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Oficial do Hezbollah: nossos mísseis podem atingir qualquer ponto de Israel

O Hezbollah é capaz de atingir qualquer ponto em Israel com seus mísseis, disse Sheikh Naim Qassem, secretário-geral adjunto do movimento libanês Hezbollah em entrevista ao jornal iraniano al-Vefagh.
Sputnik

"Não há um único ponto nos territórios ocupados fora do alcance dos mísseis do Hezbollah", disse Qassem.


Segundo o alto funcionário, os mísseis servem para impedir Israel de iniciar outra guerra com o Líbano, expondo a "frente israelense".

Qassem comentou também a guerra na Síria, onde o Hezbollah desempenhou um papel ativo na assistência ao governo sírio contra vários agrupamentos terroristas, incluindo o Daesh e Frente al-Nusra (grupos terroristas proibidos na Rússia). O funcionário elogiou as vitórias alcançadas contra os terroristas, mas criticou os EUA por sua suposta obstrução ao processo de paz.

As tensões entre Tel Aviv e o movimento libanês xiita Hezbollah aumentaram em 4 de dezembro depois que as tropas israelenses lançaram a operação Northern Shield, dest…

Rússia acusa Reino Unido "reter à força" a filha do ex-espião envenenado

A Rússia acusou hoje o Reino Unido de estar "a reter à força" num local secreto Yulia Skripal, a filha do ex-espião Serguei Skripal, ambos envenenados no início de março com um gás neurotóxico em Inglaterra.


Pars Today

Yulia estava hospitalizada desde 04 de março, quando foi encontrada inconsciente - tal como o seu pai - num local público em Salisbury (sul de Inglaterra). As autoridades britânicas acusaram a Rússia de estar por detrás de um ataque com uma arma química, no caso o agente neurotóxico Novichok (inicialmente fabricado na antiga União Soviética, nos anos 1970).

Rússia acusa Reino Unido
Porta-voz da diplomacia russa Maria Zakharova | Reprodução

A filha de Skripal acabou por ter alta e foi levada para um local secreto pelas autoridades do Reino Unido.

"Os últimos acontecimentos reforçam os nossos receios de que esta é uma questão de isolamento de uma cidadã russa. Temos todas as razões para crer que pode tratar-se de um caso de retenção à força de cidadãos russos, que eventualmente são retidos à força para uma encenação", declarou a porta-voz da diplomacia russa Maria Zakharova, em conferência de imprensa.

Por outro lado, Zakharova salientou que a Rússia não vai acreditar nas conclusões da Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ) sem que tenha acesso às amostras de sangue que serviram de base às análises da organização. A OPAQ confirmou hoje que as análises às amostras confirmam as suspeitas do Reino Unido de que o agente neurotóxico utilizado foi o Novichok.

"A Rússia não acredita nas conclusões [do caso Skripal] na base da palavra, até que os seus especialistas tenham acesso às amostras das análises mencionadas no relatório da OPAQ", disse a porta-voz.

Moscovo quer, igualmente, ter acesso a "todas as informações na posse de Londres a propósito deste incidente", acrescentou Zakharova.

"Não se trata de uma questão de confiança, mas sim de uma questão de trabalho a partir de material concreto", sublinhou a responsável do MNE russo, acrescentando que "a Rússia está pronta e aberta a todos os tipos de trabalho em conjunto".

A OPAQ anunciou hoje que as suas análises laboratoriais "confirmam as descobertas do Reino Unido quanto ao agente químico tóxico utilizado em Salisbury" para envenenar o ex-agente duplo Serguei Skripal e a sua filha.

A substância química era de uma "grande pureza", precisou a OPAQ, sem no entanto apontar responsabilidades pelo ataque.

Na sequência das conclusões, Londres exigiu uma reunião do Conselho de Segurança da ONU, que deverá realizar-se na próxima semana.

"Não temos qualquer razão para pensar que não se trata da continuação de uma provocação flagrante contra a Rússia por parte dos serviços secretos britânicos", desvalorizou a porta-voz Maria Zakharova, criticando o "fluxo de desinformação" que, segundo ela, visa prejudicar Moscovo.

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