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Oficial do Hezbollah: nossos mísseis podem atingir qualquer ponto de Israel

O Hezbollah é capaz de atingir qualquer ponto em Israel com seus mísseis, disse Sheikh Naim Qassem, secretário-geral adjunto do movimento libanês Hezbollah em entrevista ao jornal iraniano al-Vefagh.
Sputnik

"Não há um único ponto nos territórios ocupados fora do alcance dos mísseis do Hezbollah", disse Qassem.


Segundo o alto funcionário, os mísseis servem para impedir Israel de iniciar outra guerra com o Líbano, expondo a "frente israelense".

Qassem comentou também a guerra na Síria, onde o Hezbollah desempenhou um papel ativo na assistência ao governo sírio contra vários agrupamentos terroristas, incluindo o Daesh e Frente al-Nusra (grupos terroristas proibidos na Rússia). O funcionário elogiou as vitórias alcançadas contra os terroristas, mas criticou os EUA por sua suposta obstrução ao processo de paz.

As tensões entre Tel Aviv e o movimento libanês xiita Hezbollah aumentaram em 4 de dezembro depois que as tropas israelenses lançaram a operação Northern Shield, dest…

Rússia diz que denúncias de ataque químico visam justificar invasão à Síria

A Rússia afirmou neste domingo que as denúncias sobre um suposto ataque químico realizado pelas forças governamentais sírias contra o reduto rebelde de Duma no último sábado são uma nova tentativa de justificar uma intervenção militar no país árabe.


EFE

Moscou - "O objetivo dessas falsas conjecturas, totalmente infundadas, é proteger os terroristas e a oposição radical que rejeita uma arrumação política e, ao mesmo tempo, tentar justificar um possível ataque militar do exterior", informou a Chancelaria russa em comunicado.


Putin durante visita a base aérea de Hmeimim na Síria em foto de 2017. EPA/MICHAEL KLIMENTYEV / SPUTNIK
Putin durante visita a base aérea de Hmeimim na Síria em foto de 2017. EPA/MICHAEL KLIMENTYEV / SPUTNIK

A nota adverte que "uma intervenção militar sob pretextos inventados e fabricados na Síria, onde se encontram soldados russos a pedido do governo legítimo, é absolutamente inaceitável e pode acarretar as consequências mais graves".

O governo russo considera que as denúncias são um novo caso de "desinformação" e lembrou que a fonte de tais informações, a ONG Capacetes Brancos, foi acusada de conivência com os terroristas, assim como outras organizações com base nos EUA e no Reino Unido.

O comunicado lembra que a maior parte de Ghouta Oriental já foi liberada dos terroristas e que os "irredutíveis radicais" que ainda seguem oferecendo resistência em Duma "usam os civis como escudos humanos".

"Aqueles que não estão interessados na rápida aniquilação de um dos últimos ninhos de terroristas em território sírio e não querem uma autêntica arrumação política tentam por todos os meios de dificultar a evacuação de civis", diz o texto.

Os militares russos na Síria negaram categoricamente as informações sobre o suposto ataque químico e se disseram "dispostos" a enviar especialistas à região.

A agência oficial síria, "Sana", também negou qualquer responsabilidade das forças sírias e garantiu que "as denúncias do uso de substâncias químicas em Duma são uma tentativa clara de impedir o progresso do Exército".

Segundo a ONG Capacetes Brancos, pelo menos 40 pessoas, a maioria mulheres e crianças, morreram por asfixia no sábado em um ataque químico contra Duma, cidade nos arredores de Damasco.

A ONG, que mostrou fotos de corpos, muitos deles de crianças, e calculou centenas de pessoas afetadas pelo ataque, informou que "um helicóptero lançou um barril-bomba que continha um agente químico sobre Duma".

Neste domingo, o presidente dos EUA, Donald Trump, responsabilizou o presidente da Rússia e o Irã de "apoiarem o animal (Bashar al) Assad".

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