Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

Defesa do Brasil tem maior gasto com pessoal na década, e investimento militar cai

Despesas com ativos e inativos crescem R$ 7,1 bi em 2019, reflexo de aumento salarial
Por Igor Gielow e Gustavo Patu | Folha de S.Paulo

A previsão de gasto militar para o primeiro ano de governo do capitão reformado do Exército Jair Bolsonaro (PSL) traz o maior aumento de despesa com pessoal em dez anos e uma redução expressiva do investimento em programas de reequipamento das Forças Armadas.
Não fosse uma criatividade contábil dos militares, que conseguiram recursos com a capitalização de uma estatal para comprar novos navios, a despesa de investimento seria a menor desde 2009.

A Folha analisou a série histórica com a ferramenta de acompanhamento orçamentário Siga Brasil, do Senado. Para este ano, o Ministério da Defesa, ainda na gestão Michel Temer (MDB), planejou gastar R$ 104,2 bilhões, o quarto maior volume da Esplanada.

Desse montante, R$ 81,1 bilhões irão para pessoal, R$ 13,3 bilhões, para gastos correntes (custeio) e R$ 9,8 bilhões, para investimentos. Os valores não incluem o con…

Rússia pode vir a fornecer de graça sistemas S-300 à Síria

Em breve, a Rússia pode começar a fornecer os sistemas S-300 à Síria, comunicou o jornal Kommersant, citando fontes militares e diplomáticas. Moscou pretende entregá-los de forma gratuita e, em pouco tempo, criar ao redor um sistema de defesa antiaérea capaz de proteger tanto Damasco como os locais onde se encontra a aviação.


Sputnik

As fontes do jornal russo asseguraram que a entrega está praticamente resolvida "a nível político".


Sistemas de mísseis antiaéreos S-300
Sistema antiaéreo S-300 Favorit © Sputnik / Ramil Sitdikov

De acordo com esta informação, os componentes dos S-300 (estações de radar, máquinas de transporte de carga, postos de controle, lançadores etc.) serão fornecidos à Síria muito em breve através de aviões militares ou pela Marinha russa.

O fornecimento do armamento planejado faz parte da assistência técnico-militar que a Rússia vem proporcionando à Síria. Um dos entrevistados pelo Kommersant apontou que "os sírios não têm dinheiro" para comprar novos sistemas deste tipo.

De acordo com o jornal russo, o mais provável é que Moscou entregue à Síria os S-300 usados, ou seja, "de segunda mão".

Junto com os sistemas soviéticos S-125, S-200, Buk, Kvadrat e Osa, os S-300 constituirão a defesa aérea síria escalonada, capaz de defender dos possíveis ataques de Israel e da coalizão liderada pelos EUA não somente Damasco, mas também, várias bases militares onde se encontram a aviação síria e os instrutores militares iranianos, comunicou o Kommersant.

O analista militar, Viktor Mukhranovsky estima que sejam necessários, ao menos, quatro S-300.

No momento, os S-400 protegem o espaço aéreo em Hmeymim e Masiaf, enquanto ao menos um sistema S-300V (Antei-2500) protege Tartus.

Por sua vez, Moscou não descarta que Israel reaja de forma negativa ao fornecimento de S-300 à Síria. O chefe da Inteligência das Forças de Defesa de Israel, Amos Yadlin, acredita que os militares israelenses podem vir a atacar os S-300 na Síria.

"Pelo visto, Tel Aviv terá uma reação negativa ao fornecimento dos S-300, contudo, agora na Síria 'todo mundo pesca em águas turbulentas'", destacou o diretor do Centro de Análise de Estratégias e Tecnologias, Ruslan Pukhov.

A Rússia considera que o posicionamento dos S-300 na Síria estabilize a situação no país e não permita que os israelenses e a coalizão encabeçada pelos Estados Unidos destruam a infraestrutura civil e militar do país, concluiu a edição.

Contudo, a entrega não será efetuada imediatamente. De acordo com especialistas russos, serão necessários ao menos três meses para ensinar os militares sírios a manejar os S-300.

De acordo com informações do Kommersant, os militares russos serão posicionados nos locais de instalação dos S-300 na Síria, e caso Israel resolva atacá-los, as consequências "serão catastróficas para todas as partes".

Comentários

NOTÍCIAS MAIS LIDAS

Postagens mais visitadas