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General brasileiro em forças dos EUA atrapalha laços com Moscou e Pequim, diz especialista

A decisão do Brasil de enviar um oficial para integrar as Forças Armadas dos Estados Unidos deve atrapalhar as relações do país com importantes aliados, como China e Rússia. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais Paulo Velasco, que conversou nesta segunda-feira com a Sputnik sobre esse polêmico assunto.
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Na última semana, se tornou pública no Brasil a notícia de que o país indicará, até o final do ano, um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) dos EUA, que cobre América Central, Caribe e América do Sul, provocando controvérsias.


De acordo com o comandante responsável, o almirante Craig Faller, os interesses norte-americanos na região seriam ameaçados por Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua, países com os quais o Brasil poderá ter relações prejudicadas por conta dessa situação, conforme acredita Velasco, professor adjunto de Política Internacional do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (U…

Por que motivo Turquia revelou posição das tropas francesas na Síria?

Logo após o presidente francês, Emmanuel Macron, ter recebido em Paris uma delegação das Forças Democráticas Sírias, lideradas pelos curdos sírios, a mídia turca revelou informações detalhadas sobre o posicionamento de alegadas forças especiais da França no norte da Síria. A medida fez com que Ancara acusasse a França de apoiar "terroristas".


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Em entrevista à Sputnik França, Dominique Trinquand, analista militar e conselheiro de Macron na área da defesa durante a sua companha eleitoral do ano passado, opinou que a publicação de tal informação pela mídia turca foi simplesmente algo "inaceitável para um país que deveria estar combatendo o mesmo inimigo, o Daesh [grupo terrorista proibido na Rússia]."


Soldados franceses das forças especiais
Tropas francesas © AFP 2018/ JEAN-PIERRE CLATOT

O analista lembrou que os curdos estiveram entre os primeiros a se juntarem à luta contra o Daesh na Síria, "enquanto a Turquia entrou no combate bastante mais tarde".

A decisão da mídia turca não foi nada surpreendente, afirma Trinquand, pois "na política interna, o presidente Erdogan apoia os seguidores da Irmandade Muçulmana [organização islamista], e a Irmandade Muçulmana tem sido hostil aos curdos e, desde o início, ao presidente Bashar Assad."

Quanto ao objetivo da missão francesa na Síria, o oficial francês disse que "apesar de o presidente francês ter expressado apoio aos curdos em geral, não estão planejadas novas operações. Em qualquer caso, as unidades que operam lá são forças especiais, e suas posições e ações nunca são reveladas".

Em um comunicado oficial, divulgado após seu encontro com representantes das Forças Democráticas da Síria (FDS) no mês passado, Macron garantiu que a França vai apoiar a milícia na estabilização da zona de segurança no norte da Síria. Logo depois, a agência estatal turca, Anadolu, divulgou detalhes sobre cinco bases francesas supostamente localizadas no norte da Síria, onde estariam deslocadas 70 unidades de forças especiais francesas e 30 militares das tropas paraquedistas. Anteriormente, em julho de 2017, Anadolu já havia informado sobre o deslocamento de forças especiais norte-americanas e francesas no norte do país árabe.

Trinquand acha errada a decisão de Anadolu de publicar tal informação, pois o vazamento mostra a diferença existente entre a posição francesa em relação aos curdos, como "aliados leais que ajudaram a combater o Daesh", e a de Ancara.

Em 31 de março, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, expressou seu descontentamento com a decisão francesa de apoiar a milícia dos curdos sírios. O vice-premiê do país ainda foi mais duro, afirmando que "os que decidiram cooperar e se solidarizar com organizações terroristas contra a Turquia serão também alvos da Turquia, como os próprios terroristas.

O ministro da Defesa turco, Nurettin Canikli, por sua parte, chamou o deslocamento de forças franceses na Síria de "invasão".

A Turquia considera as Unidades de Proteção Popular (YPG), que constituem a maioria nas FDS, uma organização terrorista ligada ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão turco (PKK), tendo iniciado em 20 de janeiro a operação militar Ramo de Oliveira no nordeste da Síria. A França continua afirmando que seu apoio aos curdos se limita apenas ao combate ao terrorismo.


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