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Revista americana compara táticas de uso de robôs militares da Rússia e dos EUA

Depois dos testes do veículo de combate robótico Uran-9 na Síria, especialistas militares dos EUA analisaram o papel e o conceito de utilização de robôs em combate, tendo ainda comparado as caraterísticas dos robôs militares russos e norte-americanos.
Sputnik

Antes de tudo, o analista militar Charlie Gao da revista The National Interest prestou atenção à diferença fundamental na filosofia de planejamento militar dos EUA e da Rússia. 

Por exemplo, o Pentágono destaca cinco aplicações potenciais dos robôs. Entre elas estão a vigilância, o abastecimento de tropas, o apoio às tarefas cognitivas e físicas dos soldados, o aumento das capacidades de manobra, bem como a proteção das Forças Armadas. O exército norte-americano utiliza os robôs principalmente em tarefas auxiliares e de transporte de cargos.

Por sua vez, o Estado-Maior russo prevê usar os robôs em missões ofensivas, em ataques de vanguarda ou para neutralizar as posições do adversário em colaboração com as tropas convencionais.

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Prenúncio de guerra? Rússia enfrenta cada vez mais aviões-espiões nas suas fronteiras

A Rússia detectou em uma semana 18 aeronaves realizando reconhecimento perto das fronteiras russas, comunicou o jornal oficial do Ministério da Defesa russo, Krasnaya Zvezda. Os aviões russos, por sua vez, fizeram cinco voos para interceptar e escoltar as aeronaves estrangeiras.


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Ao longo de 2018, tem aumentado o número de aviões de reconhecimento estrangeiros nas fronteiras russas, comunicou a edição Gazeta.ru. Apenas durante os primeiros 20 dias de abril, o número de aviões de reconhecimento estrangeiros já excedeu o mesmo indicador de janeiro.


Avião de reconhecimento U-2 norte-americano
Avião espião norte-americano U-2 © AFP 2018 / US AIR FORCE

Nos primeiros 30 dias de 2018, o Ministério da Defesa da Rússia registrou voos de uns 50 aviões de reconhecimento perto das fronteiras russas e nos primeiros dias de abril — 61.

Em fevereiro, foram registrados 78 casos deste tipo e por 21 vezes aviões russos decolaram para interceptá-los. A mesma dinâmica se manteve em março: 80 aviões de reconhecimento e 20 intercepções.

O major aposentado da Força Aeroespacial da Rússia, Vitaly Sokolovsky, comparou as atividades de reconhecimento de aviões estrangeiros nas fronteiras russas com uma situação similar que surgiu na década de 1930 devido aos espiões nazistas.

"Se nos lembrarmos da Grande Guerra pela Pátria (parte da Segunda Guerra Mundial, compreendida entre 22 de junho de 1941 e 9 de maio de 1945, e limitada às hostilidades entre a União Soviética e a Alemanha nazista e seus aliados), em 1938 os aviões alemães costumavam voar periodicamente ao longo das nossas fronteiras, violavam estas, argumentando que se tinham perdido. Finalmente, em três anos, começou a guerra. Por isso [esta atividade] é anormal", sublinhou o militar russo.

Por sua vez, o especialista em aviação militar Aleksei Vlasov afirmou que o aumento do número de aviões de espionagem estrangeiros nas fronteiras da Rússia está diretamente relacionado com a situação internacional.

"Quanto maior é a tensão, mais aviões de reconhecimento há. Isso significa que alguns países querem nos assustar um pouco", comentou o especialista.

Porém, ele acrescentou ter outra explicação possível: "Se o número de aviões-espiões aumenta drasticamente em algum momento, isso pode indicar que se prepara na região uma operação de reconhecimento."

Em 2017, os aviões russos realizaram 294 voos para interceptar e escoltar aeronaves inimigas.

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