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China: 'Relatório do Pentágono distorce nossas intenções estratégicas'

A China rejeita firmemente as conclusões do relatório do Departamento de Defesa dos EUA sobre a situação militar e de segurança no país asiático, disse em comunicado o porta-voz do Ministério da Defesa chinês, Lu Kang.
Sputnik

"Em 17 de agosto, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos divulgou o relatório sobre a situação militar e de segurança na China, interpretando mal as intenções estratégicas da China e apresentando a chamada ‘ameaça militar chinesa' […] Os militares chineses expressam sua firme oposição a esse respeito", diz a declaração.

"As alegações do relatório dos EUA são pura especulação", disse Kang, explicando que o programa de modernização do Exército chinês se destina a defender "os interesses da soberania, segurança e desenvolvimento do país" e para "providenciar a paz, estabilidade e prosperidade globais".

O porta-voz do ministério chinês também reiterou a posição firme de seu país em relação a Taiwan, que ele definiu como u…

Rússia alerta EUA sobre perigo de "desvio" em acordo nuclear com Irã

A Rússia alertou nesta terça-feira sobre o perigo de ocorrer, unicamente no "interesse de alguém", "qualquer desvio, violação ou descumprimento" do acordo nuclear firmado em 2015 entre o Irã e diversos países, em referência clara aos Estados Unidos.


EFE

Genebra - "Qualquer tentativa de emendar esse texto em benefício de alguém afetará o regime mundial de não proliferação (nuclear) e terá consequências muito negativas para a estabilidade e a segurança da região e do mundo", disse o representante russo no comitê preparatório da Conferência de Revisão do Tratado de Não Proliferação de Armas Atômicas para 2020 realizado em Genebra.


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Vladimir Yermakov | Reprodução

O chefe da delegação russa, Vladimir Yermakov, declarou que o país continuará a cumprir os compromissos assumidos como parte desse acordo - junto com França, Reino Unido, Estados Unidos, China, Alemanha e União Europeia - "desde que os demais também o façam".

O governo de Donald Trump ameaçou sair do acordo e exigiu à UE - que o defende - que pressione Teerã para que sejam feitas modificações que Washington acredita serem necessárias.

"Hoje pedimos a nossos colegas nesta sala para que não se calem com a esperança que a situação será resolvida por si só e que façam esforços claros para preservar o acordo", disse o representante russo.

A Rússia anunciou que apresentará com a China uma proposta de declaração de apoio ao acordo nuclear com o Irã para que seja adotada durante esta conferência.

Yermakov afirmou que o futuro desse acordo influenciará diretamente nos esforços que estão sendo feitos para resolver a ameaça de uma conflagração nuclear na península coreana.

"A violação do acordo com o Irã, sem nenhum motivo e contra a vontade da comunidade internacional, fará um desserviço à confiança em relação à Coreia do Norte de que qualquer potencial acordo futuro será respeitado", afirmou.

Além disso, a Rússia denunciou na mesma sessão a decisão dos EUA de retirar o apoio à ratificação do tratado para proibir os testes nucleares, "criando assim as condições para retomar essas provas".

"Devemos entender que se o exemplo dos EUA fosse seguido por outros Estados cuja ratíficação é requerida para que esse tratado entre em vigor, isso deixaria o caminho livre para uma corrida sem limites de armamento nuclear", alertou Yermakov.

O tratado para proibir os testes nucleares foi assinado por 183 Estados, dos quais 166 o ratificaram, mas para que entre em vigor é necessário que 44 países com capacidade energética e científica nuclear deem este último passo.

Entre os principais países que nem sequer assinaram o tratado estão Índia, Paquistão e Coreia do Norte, enquanto EUA, Israel, Irã e China, entre outros, não o ratificaram. A Rússia completou esse trâmite no ano 2000.

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