Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Marinha do Brasil simula resgate de civis em área de conflito ou desastre natural (VÍDEO)

A Marinha do Brasil realizou entre os dias 6 e 14 de novembro a Operação Atlântico, na praia de Itaoca, no Espírito Santo. A simulação deste ano treinou os oficiais para casos em que houvesse resgate de civis em uma área de conflito armado ou que foram alvos de desastres naturais.
Sputnik

Era por volta de 5h40 do dia 10 de novembro, um sábado, ainda estava amanhecendo, quando o Almirante Paulo Martinho Zucaro, Comandante da Força de Fuzileiros da Esquadra, olhou e disse para a reportagem da Sputnik Brasil: "É guerra".


A declaração foi dada para explicar os motivos de se realizar um treinamento deste porte mesmo em condições extremamente desfavoráveis. A chuva era forte, as ondas na beira da praia atingiam 1,5 metros e os ventos chegaram a 20 km/h. O nível de dificuldade preocupava o alto comando, mas não foi um problema para os fuzileiros e marinheiros.

Antes do amanhecer, sete Carros Lagarta Anfíbios (CLAnf) chegaram à praia e deram início ao desembarque. Após eles chegarem foi…

Questão de reputação: o que esconde Londres sobre fracasso de seus submarinos?

O relato do jornal britânico The Times sobre o duelo subaquático entre um submarino britânico da classe Astute e dois submarinos russos na véspera do ataque ocidental à Síria talvez busque esconder alguma falha da moderna embarcação britânica recorrendo à sempre conveniente "mão do Kremlin", opina um artigo do jornal russo Vzglyad.


Sputnik

A versão do The Times é perfeitamente credível, confirmaram ao Vzglyad militares russos, já que os submarinos diesel-elétricos russos foram desenhados para perseguir e afundar submarinos nucleares inimigos.

HMS Astute, primeiro submarino nuclear da classe Astute
Submarino nuclear inglês Classe Astute © AP Photo / BAe Systems, ho

Além disso, os submarinos do projeto 636 Varshavyanka são silenciosos o suficiente para se aproximarem furtivamente de seus adversários. Por outro lado, a explicação divulgada pela mídia britânica suscita também algumas dúvidas.

"Não há nada de especial, nossos submarinos também são perseguidos. Mas esta história provoca dúvidas. Do nosso lado estavam submarinos a diesel, do lado britânico — um submarino nuclear, que tem uma velocidade maior […] e um submarino a diesel não pode segui-lo por muito tempo", afirmou o capitão submarinista aposentado Vladimir Mamaikin.

Assim, se realmente quisesse, o Astute tinha a capacidade técnica de acelerar ao máximo e se livrar de seus "caçadores", assumindo logo a posição de ataque, lançar mísseis e submergir de novo.

Para os marinheiros russos, a história revelada pelas "fontes militares" do The Times pode ser falsa e visar esconder uma falha relacionada com o lançamento e assim salvar a reputação da Marinha britânica após as fortes declarações de Theresa May sobre o envio de submarinos poderosos à costa síria.

"Os britânicos, que não conseguiram participar a tempo nos golpes [contra a Síria] tiveram que justificá-lo", acredita Mamaikin sem excluir que os submarinos russos estivessem presentes nas águas do Mediterrâneo naquele momento.

Seu colega, o capitão Mikhail Nenashev, por sua parte, sugere que o fracasso pode ter sido provocado por uma falha técnica.

"O possível uso de mísseis de cruzeiro pode ter causado um acidente dentro do próprio submarino", disse Nenashev, detalhando que o lançamento subaquático de um míssil de cruzeiro é um processo complexo. "Não se pode excluir que, naquele momento, os britânicos enfrentaram problemas e, para manter a reputação, podem ter vazado informação falsa."

A imprensa britânica já criticou a Marinha Real por ter perdido suas capacidades de combate e também pela falta de recursos, devido à qual os navios não podem sair ao mar. Em particular, a crítica pode ser explicada pelo desejo de aumentar o financiamento do setor naval, mas é igualmente possível que a lendária frota britânica já não seja como antes.

Postar um comentário

Postagens mais visitadas