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General brasileiro em forças dos EUA atrapalha laços com Moscou e Pequim, diz especialista

A decisão do Brasil de enviar um oficial para integrar as Forças Armadas dos Estados Unidos deve atrapalhar as relações do país com importantes aliados, como China e Rússia. A avaliação é do especialista em Relações Internacionais Paulo Velasco, que conversou nesta segunda-feira com a Sputnik sobre esse polêmico assunto.
Sputnik

Na última semana, se tornou pública no Brasil a notícia de que o país indicará, até o final do ano, um general para assumir um posto no Comando Sul (SouthCom) dos EUA, que cobre América Central, Caribe e América do Sul, provocando controvérsias.


De acordo com o comandante responsável, o almirante Craig Faller, os interesses norte-americanos na região seriam ameaçados por Rússia, China, Irã, Venezuela, Cuba e Nicarágua, países com os quais o Brasil poderá ter relações prejudicadas por conta dessa situação, conforme acredita Velasco, professor adjunto de Política Internacional do Departamento de Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (U…

Rússia alerta EUA sobre perigo de "desvio" em acordo nuclear com Irã

A Rússia alertou nesta terça-feira sobre o perigo de ocorrer, unicamente no "interesse de alguém", "qualquer desvio, violação ou descumprimento" do acordo nuclear firmado em 2015 entre o Irã e diversos países, em referência clara aos Estados Unidos.


EFE

Genebra - "Qualquer tentativa de emendar esse texto em benefício de alguém afetará o regime mundial de não proliferação (nuclear) e terá consequências muito negativas para a estabilidade e a segurança da região e do mundo", disse o representante russo no comitê preparatório da Conferência de Revisão do Tratado de Não Proliferação de Armas Atômicas para 2020 realizado em Genebra.


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Vladimir Yermakov | Reprodução

O chefe da delegação russa, Vladimir Yermakov, declarou que o país continuará a cumprir os compromissos assumidos como parte desse acordo - junto com França, Reino Unido, Estados Unidos, China, Alemanha e União Europeia - "desde que os demais também o façam".

O governo de Donald Trump ameaçou sair do acordo e exigiu à UE - que o defende - que pressione Teerã para que sejam feitas modificações que Washington acredita serem necessárias.

"Hoje pedimos a nossos colegas nesta sala para que não se calem com a esperança que a situação será resolvida por si só e que façam esforços claros para preservar o acordo", disse o representante russo.

A Rússia anunciou que apresentará com a China uma proposta de declaração de apoio ao acordo nuclear com o Irã para que seja adotada durante esta conferência.

Yermakov afirmou que o futuro desse acordo influenciará diretamente nos esforços que estão sendo feitos para resolver a ameaça de uma conflagração nuclear na península coreana.

"A violação do acordo com o Irã, sem nenhum motivo e contra a vontade da comunidade internacional, fará um desserviço à confiança em relação à Coreia do Norte de que qualquer potencial acordo futuro será respeitado", afirmou.

Além disso, a Rússia denunciou na mesma sessão a decisão dos EUA de retirar o apoio à ratificação do tratado para proibir os testes nucleares, "criando assim as condições para retomar essas provas".

"Devemos entender que se o exemplo dos EUA fosse seguido por outros Estados cuja ratíficação é requerida para que esse tratado entre em vigor, isso deixaria o caminho livre para uma corrida sem limites de armamento nuclear", alertou Yermakov.

O tratado para proibir os testes nucleares foi assinado por 183 Estados, dos quais 166 o ratificaram, mas para que entre em vigor é necessário que 44 países com capacidade energética e científica nuclear deem este último passo.

Entre os principais países que nem sequer assinaram o tratado estão Índia, Paquistão e Coreia do Norte, enquanto EUA, Israel, Irã e China, entre outros, não o ratificaram. A Rússia completou esse trâmite no ano 2000.

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