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Revista americana compara táticas de uso de robôs militares da Rússia e dos EUA

Depois dos testes do veículo de combate robótico Uran-9 na Síria, especialistas militares dos EUA analisaram o papel e o conceito de utilização de robôs em combate, tendo ainda comparado as caraterísticas dos robôs militares russos e norte-americanos.
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Antes de tudo, o analista militar Charlie Gao da revista The National Interest prestou atenção à diferença fundamental na filosofia de planejamento militar dos EUA e da Rússia. 

Por exemplo, o Pentágono destaca cinco aplicações potenciais dos robôs. Entre elas estão a vigilância, o abastecimento de tropas, o apoio às tarefas cognitivas e físicas dos soldados, o aumento das capacidades de manobra, bem como a proteção das Forças Armadas. O exército norte-americano utiliza os robôs principalmente em tarefas auxiliares e de transporte de cargos.

Por sua vez, o Estado-Maior russo prevê usar os robôs em missões ofensivas, em ataques de vanguarda ou para neutralizar as posições do adversário em colaboração com as tropas convencionais.

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Opinião: EUA 'tiveram e continuarão tendo problemas' no céu sobre Síria

O Pentágono afirmou que os aviões da Força Aérea dos EUA na Síria enfrentaram meios de guerra eletrônica. Analista militar explica por que não nos devemos surpreender com a notícia.


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Anteriormente, o comandante da Força de Operações Especiais das Forças Armadas dos EUA, general Tony Thomas, declarou que "adversários" estão bloqueando os sistemas dos aviões estadunidenses AC-130 na Síria com meios de guerra eletrônica sem especificar quem exatamente o faz.


Caça F-16 da Bélgica recebe combustível de um KC-10 da Força Aérea americana durante missão da operação Inherent Resolve no Iraque e na Síria
F-16 Fighting Falcon © REUTERS / Hamad I Mohammed

Analista militar Igor Korotchenko opinou por que a aviação dos EUA está tendo problemas na Síria.

"Não dispomos das fontes da informação norte-americana quanto ao assunto, por isso pode ser tanto um exagero da situação como a verdade […] É importante entender que as ações das forças estadunidenses na Síria são ilegais do ponto de vista do direito internacional", comentou o analista.

Segundo ele, a presença dos militares no país árabe deve ser considerada como agressão internacional.

"Os Estados Unidos não têm direito de estar presentes nem no céu sobre a Síria, nem no seu território, por isso é que eles tiveram e continuarão tendo problemas", concluiu.

Outro especialista, o coronel aposentado Andrei Golovatyuk, sublinhou que nos últimos anos os EUA não têm sido enfrentados por meios de guerra eletrônica, daí toda a preocupação.

"As forças contra as quais [os Estados Unidos] combateram no Iraque, Afeganistão e Líbia não tinham meios de ataque modernos, meios de inteligência modernos ou meios de guerra eletrônica modernos", comentou ele no ar do serviço russo da Rádio Sputnik.

Golovatyuk destaca que logo que os militares estadunidenses enfrentaram meios de guerra eletrônica modernos, e os não muito modernos sistemas de defesa antiaérea sírios, acabou sendo claro que o exército dos EUA não está tão bem preparado.

"Seus sucessos na Síria parecem bastante duvidosos, o que foi provado pelos fracos resultados do recente ataque à Síria. Eles estão mal preparados e tentam agora encontrar uma justificação para isso, alguém 'responsável'", concluiu.

Em 14 de abril, os EUA, Reino Unido e França lançaram um ataque de mísseis contra instalações governamentais sírias onde estariam sendo produzidas armas químicas. O ataque não deixou vítimas mortais, nem causou danos materiais significativos.

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