou, Putin elevou o tom ao comentar uma nova e potencial corrida armamentista. Ele afirmou que a reação russa a um possível envio seria rigorosa e que as autoridades em Washington – algumas das quais estariam obcecadas com o "excepcionalismo" americano – deveriam calcular os riscos antes de tomar qualquer medida.

"É o direito deles de pensar da forma que quiserem. Mas eles sabem fazer cálculos? Tenho certeza que sabem. Deixemos que eles cal…

'Obrigado, presidente Putin': britânicos apoiam política russa na Síria

A embaixada russa em Londres publicou trechos de cartas nas quais cidadãos britânicos manifestam apoio a Moscou e agradecem as autoridades russas pelas suas ações na Síria.


Sputnik

Os britânicos que enviaram cartas à missão diplomática russa elogiaram a contribuição russa no combate ao terrorismo no Oriente Médio.


A posição russa em muitas edições internacionais, baseada no senso comum e na razão, parece ser completamente próxima aos sentimentos de muitos cidadãos britânicos.

"As autoridades dos países ocidentais deveriam relembrar a história e suas ações hoje em dia antes de criticar a Rússia, que salvou o mundo na Segunda Guerra Mundial e que está lutando contra o terrorismo. No Reino Unido vocês têm muitos amigos e seu apoio. Obrigado, presidente Putin e povo russo", escreveu um cidadão britânico à embaixada, que publicou sua carta no Twitter.

Alguns britânicos expressaram a esperança de que os presidentes russo e sírio possam conseguir a paz na região, contando com o apoio por parte dos líderes de outros países. Por exemplo, em uma das cartas um britânico aconselhou Putin e Assad a recorrerem à ajuda do presidente da África do Sul.

Mais cedo, os diplomatas russos publicaram cartas nas quais os britânicos se desculpavam pelas ações do seu governo no âmbito do caso Skripal.

Os países ocidentais costumam condenar a Rússia pela sua operação militar na Síria. Moscou, por sua vez, sublinha que a Rússia está agindo a pedido oficial do presidente sírio, Bashar Assad. Já a coalizão ocidental liderada pelos EUA começou a operação sem a permissão de Damasco e sem alguma resolução por parte da ONU.

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